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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Todo o ano

Todo o ano

Já é inverno, a chuva anda nervosa
Geme a nuvem carregada
O mar solta a onda, que vem caprichosa
A maresia espreita e tal como eu, não vê nada

Oh manhã que me levanta, sem luz do sol
Tarde de saudades, em florido prado
Dias solarengos em cantos de rouxinol
Noite de vento, serenatas de amor, loucuras do fado

Já é inverno, o frio não te deixa voltar
Quero ver-te vestida de branco neve
Com folhos de mil flores para cheirar
Perfume enevoado, o olhar que te persegue

Oh mimosa flor por quem choro
Tenho saudades do verão acolhedor
Cabelos soltos e corpo onde moro
Coração de luz, brilho nos olhos… Meu amor

Já é inverno, recolho-me na ternura
Quero sentir dentro de mim o teu azul perfume
Amo o céu da mesma cor, a tua textura
Menina tão pura, que neste frio é o meu lume

Oh claridade ausente, vem ter comigo
Mostra-me a luz do teu sentimento
Verás amor neste meu corpo de amigo
O verão que te ofereço como alimento

Já é inverno e mesmo assim não te esqueço
Já não interessa o tempo, evaporou-se a vaidade
Oh doce e ternurenta mulher, que a Deus peço
Vem ver o verão, neste inverno e serás a eternidade

Oh… Como te amo
Na primavera, no outono, no inverno… No verão
Todo o ano



José Alberto Sá

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