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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Deixem-me só

Deixem-me só

E ao olhar o horizonte… Nada se vislumbrou
Nem o tempo nevoo, nem a maresia fresca,
nem o ar soprou
O mar… Esse senhor imenso… Parou
Deixem-me só…
Parou as ondas, parou a espuma… Parou simplesmente
Até a areia que fria me gelava
Parecia limalha áspera… Cortante
Os meus olhos olhavam cegamente
O horizonte, sem sol, sem chuva, sem nada
Deixem-me só…
Os pássaros… Ah… Os pássaros, já nem lembrava
Lembro sim… Que o chilrear era o zumbido do medo
Eram as gaivotas que não existiam
A nuvem que não passava
E o horizonte… Ah… O horizonte
Era a linha que me separava
Da minha sede… Da tua fonte
E ao olhar o horizonte… As saudades sucumbiam
Deixem-me só…
Estava de joelhos… E a água chegava-me á cintura
Nem o mar
Nem a espuma
Nem o vento me segura
Pois já minhas mãos se agarram ao vazio
É neste abraçar
Que nas areias… Uma a uma…
Não me deixam sentir os milagres que agarro sem brio
Sem soluções, sem vontades, sem querer
Simplesmente… Por não te ter
Deixem-me só…
Sem horizonte… Ou com horizonte… Ah… Eu vou lutar
Por ti
Menina para lá do horizonte
Para lá do arco-íris, que me levará até aí
Para te amar… Custe o que custar

José Alberto Sá

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