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sábado, 7 de junho de 2014

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

Pouco a pouco a vida me acena e me vai animando na passagem… Os cordeiros passeiam pelos verdes campos… O céu não é o limite…


José Alberto Sá

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

E as vozes que eram dos homens, mulheres e crianças, me abraçaram de amor… Vivo na candura deste sentir…


José Alberto Sá

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

E na moldura do teu retrato descobri a textura do meu amor… É ali que beijo a face quando não estás… E quando estás, sinto-me contigo emoldurado.


José Alberto Sá

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Sonho de uma vontade real

Sonho de uma vontade real

Sinto-me impregnado pela importância daquele misterioso néctar teu… Sinto-me a encenação teatral de um chapéu-de-chuva, em que o personagem principal sou eu em cada gota…

Sinto-me impregnado…

Hoje daria abraços mágicos nesse teu realismo nu… Nu é teu corpo que imagino surreal, num palco pleno de amor.
Sinto-me desejado por ti… Como uma abelha que se sente atraída pelo seu néctar… E o mel és tu…

Sinto-me…

Não esqueças a imaginação incrível da tua essência, pois eu não esqueço o perfume que empregas em cada sílaba que me ofereces… Em cada sílaba te sinto nádega perfeita… Suave, macia e completa de sensualidade… Minha perfeita verdade… Tu ondulosa e formosa criação…

Sinto-me impregnado…

Creio no pecado sem maldade, somente por te imaginar curvada, nessa ingrata violência que é não te ter… Sinto os arreios apertados como se fossem espartilhos, que anseio desapertar… Desapertar de ti… Este meu sufocado fetiche…

Sinto-me…

Por isso sinto-me impregnado pela importância, que um simples olá me pode transmitir numa realidade que assumo minha… Tão minha que tua é somente a minha fome… Desejo-te… Pois sou eu eroticamente em cada gota… Num teatro em que o chapéu-de-chuva és tu… Humedecido pela seiva de ambos…

Sinto-me impregnado… Mas feliz…


José Alberto Sá 

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

E a beleza correu pela margem do rio ao meu chamamento… O vento trazia o seu perfume… Abracei, beijei e amei sobre as linhas do amor… Eu e Ela desfrutamos o momento…
Eu… José
Ela… A Poesia


José Alberto Sá

terça-feira, 3 de junho de 2014

O teu olhar matador

O teu olhar matador

Atravesso-me pelos raios da tua íris, é nesse olhar que me sinto atrevido, nesse teu olhar penetrante… O teu olhar matador, esse que me leva ao céu do amor.

Atravesso-me sem rodeios aos encantos do teu vermelho beijo, esse beijo que desejo abafar com o meu… O meu que se sente alma gémea de ti… E de ti é o momento que mais preciso… E o teu…
O teu sorriso encantado… Como encantado o meu atravessar pelos quatro cantos do teu corpo, se te olho de cima abaixo… E de cima abaixo és completamente… Tão completamente que me fazes perder os sentidos e não só…

Fazem perder de amor as partes de um corpo que estremece por ti… Tão completamente teu…
Este coração enamorado, que deambula na esperança de se atravessar no teu olhar… Sentir tua boca na minha, num mesmo respirar… Aqui… Aqui é sentir-te perto…
Tão longe, e tão perto de ti… É o espaço do sofrimento, a dor que se mistura num amor infinito… Tu crês… Eu acredito.

Sempre me sinto a teu lado… Sempre te deixo no meu coração…
Deixando que meu sentimento se perca no teu… Pois é no teu querer que vive intensamente o meu ser.
Ser em vontades, ser em harmonia, ser em alegria… Mesmo que na ausência te sinta no ar…Que venhas e te prendas a mim… Como se fosses parte do universo…

Que sejas o abraço, o nosso aperto… Se agarre ao vento e te encontre por aí… Por aí é o desejo perfumado que corre ao lado das nuvens… Do sol… Da lua… Completamente comigo…
Não quero ser pela metade, um todo é o poder de dois corpos que se amam e eu… Amo-te…

Um dia seremos, a nossa verdade…Verdade que já é nossa… Completamente, como completa é a palavra aqui escrita… Perfeita como se de um coito se tratasse, numa penetração levitante sobre cada linha…

Escrita sentida em verso ou em prosa… Um amor que me faz atravessar pelas pétalas de uma flor… Cravo, Malmequer, Margarida ou Rosa…
Não uma flor qualquer… Uma beldade apetitosa… Só assim me atravesso…
Em ti, atravesso-me sem rodeios… Meu olhar matador…

Dueto: José Alberto Sá/Musa

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Amo ouvir-te... Porque sonho...

Amo ouvir-te… Porque sonho!

Hoje quis ouvir-te, fechei os olhos para te sentir mais profundamente, quero muito que penetres dentro da minha alma… Quero pertencer a esse teu único som…
Suave… Intenso em perfumes... Belo em cores, aquelas que exaltam o sangue dentro de mim.
E dentro de mim é o silêncio que consigo misturar com a candura de ti… De ti é o som que me absorve a seiva dos meus sentidos… Sei que não consigo ter a tua beleza musical… Mas consigo amar intensamente o que me arrepia, como agora!
- Contínuo de olhos fechados… Sabias?
Eu sei que tu sabes… Eu sinto que tu me sentes, eu também amo sentir-te.
Pena não te poder falar.
Tenho a certeza que escutas o meu silêncio… O meu, pois o teu silêncio é vento que sopra em vibrações que me refresca o amor… Amo sentir-te.

Hoje quis ouvir-te… E ainda tenho os olhos fechados… Não quero sair sem que te escute até ao fim… Sempre escuto até ao fim… Por vezes é no fim que dou o beijo… Que abraço… Que sinto os olhos humedecidos pela despedida.
E quando acabares… Abrirei os olhos para te guardar dentro da gaveta, onde guardo os sonhos que sonho contigo… Meu amigo que amo, ouvir…
Obrigado Mozart…


José Alberto Sá