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quinta-feira, 9 de maio de 2013

Meu cofre


Meu cofre

Meu pequeno cofre selado
Quero ver-te envolta no fato do amor
Que bom sentir o que me revelas
Quando abres o cofre escondido
Sinto-te em cada bocado
Sinto-te na força do calor
Sinto-te um mar de caravelas
Sinto-te como se fosse proibido
Minha pequena quiméra de blusa branca
Quero ver-te nua, encostada à minha gravata
Eu nu quero sentir o gemido da tua garganta
Mão na coxa subtileza farta
Claro! A cinta de ligas
Que sinto e percorro
Que me faz lembrar a aproximação
Não quero que me digas
Se pela vontade eu morro
Ou se sinto a gravata em direcção
Ao mundo do teu cofre selado
E não és tu que me obrigas
Minha pequena mas inquietante
Menina… bela sonâmbula esfuziante
Minha jovem viciosa
Minha amazona dominadora
Meu pequeno cofre de essência viscosa
Onde a gravata de ti é merecedora
Meu pequeno cofre de espartilho
Onde o busto se ergue em meu regalo
Sinto-te de corpo enclausurado, me maravilho
Para mim fechada, se aberta eu não me calo

José Alberto Sá

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