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quarta-feira, 30 de abril de 2014

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

Lembrar-vos-ei, que logo que saiba onde possa abrir a porta da inocência.
Serei breve na palavra e vos darei a chave do meu mundo…


José Alberto Sá

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

Quando me vejo só, brado de raiva… Nego o acesso ao impuro e prenuncio o teu nome… Flor…


José Alberto Sá

terça-feira, 29 de abril de 2014

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz


O sexto sentido em relação a mim…
É a relação de interesse que suscita o ânimo e a minha curiosidade impaciente!
Quando vejo umas pernas, sinto vontade de subir ou então vontade de desfiar a linha!
A linha é a relação de interesse ao desmanchar a saia do meu sexto sentido.
Curiosidade impaciente… Ver a marca nua da linha branca!
O branco que separa a linha entre o negro da distância e o meu interesse…
O sexto sentido…
Pois a curiosidade… Vivo-a ao suscitar o ânimo impaciente…
Esta é a relação… Dos olhos que vêm, das mãos que tocam, do nariz que cheira, dos ouvidos que ouvem… Desmanchar a linha e sentir o fio é outro dos sentidos… O sentido único


José Alberto Sá

O meu barquinho...

O meu barquinho…


Sentia o meu próprio sorriso…
Na solidão é ele que sinto, se é contigo que estou de alma e coração.
Contigo na melodia do rio que passa, onde a corrente me leva numa viagem de sonho.
O sonho que acordado me faz sorrir, flutuando nas águas límpidas de um pensamento meu… Pois meu é o pensamento de ti.
E tu estavas ali, naquele barquinho de papel.
Fizera-o de uma folha de rascunho, de um poema incompleto e difícil de continuar…
Pois continuar seria navegar em rios de palavras sem som… O som vazio que o meu sorriso abafa.
A solidão me faz sorrir de vontade, uma vontade sem vontade de continuar.
Rasgar a folha de um poema de amor incompleto, fazê-la voar pela brisa, vendo-a agachar-se por entre as ervas daninhas…
E mais tarde… Mais tarde… Por te estar a sentir, fazer de ti um barquinho de papel…
E nesse papel te imagino navegar, num sorriso em direcção a mim… Um braço no ar… E me acenar…
Por isso sorri…
Senti o meu próprio sorriso, nas águas onde tu navegas…
Na minha solidão, vejo-te correr rio abaixo… Olhar e acenar… Não vás… Não vás… Meu barquinho de papel!
Quero ficar contigo na melódica canção do rio e seguir-te com o olhar… Até te ver diluir e desaparecer na cachoeira…
Corro… Corro… Quero ver o meu barquinho de papel…
Não o vi… Não mais o vi…
A cachoeira da vida e do sonho o levou… Espero-te… A ti
Novamente senti a brisa e o meu sorriso…
E quando olhava mais uma vez na procura do meu barquinho…
Vi-te acenar, estavas nas profundas águas do meu olhar… Uma lágrima caiu… Acenaste-me… Senti no meu próprio sorriso…
Estavas comigo de alma e coração… Por isso continuo contigo… Contigo em amor… Não vás… Não vás barquinho de papel! É em ti que vejo quem não vejo…

Um sorriso aos que sentem a ausência de quem amam.
Façam um barquinho e façam-no navegar…
Com certeza sentirão uma brisa sair das águas do vosso rio de amor… O amor vos fará sorrir.


José Alberto Sá

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

A reflexão procura-me solitário… Aí reencontro-me contigo…


José Alberto Sá

íris de um sol

Íris de um sol

Esse olhar… Ele é luz da minha vida
Esse olhar… Ele é vontade do luar
Teu sentir… Ele é amor… Minha querida
Teu sussurro… Teu abraço… Teu beijar
São loucuras de um poema
Travessuras de uma pena
Tua suavidade
Tua claridade

Esse olhar… Me cativa e me leva
Esse olhar… Me relata uma aventura
Teu sentir… Ele me arrepia… E me eleva
Teu sussurro… Teu corpo… Tua ternura
São loucuras de uma prosa
Travessuras de uma rosa
Tua paixão
Tua razão

Esse olhar… Ele é tudo que eu sonho
Esse olhar… Ele é tudo que desejo
Teu sentir… Corpo onde me ponho
Teu sussurro… É a luz que sempre vejo
São loucuras de um abraço
Travessuras que eu faço
Tua perdição
Tua mão na minha mão

Esse olhar… Nossa união
A íris de um sol que vi nascer
Meu olhar… Teu olhar… O apetecer…

José Alberto Sá

domingo, 27 de abril de 2014

Para ti... Amor...

Para ti… Amor…

Calo-me às palavras saídas sem som
Calo-me aos gestos de um ventre na mão
Calo-me ao fogo de um coração
Que arde em gritos de louca paixão

Calo-me à humidade de puros sentidos
Calo-me à fome de lábios perdidos
Calo-me ao gemido de momentos sabidos
Que sabem o poder de corpos queridos

Calo-me a tudo para te ouvir
Calo-me ao tempo de um sol que me queima
Calo-me na vontade que nos leva a subir
Pelas paredes de um amor que é nosso… E teima


José Alberto Sá