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domingo, 12 de maio de 2013

Desenho-te


Desenho-te

Desenho-te de olhos vendados
Aí… Exploro melhor a tua nudez
És omnipresente
Mulher fatal de lábios rosados
Olhos de louca tez
Desenhada por mim, no papel que te sente
Sinto-me em transe para desfrutar
Aí… Exploro melhor a inquietação
Os delírios frenéticos pela tua ausência
Mulher que preciso conquistar
Perfume de papoila, elixir da libertação
Corpo de Osíris na pura essência

Desenho-te rainha
Traço-te princesa
Dizer que és minha
Não tenho essa certeza

Mas sei que te desenho de olhos vendados
Aí… És o universo em dois tons, dois sabores
O azul do céu
O vermelho dos apaixonados
Duas cores… Dois amores…
Dois sabores… Tu e eu

Desenho-te num mundo interdito
Aí… Sou o mais astuto
Em ti simulo o acto, desenho e acredito
Em traços apaixonados
Faço nascer a arte… Tu e o teu fruto
Romã vermelha que desenho de olhos vendados

José Alberto Sá

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