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quarta-feira, 20 de junho de 2012

Lembranças


Lembranças

Tento não desperdiçar
As horas da minha existência
Tento controlar todas as badaladas
De um relógio que sabe contar
Delírios ou precipícios da nossa inteligência
Horas passadas
Cada segundo que passa, mais uma ruga
Tento fingir que não as tenho
Os cabelos brancos mostram a fuga
De um tempo em que me empenho
Sou do tempo da pedra na rua
De um tempo descalço
Relógio pendurado na charrua
Tempo de hoje envernizado, mas falso
Lembro os brinquedos de madeira… A roleta
Tempo bonito num jogo de pião
Lembro as caçadinhas, o arco e a gancheta
Badaladas pobres, mas ricas no coração
Tento não desperdiçar o tempo restante
As horas correm mais depressa
Ser homem, ser perfeito e ser infante
É contar as horas da promessa
Uma vida melhor… Que não se conta
Um tempo que tenho gravado
O puzzle que a vida nos monta
Peça a peça um ser amado
Amado porque lembra o tempo de trás
Amado por não desperdiçar o tempo de agora
Amado pelo amor, pela luz e pela paz
Amado por deixar escrito,
antes de partir… Ir embora

José Alberto Sá

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