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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Rezei


Rezei


Apertei ambas as mãos

Cruzei os dedos

Fechei os olhos... Meus irmãos

Refleti sem medos

Consegui no escuro

Ver mil estrelas reluzentes

Consegui passar o negro muro

De vozes e pecados das gentes

Apertei os dedos mais forte

Não temi...

A vida e a morte

Rezei pela minha impotência

Rezei pela minha ignorância

Rezei pela minha inocência

Rezei para chegar mais perto

Para que não houvesse distância

Não temi...

O aperto...

E apertei um pouco mais

Minhas mãos eu já não sentia

Mas para minha alegria

Via sonhos reais

Meus dedos pareciam cravados

Nos sonhos por mim sonhados

Refleti e os olhos eu abri

Mais leve e de sorriso rasgado

Abracei tudo que senti

E guardei no meu coração

Muito bem guardado

A vontade dos dedos de cada mão


José Alberto Sá

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