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sábado, 4 de janeiro de 2014

Meu nome... Saudade de ti

Meu nome… Saudade de ti

J á nem sei contar o tempo
O lho em frente e tenho saudade
S ofro inquieto ouvindo o vento
E me fecho na dor pela verdade

A ndo triste ou alegre, nem sei
L entamente vou passando devagar
B ebo a recordação que amei
E na luz me peço sem reclamar
R azões à vida que me castiga
T endo eu sendo fiel ao olhar
O lhos cruzados na mistura do sorriso

S omente ficou a esperança de voltar
A olhar na saudade o que preciso


José Alberto Sá

Florescer em vontade

Florescer em vontade

Amo teus adornos
Sentir em ti a arte
… Erótica
Por entre contornos
Quando todos os tempos,
têm uma origem
… Hipnótica
Alimentos,
que amo saciar verticalmente
ou horizontalmente
… Virgem

Amo rabiscar com os dedos
Olhar-te deitada
De pé ou curvada
Sentir os enredos
Arte ou fetiche… Amada
Corpo que me agrada

… Imortal é o amor
Por isso te amo obsessivamente
… Sem pudor
Facilmente…
E se corar, é pela inesgotável,
razão do fetiche que me levou
A florescer a vontade
Sou um semelhante afável
Sim… Amo e dou
Como dá um animal sem vaidade
Intolerável
Amo teu corpo… Sorriso…
… Olhar

Por isso preciso minuciosamente
Sempre… Sempre… Te amar

José Alberto Sá

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Racismo? Não.

Racismo? Não.

Não imagino o mundo de uma só cor!
Se fosse…
Era a cor que mais se vendia…
Saberia eu, viver sem o amarelo… Sem o vermelho…
Sem as cores berrantes, cores pastel… Cores frias…
Eu não queria assim um mundo de uma só cor
Iria à janela e não conseguiria vislumbrar, nada mais… Seriam instantes
As cores mescladas numa só… Numa só cor… Qual?
Qual a cor?
Não tenho nada contra o verde… Mas o azul do céu…
Azul mar!
O vermelho não… Seria quente demais…
Vermelho do campo!… Vermelho do musgo… Vermelho verdete…
Qual a cor da Humidade? Vermelho?
A erva?
Se seca… Palha… Seria igual?
Deus me valha…
O rosa muito feminino, muito apaixonante
As flores..
A chuva…
O tempo …
E eu? Pálido ou envergonhado… A mesma cor?
Amo o mundo, tal como ele é… As cores são luz…
Só ela traz as sementes… Que na cor do chão se trocam
Sei lá quantas vezes, eu vi cair sementes do céu…
Sim!
Quantas vezes, por entre o verde rebenta em aflição as cores…
Sim!
Quantas vezes, por entre o verde as cores gritam… Estamos aqui
É aí… É dessa cor que falo… cor verde sarapintado
Amo o verde! O azul do céu… Sarapintado de amarelo… As estrelas…
O sol…
Desculpem… Mas amo o verde Sarapintado!
As flores… Os insectos… Os animais… Todos os seres vivos…
São cores!
Eu amo todas as cores!
O preto… O branco…
Sabem… Sabem tão bem quanto eu…
Que o mundo de cores… Foi feito com sementes do céu…
Os campos vestem-se de verde…
Quando sarapintado de amor, são as flores que saltitam
Eu amo as cores de igual… A alma não tem cor
Por isso mesclo-me de todas as cores…
Sinto que todos e todas as cores são iguais…
Aos olhos dos humanos
Dos amigos… Dos olhos meus
Raças… São cores… Povos em Amor
… Cores de mãos dadas pela igualdade… Pelas sementes de Deus.

José Alberto Sá

Frio dentro da minha porta...

Frio dentro da minha porta…

Hoje vou fechar a porta, a porta que me fecha todos os dias.
Ficarei sozinho, atrás das minhas vontades, no meu silêncio de reflexão.
E dentro do meu espaço, me sentirei solto, rebolando pelas alergias…
As dores que me espicaçam o coração… E hoje fechado serei oração.

Porta trancada… Janela fechada…
Escuro… Negro… Fosco… Pobre de mim.
Hoje fugi para sentir que não vale apena, estar fechado…
Hoje me fechei em ti.
Chove lá fora… E o calor não entra…
Ninguém me chama, mas não é o fim.
Hoje é o começo do meu castigo… Fechado e acorrentado à luz que não entrou.
Quero muito que ela entre… Abrirei a porta… A janela…
A força da luz que senti.

Hoje não sei da chave… Ela se fechou comigo… Ambos somos mistura…
Eu sou…
Química e física… A alma que não vai falar… Sou réu…
Dentro da minha cor.
Cinza… Preto… Nem branco existe dentro do meu espaço…
Que faço?
Melhor não me mexer, pois até o movimento se arrasta… Por aí…
Dentro e fora daqui.

Hoje vou… Sozinho…
Vou pedir que nada me dêem.
Vou saltar pela vidraça da minha janela fechada… E lá fora…
Será imaginação!
Estou aqui… Aqui dentro deste emaranhado de letras… Preso.
Hoje vou… Sozinho…
Vou pedir que saia ileso…
Das garras de um momento escuro… Paredes… Muro.

Chove lá fora… Deu-me vontade de rir… Ninguém me vê…
Chove lá fora… E o eco das risadas, não existe… Abafado é o tempo.
Hoje vou… Sozinho…
Caminhar toda a noite, tenho tempo, as horas não contam, perdi o pulsar.

Talvez a porta e a janela desistam de mim… E me levem lá fora…
Hoje preciso tanto de um sol…
Chove lá fora… É noite dentro de mim.
Hoje peço desculpa pela cor dos olhos… São azuis/esverdeados… Fechados.
Comigo…

Hoje estou feliz… Fechado para que a luz me castigue… Pelo que não fiz.
Chove lá fora… Vou sair…
Talvez encontre a chave… Ela me conhece… Ela me abre o coração.
Hoje abrirá pela minha mão… A voz da razão…
A grande porta que me fecha todos os dias…
E sozinho… Hoje eu vou…

Ela me espera… Ela me ama… Porque me fecho?
Aqui…


José Alberto Sá

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Esperança é a última...

Esperança é a última…

Eu confio…
Não me perguntem o porquê?
Mas eu confio…
Eu confio em páginas brancas,
que se querem preencher,
por quem as lê

Eu renovo-me
E o objectivo… Viver
Por isso… Eu confio…
Em quê?
Sente e lê…

Pobre do que não vê
Que temos que confiar
Confiar nos problemas
Nas dívidas que fazemos
Porque pecamos…
Sente e crê
Que temos que apostar
Apostar em certos esquemas
Nas perguntas sem resposta
… Palavras pequenas

Porque pecamos…
Por vezes amamos…

Eu… Confio…
Nesta vida rápida demais
Nesta luta por um fio
Onde o calor,
tem que amar o frio
… Faíscas sentimentais
Onde as guerras são reais
Preocupações…
Algumas materiais
Outras sociais… Sensuais
Dívidas ou pecados
Dos mortais

Tirem as conclusões…
Dêem as respostas… Corações

Eu confio…
E quero ser obediente
Somente
Quero viver
Amar a toda a gente
Talvez carente por tanto querer
… Mas
Eu confio…
E tu?
Que te juntas a mim
Dizendo que sim
Neste silêncio… Voz sem pio
Melhor viver assim
A gritar… Nada
Ou em poesia dizer… Confiança
Vida transformada
Vivida e amada
É a esperança,
mesmo que por um fio

Eu confio…


José Alberto Sá

Sim... Eternamente

Sim… Eternamente

Diz-me flor nascida
Diz-me de tua vida
Do teu nascer
Diz-me flor querida
Diz-me do teu saber
Flor de alma
Flor companhia
Diz-me da tua calma
Diz-me da tua alegria

É assim que gostas de mim?
Diz-me…
Diz-me que sim…

Diz-me da vida inteira
Diz-me à tua maneira
Do teu perfume tão bom
Diz-me do calor, da tua fogueira
Diz-me do teu coração
Flor nobre
Flor que em mim habita
Diz-me deste amor pobre
Mas rico porque acredita

É assim que me vês em teu jardim?
Diz-me…
Diz-me que sim…

Diz-me da tua aventura
Diz-me da tua doçura
Do teu voar pela terra
Diz-me doce candura
Diz-me que vontade é mar e serra
Flor amada
Flor da minha roseira
Diz-me da vida passada
Diz-me que vives comigo… Eu vivo a vida inteira

É assim que me queres tua semente?
Diz-me…
Diz-me que sim e será eternamente


José Alberto Sá

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Talvez... Poeta...

Talvez… Poeta…

Não sou poeta
Mas sem querer…
Sou poeta
Sou um cantor do meu mar
Sou palavra
Sou farol que se deixa abraçar
Pela auréola do luar
E sem querer…
Sou amor do meu gostar
Ser poeta

E não sou poeta
Sou rebeldia
Sou noite… Sou dia
Mas sem querer…
Sou poeta
Sou o verso em movimento
Sou abraço
Sou sol… Chuva… Sou vento
Sou ritmo e crispação
Sou artista pelo que faço
Sou voz do mar
Sou oração
Sou abraço

E não sou poeta
Sou talento
Sou espuma… O segundo no tempo
Mas sem querer…
Sou poeta
Poeta pela voz de quem ama
Pelos que me escutam
Sou paz
Outros lutam
E alguém me chama…

E não sou poeta
Sou rico…
Cheio de amigos
Uma porta aberta
Se fico
Se sou humilde e natural
Mas sem querer…
Sou poeta
Sou desabafo
Que em palavras quero ser
Normal…

E não sou poeta
Mas sem querer…
A porta continua aberta
Para ser…


José Alberto Sá