E ela e eu…
E ela sentada nada me dizia! E eu de pé observava a obra-prima!
E nós somente fitamos os olhos um do outro e desfrutamos tudo que a mente quer e deseja!
Fechar o olhar não estava no horizonte de algum de nós, assim me dizia o seu e o meu sorriso!
Transe, inquietação, angústia, vontade, luxúria e mil delícias se avistavam num espelho que mostrava o outro lado do corpo! A nudez de ambos era o mundo por conquistar, vi-me adulto e adolescente por momentos…
Alguns cabelos brancos de caminhos já percorridos, e algo aventuroso se fazia notar em mim!
O motivo tinha sido o trocar de pernas, o desnudar do mistério, de uma senhora de cabelos pintados ou uma jovem capaz de me fazer sentir estático!
E ela sentada nada dizia! E eu de pé, já não observava a obra-prima… Já sentia o universo da vontade feminina, somente estava mais perto, de pé! E ela sentada!
Eu gosto de horizontes sonhados e de um sofá como testemunha!
E eu sentado observava a obra-prima! E ela de pé, por mim acima!
Fechar os olhos não estava no horizonte de algum de nós, assim me dizia o regalar de pálpebras e respirares sufocantes!
Continuamos… Mas agora ambos nos sentamos! E ela nada dizia! E eu somente sentia o que o espelho refletia!
E eu deitei e ela deitou!
O mundo é para mim um pedaço de psicologia e mestria afinada pelo amor!
E eu continuei e ela continuou!
O amor afinado pela mestria é psicologia num pedaço de mim e do mundo!
José Alberto Sá
Os meus olhos são a luz que ilumina a minha mente, eles guardam as imagens da minha vida e o que viram terá de ser relatado. Se não o fizer não faz sentido a minha existência, escreverei no papel com a luz dos meus olhos e no fim cegarei em paz.
quarta-feira, 12 de setembro de 2018
sexta-feira, 7 de setembro de 2018
As almas
As almas!
Se existe gente no mundo,
há milhões de anos!
Por onde vagueiam as almas,
as boas, as más e as assim-assim?
Se eu soubesse, ai de mim!
Diz-me tu vagabundo?
Se eu nasci e tanto procurei,
o que nunca encontrei!
Nem sei se existem ou não
Sei somente que existe uma razão
Ditos dos antigos, que vão morrendo
E outros dizendo, que os ventos são
as almas dos que vão sofrendo!
Outros ainda, que o mundo é amor!
Sei lá, sejam almas, sejam quem for…
Se há milhões de anos
existe gente!
E eu vivendo ou morrendo
Pergunto, devo ser crente?
Nasci e ainda procuro
Viver como homem, sabendo ser duro
Sabendo também que na terra, fraco
sou!
Pois nada posso para eternizar a vida
E a morte é certa,
essa que ainda não me chegou!
Por onde andam as almas? Vagabundo!
Diz-me agora, ou só me vais dizer,
quando eternizado lá no fundo?
José Alberto Sá
sexta-feira, 31 de agosto de 2018
A partir daí...
A partir daí...
Fetichismo corporal!
Máquina de desejo!
A partir daí...
Loucura infernal!
Depois do beijo!
Resto do corpo
Parte existente
A partir daí...
Nem vivo, nem morto!
Orgasmo... Somente!
A partir daí...
A compensação... Ser completamente
Amor e sensação
Ser normal... Ser gente!
A partir daí... Estou! Sou!
Fetichismo corporal!
Máquina de desejo!
A partir daí...
Loucura infernal!
Depois do beijo!
Resto do corpo
Parte existente
A partir daí...
Nem vivo, nem morto!
Orgasmo... Somente!
A partir daí...
A compensação... Ser completamente
Amor e sensação
Ser normal... Ser gente!
A partir daí... Estou! Sou!
José Alberto Sá
quinta-feira, 31 de maio de 2018
terça-feira, 15 de maio de 2018
A imagem pobre
A imagem
pobre
A imagem é enganadora!
Tão que… Enganam as rosas com a sua
aparência!
Enganam o céu com o grau de
veracidade!
A imagem é a forma de representar
Tão que… O aspeto se torna
conveniência!
Enganam as palavras com a oferta da
falsidade!
A imagem é comprometedora!
Tão que… Se interrogam ao me olhar
Enganam os sorrisos, enganam a razão!
A imagem é a intenção de errar
Tão que… Eu sei quem são
Enganam os abraços… Mas a mim… Não!
José Alberto Sá
terça-feira, 1 de maio de 2018
Uma canção rosa, minha cor, meu amor
É hoje…
É hoje que vou e não sei onde!
É hoje para lá do sol, que te vou
procurar…
Levanto-me com o arco-íris à janela!
Chovem margaridas brancas… Está frio!
A chuva traz nas gotas o teu sorriso
gravado
A chuva chega e canta a minha canção em
tons rosa!
É hoje, disse eu!
É hoje para lá do sol, meu amor!
Levanto-me com estes meus olhos no
sol-posto
e nas montanhas que brilham em tom
canela
Chove margaridas brancas… Lembro-me
de ti
A chuva chega e cada salpico acaricia
o meu rosto
As árvores bailam ao som da canção
O vento chega e traz consigo a chuva
Como bagos de uva, que batem no meu
coração
É hoje…
É hoje meu amor e não sei onde!
Sei que para lá do sol, a luz é mais
vistosa
É hoje, é hoje minha flor
Eu sinto na canção do amor
Ela traz o teu nome gravado… E tu
danças comovida!
É hoje… Porque chovem margaridas
e eu te sinto a minha cor… É hoje…
Linda, doce, pura e querida… Minha
Rosa
… Minha vida… Meu amor…
José Alberto Sá
segunda-feira, 2 de abril de 2018
Paixão ardente
Quando falo da minha
febre…
Falo do meu desejo...
Desde aquele olhar…
É paixão ardente, sem
um beijo!
José Alberto Sá
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