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domingo, 3 de julho de 2016

Infinito o amor

Ainda não me encontro purificado… Deus olha-me e estuda o melhor processo…
A minha evolução é corpo e espírito… Ele começou pela arte e me faz ver as coisas como as sinto… Um dia verei como Ele as vê!
Pois a minha vida neste momento é tudo…
E tudo é metade do que Ele tem para mim…
O amor não tem limites, ainda irei viver completamente!


José Alberto Sá

Obrigado

Obrigado

Obrigado pelos pássaros que cantam, melodia sentida
Obrigado pelos Jacintos que crescem e a alma é minha
Obrigado pelo perfume que exprime a minha vida
Obrigado pela simples compreensão da lógica divina

Obrigado pelo que me mostras e mostras aos outros em liberdade
Obrigado pela tua atividade e determinante tendência em amor
Obrigado pelos desejos e regras que me possuem a vontade
Obrigado pelas apresentações, pelas aspirações de prazer e louvor

Obrigado pela realização que me provoca alegria e me cativa
Obrigado pelo mundo definido e por vezes incompreendido!
Obrigado pela sexualidade e loucura positiva
Obrigado pelo que me desencadeia inspiração, num poema comovido!

Obrigado pela família que me sorri e pelas famílias que sabem sorrir
Obrigado pelo corpo que abraça e que beija com beijos teus
Obrigado pelas crianças, pelos anjos que dançam e quem os está a ouvir
Obrigado por me deixares pertencer a ti, obrigado meu Deus

         José Alberto Sá

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Camisa de Cetim

Camisa de Cetim

Hoje deitei-te numa almofada de penas brancas, abraçadas por um tecido acetinado e um lençol que te fez repousar e sentir em meus braços.
Surreal olhar-te naquela camisa de cetim acastanhado, ver que os teus botões róseos estalavam e quebravam a monotonia dos meus sentidos.
Foi hoje que te peguei na floresta virgem, onde os duendes sorriam e cantarolavam quadras de amor.
Quantas evidências em simultâneo, quantas vagas eu vi e quis mergulhar, quantos véus translúcidos eu retirei do teu corpo, olhei-te só uma vez e foi eterna…
Em quantas ondas do mar eu te vi sereia, quanta areia eu pisei em teu deserto... Tu deitada num lençol em sono profundo e eu… Ao alto contigo hipnotizado.
Hoje não estava só e tu não estavas para comigo, dormias e o ondular era belo.
Imaginei várias vezes a fusão entre o homem e a mulher, nada nos separava e tudo era distante!
Foi hoje que a lua se fez luar, que o sol se foi deitar… E eu…
Eu iluminei mil tentações, desapertei uma camisa de cetim acastanhado, deitei-me contigo lado a lado… Hoje peguei-te na floresta virgem e levei-te ao paraíso por mim imaginado!
Hoje sonhei que estive contigo… Uma noite… Um dia de sol…
Uma cama, camisa de cetim acastanhado e um lençol…
Acordei! Estavas lá assim vestida… De cetim acastanhado, mesmo a meu lado! Fizemos amor, depois de acordado!


José Alberto Sá

O meu poema

O meu poema

Queria dar vida a este meu reino, a mais uma obra poética, já tentei moldar, já tentei ornamentar, já tentei uma relação… Poeta, palavra e poesia.
Ménage à troi… Em palavras… Sem saber se dá!
Já tentei agarrar adjetivos, para os usar em prazer, nas linhas, no corpo e no poema… Já tentei usá-los empregando substantivos, coisas, objetos… Sempre a pensar no prazer, diluindo as vontades em amores concretos.
Dou bastante importância a este reino, onde me sinto tão pequeno… A obra nunca está completa, falta o essencial… Falta-me a inspiradora, quem me inspire, quem se desnude, para que eu a descreva primitivamente.
Queria dar vida ao calor irresistível, que desprende dos dedos, as delicias que seguram o lápis… Este objeto pontiagudo que uso e sempre tem necessidade de ser afiado! Qual afia se veste deste que queima as linhas, as curvas, na dança das palavras…
Queria dar vida…
O poema julgar-me-á, este será escrito por instinto, dou-lhe a liberdade que eu não tenho, a irritação que não quero, a solidão que não preservo…
Dar vida…
Sabendo que a obra nunca se acaba… Ama-se como a uma mulher, que dá vida e me faz escrever palavras do verbo amar… O poema? É o meu reino sem fim… Até que um dia, alguém o acabe!


José Alberto Sá

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Olho-te como me olhas

Olho-te como me olhas

Quero contar-te porque cintilam os meus olhos, falar-te da íris que te beija e que em tudo que ama vê ouro.
Na realidade, os meus olhos são como os meus dedos, quando estes se entrelaçam e jogam amor entre eles… Eles são as mãos numa realidade óptica, eles substituem a vontade táctil.
Quero muito contar-te… Seria hipócrita se escondesse o quantas vezes fiz amor contigo, somente num olhar puro e capaz de me transmitir verdades escondidas.
Quantas fotos levei gravadas na mente, tiradas de tão perto que quase te toquei… Meu olhar é profundo… Húmido e Louco.
A loucura está em cada partícula cristalina, que assume o papel de fazer surgir do nada, algo que jamais terei visto!
Meu olhar assim te imagina ou vê.
Quero contar-te… Talvez o que te conte não seja segredo… O teu olhar é igual ao meu, pelo menos sinto no teu cruzar de pernas, a força que empregas ao me olhar… Tão puro, fixo e carregado de promessas.
Quero muito contar-te… Espero por ti… E assim falaremos olhos nos olhos…


José Alberto Sá

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Uma estrela no Oriente!

Uma estrela no Oriente!

Apelo ao quadro que um dia pintei e que hoje guardo fechado a sete chaves, no meu coração, nasci, cresci e agora não sei!
Apelo à ideia que impingi ao mundo, a ideia que eu ao nascer tentei deixar, dizendo: Estou aqui!
Estava ainda de olhos fechados e já sentia o frio deste tempo cá fora!
Apelo finalmente ao que chorei ao nascer, prometeram-me enquanto naufragava na bolsa eterna, um mundo de inteligências!
Chorei ao nascer e não sabia porquê! Hoje apelo aos meus primeiros gritos, por não terem chegado ao destino… Ninguém os ouviu! Ou se ouviram… Ignoraram! E eu tanto chorei segundo dizem…
Apelo às testemunhas que assistiram e se ausentaram no tempo…
Apelo ao espetáculo dado gratuitamente e que eu hoje pago…
Hoje o quadro que pintei não tem valor… Hoje pinto um outro quadro!
Um quadro de amor, que revela a saudade dos gritos que dei e ninguém ouviu!
Preciso nascer de novo e gritar… Hoje quero gritar mais alto e fazer a tinta escorrer pelo mundo… A minha tinta, o meu abraço… O que sinto e não quero que morra comigo…


José Alberto Sá

Mundo nu ou sonho

Mundo nu ou sonho

Gostava de sair pela janela, numa casa sem porta e caminhar pelo telhado! Tocar com as mãos no chão e os pés a sentir as estrelas! Não é errado pensar ou sonhar!
Não é errado querer viver, nem que seja só um dia, como quem faz o pino, numa procura da imaginação, onde o meu corpo seria vestido de amor e a nudez da gente o meu reinado! Talvez pecado, secreto e belo!
Gostava que o mundo fosse nu e eu vestido… Seria rei… Seria bizarro o meu corpo, nu somente de coroa. Mas seria belo no jogo, num jogo em que os olhos jogavam e pediam… Pediam as vontades do ser pleno, do ser capaz, do ser completo, do ser amor, do ser paz, do ser homem e ser mulher!
Gostava de inventar uma forma deliciosa, uma mescla de cores onde meu corpo fosse transparente e ninguém me via!
E eu poderia andar vestido de erotismo, sorridente, completo, ereto e ninguém sabia!
E nesse mundo nu, onde todos assim viviam… Viviam felizes e eu, por ser rei!
Gostava de ser assim, sair pela janela e caminhar no telhado… Vestido com roupa de amor e toda a gente nua da mesma cor.
Como nascemos e não vivemos…


José Alberto Sá