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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Provocação

Provocação

Provocas-me
Quando me cravas a íris do teu olhar
Continuo…
Continuo a sentir a tua luz,
a saudade
Continuo…
E não esqueço o teu iluminar
E assim,
provocas-me
E provocado, sofro feliz

Diz… Diz… Diz que me amas
Continuo…
E sofro por ti, sem armas
Impotente
E sofro quando te olho,
Contente

Continuo…
E tu sabes o que sinto, nesse reflexo de ti
Teu olhar é o espelho onde me vejo
Por isso… Continuo…
Desejo intensamente o teu abraço
Provocas-me

E o medo de te perder é imenso
Continuo…
Querendo, até conseguir de ti um beijo
E traço…
Traço o meu destino…
Penso

Nesse olhar hipnotizador
É amor
E eu continuo…
Não desisto,
pelo que sente o meu coração
É chão, é pedra… É xisto

É duro
Continuar,
pelo que de mais puro
Eu sinto… Amo-te
E tu… Nesse olhar nu
Provocas-me


José Alberto Sá

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Agora

Agora

Que me importa
O mundo, onde estou
Se este mundo
é o que me esquece
É o mundo que nem me merece
Na vontade do que sou

Sou e serei
Somente
O simples homem crescido
Pobre, rico ou mendigo
Mas doce
e belo de coração

Assim é o mundo real
É o amor ao qual
Sou crente
Sou gente
Sou dor… Sou amor

Sempre igual
Que me importa o mundo
Lá fora
Se eu vivo aqui e agora


José Alberto Sá

Não adianta, sou poeta

Não adianta, sou poeta

Não adianta,
mares de vidro dilacerante
Mergulharei nas ondas desses estilhaços
Nada me segura
Sou poeta, sou amor… Sou mente pura
Sou candura…
Sou amante
Sou em braços triunfante
Mergulharei nesse mar
E sem parar
Sangrarei dos braços

Não adianta,
Céus de fogo
Chama de ardente lavareda
De mim não há queixume
Nada me pára
Sou poeta, sou abrigo… Sou perfume
Sou no verde a vereda
Sou a luz da minha cara
Sou em passos o caminho
E sem olhar
Não deixarei apagar
o fogo do teu carinho

Não adianta,
A terra em fissura
Gretas ingremes e profundas
Continuarei a lutar
Nada me fará desistir
Sou poeta de mente pura
Sou a loucura quando me inundas
Sou poesia de mar
Sou a vontade do céu
Sou na terra o sorrir
E sem parar,
lutarei pelo que é meu

Não adianta,
Nem mar de estilhaços
Nem céu de fogo
Nem terra de aflições
Irei até ti
Nem que morra em teus braços
Nem que a vida seja um jogo
Serei teu um dia
Porque para ti eu nasci
Sou poeta, com dois corações

José Alberto Sá


segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Beijo meu

Beijo meu

Quando a minha língua
Arde pela tua
Vem ter comigo
Em forma de fogo e nua

Apaga-me com a tua saliva
Este desejo
Amor, musa e diva

Abraça-me e sente
O poder
O prazer
Neste fogo a arder… Nosso beijo



José Alberto Sá

Uma flor para ti

Uma flor para ti

Flor
A candura do meu campo silvestre
Flor colorida
Na cor, na paixão que me deste
Arco-íris em amor
A cor do olhar
Que te viu na luz do Mestre

Iluminada pela vontade do que disseste
Que assim tão linda
Serias minha nesse campo
Vestida nesse céu de encanto
Azul celeste

Flor
Que atrai as borboletas
Vestidas com asas de anjo de luz
Beleza nas cores, vestidos violeta
Candura feminina, que o amor
a ela seduz

Quanta harmonia cativas em redor
Namoricos te pegam pela raiz
Abraços em ti são amor,
que na tua cor
São palavras na lousa do teu coração
Traçadas com gratidão
Escritas com o meu giz


José Alberto Sá


domingo, 2 de fevereiro de 2014

Sinto-te quando sozinha

Sinto-te quando sozinha

A fogueira é a dança
Dança de ventre
O corpo sente
O corpo não mente
E o amor alcança

A fogueira é o lume
Dança de fogo ardente
O corpo comovente
Na dança de ventre
E o amor é queixume

Arde a auréola num seio teimoso
Dança de dedos inquietante
O corpo de acha folgante
O corpo naquele instante
É o amor caprichoso

Arde a loucura umbilical
Mais abaixo por entre a dança
O corpo dança
A boca tem esperança
E o amor é infernal

A fogueira arde pela ansiedade
Dança de corpo sensual
O corpo transpira
Respira em tom anormal
E o amor é gemido em liberdade

José Alberto Sá 

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Animal i(rracional)

Animal i(rracional)


Igual a mim,
é o que vos quero contar… A lenda
A sombra musculosa e despida
Lendário bafo amado perdidamente,
através da fenda
Fantasia quente, doce salivar da vida

Lenda que vos conto,
rouquejando como animal
Já os antigos amavam e se multiplicavam
Como eu… Tal e qual

O amor, sensualidade,
loucura, instinto e vontade
… Já se contavam na lenda
A lenda do instinto i(rracional)…
Uivos e gemidos… Soltos na fenda
E que ninguém se ofenda!

Quem me nega?
Quem se retrai?
Igual a mim é a lenda do amor
Vontade que nos cega
Vontade que entra e não sai
Igual a mim…
Esplendor

Hoje,
continuamos loucos e insaciáveis
Tal como o animal que nos habita
O penetrável dos impenetráveis
É o amor animal
Tal e qual a mim, na vida sem mal

Assim será eternamente…
Acredita
Tudo que contei foi na verdade,
a fenda
Acredita, pois a vida sempre nasceu,
no momento êxtase, desta lenda


José Alberto Sá