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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Sugo e bebo


Sugo e bebo

Elevo-me quando trepo paredes
E abro alicerces com profunda verdade
São momentos de um salivar, por vezes
Escorridos de uma boca
Ou de uma louca
E ternurenta pura vontade
Amo o chão que segura o mural
A parede por onde trepo, onde me seguras
Imaginação de pregos sem mal
Pregados nas tábuas de um corpo que aturas
Sugo…
Sugo e bebo
Néctares de sentida persistência
Numa parede de escorridos sem tinta
Parede onde o gozo é a inocência
Alicerce que rasgo, para que sinta
A tudo me atrevo
Sentidos gemidos nos gritos do meu trepar
Muros, buracos, obstáculos… Paixão
Paredes de amar
Cimento humedecido por minha mão
Em tresloucado suspiro
Batidas de mais que um coração
Numa pele de suaves tons diospiro
Fruta doce, numa parede agreste
Eu e tu, trepando na temperatura do corar
Penetração quando quiseste
Satisfação… Meu devorar
Ilusão, sonho transparente
Dilúvios numa parede
Quente…
Saciada pela nossa sede

José Alberto Sá

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