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quarta-feira, 8 de maio de 2013

Eu sei... Eu nunca...


Eu sei… Eu nunca…

Eu sei o que escrevo
Eu nunca sou o inocente
Sou a graça do poeta, que a tudo me atrevo
Sou em palavras, certeza ou pacto
Sou o apanágio, a doação da semente
Falo do bom, falo do fraco

Falo do bom, sou e quero… Desejo
Falo do fraco pela timidez, algum conteúdo
Palavras que agarro… Mexo… E solto no beijo
Sou sempre amante da eterna fêmea
Sou sempre na mentalidade o miúdo
Nas mãos a côdea, no corpo o miolo da sêmea

Eu nunca estou inocente
Eu nunca sou o reflexo da ingratidão
Pois é grande a doce mentalidade
Na minha veste máscula, sou prudente
Mulher e pão
Inocente ou não… Sou verdade

Sou luz, sou paz, sou amor
Eu nunca sou somente da mesma cor
Sou muito mais que sangue nas veias
Sou muito mais que suor
Eu nunca me sinto preso nas teias
Sou o que escrevo do melhor ao pior

Eu sei quem sou
Eu sou d’Aquele que me chama
Sei onde estou… Onde vou
Quem amo e quem me ama

José Alberto Sá

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