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quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Espinho, cidade encantada!

Espinho, cidade encantada!

É Natal e vivo numa cidade encantada, dizem aqueles, que sem encanto se vêm como duendes numa floresta inexistente.
Cidade encantada para o seu criador, teoria de uma mente puramente abstrata, pois quem lhe dá este nome “encantada”, teria obrigação de lhe dar encantamento!
Na realidade vivo num quadro de mar, estrelas e sorrisos de quem vive na esperança de se encontrar, num encanto em que o Natal seria para todos.
É Natal e nada nos pertence, mas vivo intensamente cada fragmento, cada pormenor que a natureza me oferece, sempre na esperança de olhar a minha cidade e lhe poder dar esse encanto prometido, mas que alguém cósmico, se excita e somente sonha, levando a se acreditar que eu também vivo numa cidade encantada!
E quando acordarmos deste sonho, vamos querer um novo Natal, um novo Pai Natal, uma nova cidade encantada, mas de verdade!
Feliz Ano Novo, com desejos de uma cidade encantada na verdade e no amor… Espinho merece encontrar o caminho e ser abraçada com dignidade!


José Alberto Sá

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

O nosso amor

O nosso amor

Nosso amor se organiza,
quando é perfeição
É amor lábios nos lábios
Olhos nos olhos e é a perdição
E o nosso amor se organiza,
quando queima dentro de ti
É amor braços nos braços
Corpo no corpo, sussurros loucos
Tu suspiras e eu vivi

Nosso amor se organiza,
na surpresa do momento
É amor beijo no beijo
Dedos nos dedos
e a saliva é o sustento
E o nosso amor se organiza,
quando pulsa o gemido
É amor carne na carne
É loucura de nós os dois,
vestidos de amor
Tu comigo eu contigo

Nosso amor se organiza, é suor
É a verdade que nos eterniza


José Alberto Sá

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Feliz Natal... Meu menino

Feliz Natal… Meu menino

Hoje quase chorei!
Quase!
Nos meus olhos vermelhos, sentia o sol, a saudade!
E quase chorei!
Não sei como expressar o que sinto…
Sei somente, que tenho tudo e tudo se reflete nos meus olhos
Estás longe, tão longe que na saudade, sinto-te no peito
Na saudade, tenho-te tão perto que posso sentir teu cheiro
Tão perto, posso ouvir o teu chamar por mim
Bebé… Um dia foi assim… De um sol pleno de amor
Vieste, cresces-te dentro de mim e agora… És o sol desta saudade
E hoje, quase chorei
Hoje não consegui chorar, as lágrimas tiveram pena de mim
É que todos os dias te desejo ouvir
E tu… Tão longe, ainda me consegues abraçar de amor
Eu sei e tu sabes… Que hoje quase chorei tal como tu,
tu que não me dizes e choras da mesma forma
Nessa tua, minha, nossa saudade
É Natal e o inverno chegou… O frio não me mete medo
Mas tenho saudade do teu calor
Um dia… Seremos completamente perfeitos
Um dia… Saberás porque quase chorei
Quase, porque hoje descansei…
Amanhã não sei! Mas chorar por ti é bom
Amo-te incondicionalmente… Filho


José Alberto Sá

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Amo...

Amo…

Amo… Amo a encarnação viva da beleza, quando me beija, quando sinto a sua pele nua… Branca, pujante e me deito na melodia carnuda…
Amo!
Então, peço a complacência até ao fim, cabelos soltos e imensos caracóis a me acariciarem o pescoço!
Então, peço mais verdade nos cabelos riçados, mais ouro, mais ébano e incenso, todos os perfumados gemidos como presentes!
Amo… Amo o odor que se desprende dos cabelos, quando a sua boca se mistura com a minha e a anca estreita me faz cegar os dedos ao toque!
Então, peço que se acentue, que me exija carne, que eu seja fonte naquele confronto de suores!
Então, peço que seja a boneca das minhas brincadeiras, quando os encantos dos meus anseios se fazem inegáveis ao momento!
Amo… Amo quando ela me ama!
Então, somos completamente um só!


José Alberto Sá

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Imortal

Imortal

Cravo na parede o carvão negro e faço a minha sombra!
E sem apagar o negro da vida, sou imortal naquele desenho!
Igual faço com o sangue que me corre nas veias, quando cravo na parede o teu corpo e sendo imortal, aqueço!
Igual faço com o meu sémen, tatuo na parede de ti e sou imortal no sonho!
E se um dia a morte se esquece… Eu não esqueço!
Porque sou sombra na parede da vida!


José Alberto Sá

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Dentro de mim, sem tempo...


Dentro de mim, sem tempo…

 

Guardo pedaços essenciais nas recordações de hoje

E sinto-os como mamilos eretos pelo frio,

sinto-os como desejos, como delícias de um monte de vénus

Todos sem exceção, todos os essenciais deste meu sorriso que recorda…

Tive tempo para viver intensamente cada pedaço

Tive tempo de me saber castrado, pelo tempo que não me deixa possuir

As noites de casos puramente reais e os dias de loucuras tais…

Guardo pedaços de poesia, guardo dentro do tempo que resta

Guardo momentos de amor e outros que dentro de mim, já não presta

E sinto-os masoquistas, quando trepam eroticamente este meu cérebro

Todos os pensamentos assexuados, todos os outros mal tratados

Todos os bem-humorados e os que sempre me são lembrados… E amo

Vivo ainda… E guardo os pedaços essenciais que recordo… Hoje e vivo…

Talvez feliz!

 

José Alberto Sá

 

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Arde ao vento a loucura

Arde ao vento a loucura

E as árvores se prostraram
na imensidão de joelhos,
como pássaros que voavam
parecidos, já com os velhos
E descendo a lavareda
Saltaram poeira, fumo
e tanta asneira
Que enlouquecidas
as árvores, não deram fruto
E os pobres pássaros
eram na fuga sem rumo,
uma casa sem eira
E o fruto… Um trago sem vida
Sem gesto…
Uma lágrima
Na imensidão do tempo curto
Ao longe a sirene gemia,
com heróis numa estrada sem farda
E as árvores, as casas e a loucura
rebentavam queixume, sem lume
Sem nada!


José Alberto Sá