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quinta-feira, 25 de julho de 2013

Julgado pelo que sou

Julgado pelo que sou

Sábio coração que me leva
Neste corpo onde a luz é o guia
Onde a alma se eleva
Onde a mente se tranquiliza
E tudo obedece ao sangue que cria
Fluxos do amor, que o olhar suaviza

Eis o ligar do meu comando
Sou dono do meu pensamento
Senhor de mim
Escravo das horas que me vão devorando
Cativeiro da vida na contagem do tempo
A trilha ou o caminho… O não ou o sim

Liberto-me nas palavras reais
Sou o autor
Das construções e dos actos
Circunstâncias dos silêncios ou dos ais
A luta pela bondade, pelo amor
O mundo de flores, ou mundo de cactos

Sábio é o meu conto, a minha fábula
Contada na mais recôndita floresta
Onde a ventania se esconde ou se vive sem vento
Bela é a vida de uma parábola…
O reino da fantasia que é tudo que me resta
Quando um coração bate, sábias batidas como alimento

Sou esta velha pessoa
Que sendo árvore, já fui raiz
Com culpa ou inocente
Má ou boa
Sou na alma da vida, o advogado ou o juiz
De um corpo sábio que tudo sente

Escritor de palavras ou palavras somente ditas
Poeta de sonhos, desejos ou realidades
Amigo de um coração sábio, carregado de simplicidade
Advogado das palavras por mim escritas
Juiz num julgamento sem vaidades
Onde o orgulho é a luz, que meus olhos sentem,
por ser verdade


José Alberto Sá

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