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sexta-feira, 11 de abril de 2014

Pensamentos:

Pensamentos.

A simples flor que açoita o vento…
É a flor que pende no chão e beija o orvalho.
Orgulhosa de ser a menina ao relento…
Que sonho e amo… Neste chão, que não sei se valho…


José Alberto Sá

quinta-feira, 10 de abril de 2014

pensamentos:

Pensamentos:

Se no banho brinco com a imaginação…
Flutuo na diversão da água pura e cristalina… Juntando-lhe sabão


José Alberto Sá

À beira mar

À beira mar

Olhava,
a areia de ouro do meu frondoso mar
Onde sentia a corrente
O vento que de contente
Te trazia a correr, em perfumes a levitar

Vinhas…

Por entre a onda e a duna
Por entre o sal e a espuma
E o meu olhar te amava
Maresia e magia
Nos olhos da alegria
Nos teus passos que eu buscava

Vinhas…

Eras tu, linda menina
Cabelos de sol que ilumina
Sorriso de quem me quer
Doce candura, mulher
Menina de toda a estima
Olhava a areia do meu mar
Na vontade de te abraçar
A sorte que a correr, vestida de mulher,
Vinha para mim
Corrias…
Em lábios, dizendo que sim

Vinhas…

Por entre a maré e a lua
Por entre o sol e a brisa
E eu… Corria já sem camisa
Corridas ao vento… Menina nua
É assim que sempre te desejo
Nas areias deste meu mar
Como nas línguas de um beijo
Que me levam a sonhar

Vinhas…
Eu senti…


José Alberto Sá

Pensamentos:

Pensamentos:

Folha do meu poema…
Cubro as linhas e as curvas quando me alinho contigo… Folha de palavras de um louco tema.
Onde te penetro… Se te coloco presa nas algemas de uma capa de argolas.
E te possuo ao declamar a tua magia…


José Alberto Sá

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Eu sei de cor

Eu sei de cor

Eu sei de cor
O perfume que exalas,
por esse corpo que imagino nu
Eu sei de cor
E não me calas,
por saber quem és tu

Quem sou eu, por te ter
Quem sou eu, por saber
Que tu és flor
Que tu és amor
Que no meu peito veio nascer

Eu sei de cor
Meu amor, que és a vida
Que és tu, o meu segredo
Eu sei de cor
E sei sem medo
Que ambos sabemos… Que nada temos

E que tudo queremos

Eu sei de cor
Que o tempo não me leva
Que o vento não te trás
Eu sei de cor
Que a palavra há quem a escreva
Que a poesia se eleva
Quando na tua cor… És a paz

Eu sei de cor
Eu sei do teu sorriso
Eu sei da tua essência
A minha paciência
Seu de cor… Que de ti preciso
Por isso esta minha insistência

Eu sei de cor
Que a luz te ilumina
Eu sei de cor
Que a terra é sina
Que o mar é água que te vê
E eu serei poema de quem lê
Por saber de cor
A cor do nosso amor


José Alberto Sá

Rosa e Mar

Rosa e Mar

Sinto-me nas areias de um mar
Onde dançam ventos sedutores
Bailado de pétalas abertas
e um sol a penetrar
Tão devagar… Tão sentido,
que me sinto rosa de mil odores

Vem sentir e rebolar comigo neste deserto,
neste meu chão
Onde navego pelo horizonte até te encontrar
Vagueio sobre ondas de abraços
e lábios em erupção

Meu mar de amor, meu desejo em maresia
Meu mar azul, da cor do céu
Sou tua flor que ao relento, que acena com alegria
Esse mar que sonho abraçado, em tons de rosa
Mar sereno que me preenche... Mar de amor
Jardim em flor
Água de perfumada prosa

Corre comigo pela praia do desejo,
desta vontade de ser livre para te amar
Sente comigo as águas perfumadas
e alimenta-me num beijo
Misturando a minha essência com a tua
Rosa na areia, que dança feliz,
ventre ondulando, sentindo-me nua

Mar poderoso que tudo me diz
Mar lindo que me leva a sonhar
Por entre raízes de azul turquesa,
azul que me faz levitar...
Vem olhar e sentir a tua rosa
O meu coração contigo deseja navegar
Vem amor, é de ti que falo, é a ti que espero
Tu és a minha certeza
Mar de amar… Mar que quero
…Numa rosa a sonhar… A esperar

Dueto:


José Alberto Sá/Su

terça-feira, 8 de abril de 2014

Porque roubam a voz ao povo

Porque roubam a voz ao povo

Vagueiam por aí
Vozes dispersas sem eco
Sem som
… Vazias

Vazias por aí
Vozes que falam pró boneco
Sem razão
… Manias… Mas que nos ofendem
Porque fedem

Fedem por não conterem,
a palavra amor
Palavras sem som,
pela gaguez da indefinição
Palavras sem eco,
das vozes que vagueiam por aí…
Sem saída

Vozes que se entranham em certas vaidades
Palavras sem razão e sem perdão
Vozes pró boneco…
A alma dessa gente,
se é gente… Está perdida
E vagueiam por aí…
Sem a resposta, daqui

Vozes que cospem no ar
Chuva de saliva putrefacta…
Vozes vazias
Vozes com mentira…
Loucos, todos loucos
Loucos pelo poder…
Vozes de raiva, a minha… O meu ódio… De vós

E é nessa voz…
Que me tento acalmar
Tento engolir as palavras… As minhas arrelias
E na minha voz, os ecos são roucos
Porque falo somente para vós…
Loucos…
Com a minha voz

Odeio-vos
Filhos da… Esses que nada dizem de novo
Odeio-vos
Filhos da… Que comem a voz do povo

Eu não vagueio por aí
Sei bem da vossa voz… Desse hálito…
Dessas palavras que fedem poder… Desse fedor
Eu não vagueio por aí
Nessas vossas palavras

Eu tenho as minhas palavras… AMOR… AMOR…AMOR
Porque o povo é feito deste sentimento…
E vós… Na vossa voz…
Sois na nossa voz o lamento

Eu odeio-vos… Filhos da…


José Alberto Sá