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terça-feira, 4 de março de 2014

Boa noite... Te bebo

Boa noite… Te bebo

B eberei pela noite sem sono
O trago de vinho em teu umbigo
A marei sem dono

N uances que me deixam sempre contigo
O lhos em ti de cima a baixo
I ris reluzente de um olhar que te ama
T entações embriagadas entre fêmea e macho
E m noites sentidas e bebidas na cama


José Alberto Sá.

Rotações

Rotações

Se o mundo gira
Gira em rotação
Gira em lençóis pela noite
Gira ao deitar, se tudo se tira
E se tudo gira, é emoção
Girar durante e depois… É sensação
Voltas do amor
Vibrações da lira
Instrumentos em êxtase e lava ardente
Se o mundo gira
Gira o vulcão
A rotação dos gemidos
Se o prazer é semente

Se o mundo gira
Giramos os dois, delírios sem dó
Gira a vontade, em liberdade
Num corpo só



José Alberto Sá

Sozinho... Mas contigo

Sozinho… Mas contigo

Não imaginas o que sinto…
Quando sozinho tenho vontade de sorrir
Sorrir sobre o aroma do teu corpo
Ser o dono do teu recinto
E sonhar que te estou a seguir

Para um dia te roubar e em teus braços ficar
Não imaginas a sensação
De olhos fechados e um coração
Para amar…
Te levo todos os dias comigo

E sozinho, me levo ao castigo

E tudo porque não imaginas o voar
O flutuar de olhos fechados e dançar
Rodopiar sobre o tapete… Levitar
Sorrir sobre a humidade do amor

E sonhar a correr… Ir… Ir por aí
Pelas entranhas do sonho… Voar
Com as asas de um corpo a sorrir
E delirando, sentir teu abrigo

E sozinho, me levo ao castigo

E de olhos fechados, és minha completamente
Imagina só… O piano que imagino tocar
E contigo de pé… Nus… Junto da parede
És minha docemente…

Imagina só a melodia nas teclas…
Meus dedos a deslizar
E a canção continua… Faminta pela cede
De ti…
Imagina-me  agora… Sozinho de olhos fechados…
Mas contigo

E sozinho, me levo ao castigo


José Alberto Sá

Um dia...

Um dia será assim que desejo o mundo

Um dia a terra será perfeita
Feita de tons azuis, como o mar…
Como o céu…
E quando assim for…
Será a mais bela cor
Sentida num coração pulsante…
O meu
E nesse instante…
Será uma terra pintada de amor
Que só assim, será perfeita
Que só assim aceito, sonhar e viver
Porque é a viver que o mundo
também a mim… Aceita


José Alberto Sá

segunda-feira, 3 de março de 2014

Sempre...

Sempre…

Prometo
Que sempre
Sempre estarei a teu lado
Prometo
Que sempre dançarei
Contigo o nosso amor
Vais sentir
Sempre…
Que sempre cantarei
Contigo a mesma canção
Com o mesmo coração e a mesma cor
Sempre te amarei
Prometo…
Prometo que no teu corpo serei
A vontade tua, em cada arrepio
Sempre…
Sempre te amarei
Não existirá infinito
Para as promessas que te digo
Abraça-me,
quero sentir-te
E sem pedir-te… Dizer
Que sempre que te vejo
Te sinto dentro do meu beijo
Sempre contigo
… Prometo


José Alberto Sá

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

A luz de um poeta

A luz de um poeta

Acorda…
Acorda para o mundo
Como acorda um poeta
Uma porta totalmente aberta
Onde o amor é a entrada
A luz da estrada
A raiz que do fundo
Faz nascer a árvore pela entranha
De uma terra que acorda…
Acorda como acorda um poeta
E a luz é tamanha

Estranho!
Estranho… É o acordar,
Acordar diferente de um poeta
Acordar feliz
Acordar em sonho, mente aberta
A luz que acorda o amanhecer de um poeta

Estranho!
… É o acordar abandonado
Não se sentir singelo
Não olhar o lado mais belo
Como o acordar de um poeta,
apaixonado

Acorda…
Acorda, como acorda um poeta
Um coração alerta
Feito de sangue puro
Uma porta aberta
Uma vida sem muro
Acordar…
Amar…
Ser poeta…
Ser na luz do dia… Igual ao céu

Acorda…
Acorda, como acorda um poeta
Acordarás como eu…


José Alberto Sá

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Sei lá...

Sei lá…

Sei lá porque os meus olhos encaram o horizonte,
transformando a íris num farol que ilumina o amor…
Será minha ponte?
A linha que ao longe me parece sempre igual…
Mas para lá… Sei lá…
Sei lá porque a imagino amarrada a mim,
como amarrado está este meu mar angelical

Sei lá…
Sei lá porque as mãos se erguem,
a esse infinito mar que me fascina
E ao longe… A linha da vida…
Uma linha tão querida vestida no horizonte,
para que os meus olhos sejam testemunho do meu sentir
Esse mar que me adoça o sorrir,
pois nele vejo um corpo de menina

Sei lá, se a sereia que imagino abraçada na espuma,
é essa menina perfumada
Uma graciosa flor que plantei no mar do meu sonhar,
pois ela é só uma
Uma linha onde se esconde o sol,
onde a lua se aproxima na maré
Sei lá… Ao que se destina o horizonte
Somente sei que tenho vontade de beber desta fonte
Uma linha por mim amada, nas conversas a um céu,
na minha fé

Sei lá… Sei lá se um dia atravesso em pleno amor este sentir
Esta linha que me suga, na vontade de atravessar
Um horizonte de paz, amor e felicidade
Um mar, uma terra... Toda a verdade
A linha que atrai o melhor do sonho… A linha do amanhã
O amor… Sei lá… Sei lá


José Alberto Sá