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sexta-feira, 31 de agosto de 2018

A partir daí...

A partir daí...
Fetichismo corporal!
Máquina de desejo!
A partir daí...
Loucura infernal!
Depois do beijo!
Resto do corpo
Parte existente
A partir daí...
Nem vivo, nem morto!
Orgasmo... Somente!
A partir daí...
A compensação... Ser completamente
Amor e sensação
Ser normal... Ser gente!
A partir daí... Estou! Sou!
José Alberto Sá

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Fogo


Porque me arde este fogo!
Se em ti, sou suor, escorridos e humidade!

José Alberto Sá

terça-feira, 15 de maio de 2018

A imagem pobre


A imagem pobre

A imagem é enganadora!
Tão que… Enganam as rosas com a sua aparência!
Enganam o céu com o grau de veracidade!
A imagem é a forma de representar
Tão que… O aspeto se torna conveniência!
Enganam as palavras com a oferta da falsidade!
A imagem é comprometedora!
Tão que… Se interrogam ao me olhar
Enganam os sorrisos, enganam a razão!
A imagem é a intenção de errar
Tão que… Eu sei quem são
Enganam os abraços… Mas a mim… Não!

José Alberto Sá

terça-feira, 1 de maio de 2018


Uma canção rosa, minha cor, meu amor

É hoje…
É hoje que vou e não sei onde!
É hoje para lá do sol, que te vou procurar…
Levanto-me com o arco-íris à janela!
Chovem margaridas brancas… Está frio!
A chuva traz nas gotas o teu sorriso gravado
A chuva chega e canta a minha canção em tons rosa!
É hoje, disse eu!
É hoje para lá do sol, meu amor!

Levanto-me com estes meus olhos no sol-posto
e nas montanhas que brilham em tom canela
Chove margaridas brancas… Lembro-me de ti
A chuva chega e cada salpico acaricia o meu rosto
As árvores bailam ao som da canção
O vento chega e traz consigo a chuva
Como bagos de uva, que batem no meu coração

É hoje…
É hoje meu amor e não sei onde!
Sei que para lá do sol, a luz é mais vistosa
É hoje, é hoje minha flor
Eu sinto na canção do amor
Ela traz o teu nome gravado… E tu danças comovida!
É hoje… Porque chovem margaridas
e eu te sinto a minha cor… É hoje…
Linda, doce, pura e querida… Minha Rosa
… Minha vida… Meu amor…

José Alberto Sá

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Paixão ardente


Quando falo da minha febre…
Falo do meu desejo...
Desde aquele olhar…
É paixão ardente, sem um beijo!

José Alberto Sá

terça-feira, 27 de março de 2018

Teus lábios


Teus lábios

Ao deitar... Olhei os lábios vermelhos, que tombavam sobre o lençol de cetim.
Observei-os para os compreender, para me compreender, para que os laços se estreitassem ainda mais, que a atração fosse hipnotismo e me transportasse até ao quente.
Ao deitar… Olhei e subi desde os calcanhares, tateando os fotogénicos joelhos e me deliciando com um beijo… Teus lábios vermelhos!... Ambos os lábios!
Foi ao deitar… Que me levantei!

José Alberto Sá

quinta-feira, 22 de março de 2018

O mendigo

O mendigo

Há chuva na estrada
Das gotas do céu
São roupa molhada
Estendida e amarrotada
Num mendigo, ser humano,
como eu!

Há chuva que molha
Das gotas que amam
perdidas aos molhos
Numa vida sem escolha
Numa água que arrasta
a triste e já morta… A folha

Que morta grita,
como doces olhos
Há chuva de madrugada
Das gotas do mundo
Mendigos na proa
De um barco lá no fundo

Na chuva que lava
As mentes sem cor
Que não lavam a dor
Que não amam o mendigo
Na chuva da estrada!
Perdidos… E eu digo!
Sem nada!

José Alberto Sá