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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Na parede


Na parede

Desnudado
e encostado à parede
Frio nas costas,
arrepio por todo o lado
Sede…
Sede da humidade em tudo que mostras
Encostado na parede
Braços abertos de um crucificado
Olhos vidrados na tua vontade
Trepas amor, como se eu fosse uma rede
Um sentir extasiado,
pela tua voracidade
Queria intervir… Não me deste tempo
Parecias levada no vento
Reboliço de gozo pela tua mão
Um beijo
Um desejo
O acelerar do meu coração
E eu… Eu continuava pregado na parede
Queria mais…
Mais…
Muito mais…
O delírio do teu amor não me conteve
E naquela parede fomos animais
Uma parede onde frio senti
Uma parede onde senti teu calor
Nada disse, somente gemi
Naquela parede de amor

José Alberto Sá

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