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domingo, 20 de novembro de 2011

Parem...


Parem...


Senti o pio agudo da gaivota

Pio vermelho... Grito

Voo de penas cortadas

Uma parede sem porta

De um voar aflito

Pio agreste

Da roupa que despe

No mar sem areia,

sem piar.

Água que sobe, comendo a terra

E eu olhando a serra...

Não vejo o mar

...

Regresso do alto

Num grito desmedido

Correndo e voando num salto

Acudindo ao pio vermelho

Sangue de um pedido

Mundo novo

Tempo velho

...

A gaivota somente caminha

De voo cortado, pio silencioso

Bico ensanguentado, piedoso

Adivinha...

Tratantes e selvagens

Que vivem em traços miragens

Da sua destruição

Da minha, da nossa

Os indefesos animais

São os tais... Como eu...

De um tempo que faz mossa

...

Pio sem bico

Bico sem penas

Eu fico!

Pelas palavras e indefeso

Apenas!


José Alberto Sá

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