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terça-feira, 8 de julho de 2014

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

Dentro de ti vive a alma... Vive também o que não conheço...
Por fora vives vivendo… Vidas de um tempo que agradeço…


José Alberto Sá

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

Paro no tempo, para que o tempo me veja seguir…


José Alberto Sá

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

E ao olhar o céu limpo e azul, me vejo pássaro… Não por querer voar, mas por querer sonhar…


José Alberto Sá

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

Sento-me para sonhar palavras… De pé declamo o sonho…


José Alberto Sá

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Na viela

Na viela

No fundo da rua, daquela rua estreita… Onde os pés e pernas se alinham… Existe uma viela, nua, só e atraente.
Tantas vezes de mãos na parede e joelhos no chão, fugia da violação num encontro modelo.
Sempre nos encontrávamos ali e rebolávamos pelos sonhos que já levávamos de casa.
Amava sentir-me de olhos vendados… Rimos tantas vezes, as cócegas cegas de tactos loucos e perdidos em nossos corpos.
Na viela…

Guardo como quem guarda um retrato, desenhos com formas de amor que ainda perpetuam os meus neurónios… A presença de ti como modelo… Bela.
Na viela…
Nas rugas daquela parede velha, injectava as vontades de um artista sequioso… Pintava-te com cada dedo… Línguas sobre a tela… A arte de uma deusa, vestida de viela… Nua.

Contamos histórias, representamos, escrevemos naquele chão, tantas vezes de joelhos sentimos a terra… Quantos traços se desenharam pelos corpos roliços… Provocações que guardo no meu íntimo.
No fundo da rua, ainda hoje desfruto o espectáculo vivido intensamente, tão completamente que somente me limito a amar aquela viela… Nua e húmida… Ainda húmida de vontade…


José Alberto Sá

terça-feira, 1 de julho de 2014

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

Jamais algo se acaba quando lhe damos continuidade... Amar é dar uma vida de magia... E a magia é ter dois olhos sorrindo para mais dois.


José Alberto Sá

Egoísta... Somos

Egoísta… Somos

Amor, tu não digas a palavra não… Eu sei que sou egoísta de uma vontade que atravessa os prenúncios do meu cio.
Não sei como vês o mundo… Eu vejo-o assim… Completo de amor, aquele amor com que nasci e não sai de dentro de mim.

Sou egoísta da liberdade que deixo nos meus olhos, eles seguem um caminho traçado por mim, não os consigo desviar das entranhas… As partes que se apegam ao meu corpo como se existisse magnetismo… Diz-me porque me atrais dessa forma e me transformas em egoísta…

Sei que me foges por entre vontades que nem tu sabes explicar… A explicação que vive na ausência, sem que te dês de conta… Aí entra o meu egoísmo…Quero-te só para mim, nem que seja só para saciar o resto que me falta… Falta-me tanto, que ao te olhar anseio que me olhes também… E venhas comigo viver o egoísmo de mãos dadas… Tu és egoísta também… Só pensas em ti…

Vives amarrada pelos trapos de uma vida, que habita a humidade da tua íris… Uma cor doce, igual à voz que me inunda ainda mais o egoísmo.
Desculpa… Mas já não sou eu quem comanda o coração… Cada batida é uma lembrança daquilo, que ainda não tiveste coragem de me dizer… Mas anseias tanto, quanto eu…

Egoísta?
Não! Egoístas somos nós, um nome que dou a este atrevimento faminto, num céu pleno de azul, a cor que me representa, aquele azul onde as estrelas durante a noite se deitam comigo… E tu és uma delas… E tão egoísta que me abocanhas num todo, até que o sol nasça…
Egoísta?
Somos… Porque tu também me desejas só para ti e não me dizes…

José Alberto Sá