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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Deixo escrito o que sinto...

Deixo escrito o que sinto…

Por favor
Sente esse papelinho, que levas na mão
Toca-lhe
Não o abras já
… Cheira-o
E sente a leveza da sua cor
… Olha-o
E sente a textura,
como se fosse o teu coração
Segura… Segura esse papelinho
Sente-o mais um pouquinho
Serás pura

Por favor…

Quando o abrires
Sente-o como se de ti fizesse parte
Dentro tem amor
Tem arte…
Basta sorrires

Por favor…

Abre devagar
E sente o vermelho nele contido
Um coração comovido
Que bate lá dentro
E por fora, te quer amar

Por favor…

Sente…
Sente-o e olha para mim
Esse papelinho é um jardim
Que não mente
Por favor…
Sente… Ele é amor


José Alberto Sá

No ano que vem...

No ano que vem…

E se o ano que vem, me abraçar
Sentirei arrepio só de pensar
De pensar que o ano que vem,
vem para eu viver
De pensar que o ano que vem,
tudo tem
Tem a vida que me faz crescer

E se o ano que vem, me oferecer
Sentirei vontade de tudo fazer
De agradecer ao ano,
que sinto ao escrever
Sentirei vontade de oferecer,
as palavras do meu caderno
Agradecer ao ano tudo que ele me dá
E se eu viver… Serei Primavera… Serei Verão…
Serei Outono e serei Inverno
Para o ano que vem, escrever melhor
Muito melhor o amanhã

E se o ano que vem, me amar
Então sentirei os lábios do teu beijo
O beijo dado pelo melhor do amor
Aquele amor,
que nos é dado ao abraçar
Aquele amor,
que sonho e desejo
O amar de amor, que espero desse ano
Um ano que viverei para dar

E se o ano que vem, for alegria
Aquela alegria de olhos abertos de luz
Amarei com vontade… Amarei fortemente
Tão forte como sinto a poesia
Amarei com simplicidade, na vontade
de Jesus
E se o ano que vem, vier cheio de cor
Seremos o arco-íris e faremos amor

José Alberto Sá

domingo, 29 de dezembro de 2013

Te irei buscar

Te irei buscar

Não me canso… Levarei até ao fim o amor
Olharei por entre as árvores e sentirei o verde
As folhas que me olham,
serão testemunha…
De que não me canso… Até que por entre elas,
nasça uma flor
De que não me canso… Até que a luz escureça
Olharei por entre folhas e esperarei que amanheça
E de olhos abertos te sinta na carne … Como unha…
… Minha
Para sempre

Não me canso… Levarei até ao horizonte o carinho
Olharei por entre as ondas e sentirei o mar
A areia que me sente os pés,
será testemunha…
De que não me canso… Até que por entre pedras,
nasça a vontade de te buscar
De que não me canso… Até que a água salgada,
seja a salitre das minhas lágrimas
Olharei fixamente através da maresia
E de olhos abertos… Te buscarei,
como o sol busca o dia…
… Meu
Meu dia que virá

Não me canso…Levarei até ao universo o desejo
Olharei por entre as estrelas e sorrirei contigo
As nuvens que me perseguem… Serão testemunha
De que não me canso… Até que te diga ao acordar…
Bom dia
De que não descanso… Até que te diga ao deitar…
Boa noite
Olharei o raiar do sol pela persiana e direi…
Tal e qual com amor…
Como diz a borboleta a uma flor
E de olhos abertos… Te pegarei no colo
E no meu solo… Te darei o beijo
O abraço… O carinho… A vida em amor


José Alberto Sá

POETA

POETA

Ser poeta…
Como é bom ser poeta
Ser poeta é cantar planando
Ser poeta é ser mundo
Voando

Ser poeta…
É a tradução do amor
Ser poeta é mistério
É o lúcido sentir… Ser flor
Ser luz… Ser humano… Sério

Ser poeta…
É ter altura de pés na terra
É ser imenso de braços de mar
Ser poeta é ser a serra
Ser o céu… Saber amar

Ser poeta…
É saber vibrar nas ondulações
No êxtase… No momento
Ser poeta é saber tocar corações
Ser a chuva… Ser o vento

Ser poeta…
Como é bom ser poeta
Ser azul, ser vermelho e incolor
Ter até no ódio a cor do amor
Ser poeta é deixar a porta aberta
Ao mundo das palavras

Ser poeta…
É ser um lago de cisnes cor-de-rosa
É ser a voz inquieta
Ser a esperança… Em textos em prosa
Ser poeta é ser magia
Ser vontade
Ser poesia… Ser simplicidade

O dom que Deus me ensinou
Que ser poeta…
É ser… Como eu sou


José Alberto Sá

Ao meu amigo Leonel

Ao meu amigo Leonel Pinheiro

Conseguir flutuar em magia é conhecer o nosso amigo Leonel Pinheiro.
Um jovem amável que através das palavras nos transmite carinho, amizade e uma partilha sem limites à cultura e ao amor.
Falar do Leonel é um pouco difícil, pois tenho medo de errar e não ter palavras que cheguem para a sua beleza na escrita.
Na sua escrita ele nos ensina como subir degrau em degrau, sempre sentindo a vontade de vencer.
São palavras como as de Leonel, que nos ensinam a valorizar e compreender o outro lado da vida.
No seu livro ele nos transporta a um amor visível, ao sofrimento do tempo, ao fingimento da procura, à lágrima da saudade, à imparável imaginação das palavras… Os seus contos.

Sinto-me bem no seu espaço, sinto a terra, o ar, a alma e tudo se transforma em contos que transpiram sentimentos e sentidos, assim me senti ao ler o seu livro.
Possui um magnetismo especial, liberta e acalenta emoções numa viagem pelo positivo e negativo.
O livro “A Viagem Sombria” com certeza foi criado com amor, num abraço de coração, numa vontade imensa de passar o testemunho da sua mente.
Desejo que sua vida se encha de repletos sucessos… Tu mereces… Leonel Pinheiro.

Abraço deste teu amigo,

José Alberto Sá.

Uma caixinha... O teu coração

Uma caixinha… O teu coração

Abri…
A caixinha de cartão
Branca e com flores amarelas
Bem decorada
Que ansiedade saber…
Sentir a proeza, do segredo nela contido
… Um coração
A oferta de tantas portas e janelas
Um segredo enviado para mim

Abri…
A caixinha de cartão
Branca de tampa aveludada
Que ansiedade poder…
Olhar a beleza, daquela prenda fechada
A oferta de todo o seu querer
O querer que me veio de ti…
Amada

Abri…
A caixinha de cartão
Branca por fora e doce por dentro
Que ansiedade… Que loucura foi o saber
Saber… Que dentro o amor estava sedento
Por uma vontade, uma mão
Uma mão que abrisse o segredo do teu ser
O amor… A tua imensidão

Abri…
A caixinha de cartão
E nela continha a tua letra
Uma carta perfumada… Um coração
Estava escrita de azul e raios de luz… Cometa
Era para mim…
… Eu li
… Eu vi
… Eu senti
E amei
Dizia somente: Amo-te bebé
… Tão belo
… Tão doce
… Tão perfeito
Que ainda a guardo, dentro do meu peito
Aquela caixinha de cartão
Com amor… E muita fé
Uma caixinha… O teu… No meu coração


José Alberto Sá

sábado, 28 de dezembro de 2013

Queria tanto...

Queria tanto…


As palavras falham-me, nesta boca sedenta
Sedenta… De saliva com aroma
Do mel de uma outra boca… Encanto
Queria Tanto…
Queria… Que visses os meus olhos
Que sentisses o meu sentir
Que ouvisses o meu grito,
aquele que me chama e me fala
Aquele que me acelera e me aguenta

Queria tanto…
Queria… O tanto que te peço
Esse pedaço, do pouco, desse pouco de ti
De ti… Só uma gota…
Tu és um imenso mar
De ti… Só uma página de esperança
Um olhar… Um sorriso
De ti… Um perdão… Uma mão macia
É isso que te peço a ti…
Minha alegria

Queria tanto…
Tanto que já me sinto um pedinte
Um barco que se afoga nesse teu mar…
Rico
Poderoso…
Tão poderoso que me afoga
Num mar incolor… Sem cor…
Não existe quem o pinte
Só eu o saberia pintar…

Queria tanto…
Olhar-te mais uma vez… Queria-te chamar
E os teus olhos me diriam da tua vontade
Tua verdade
Tua em imensidão de elementos… O mar
A terra… A terra que pisamos
e que de mãos unidas… Sentidas…
… Beijamos

Queria tanto…
Tanto que me vejo num espelho e te imagino
a meu lado
Tanto que me vejo no banho e te imagino
molhada
Tanto que me vejo em sonho e te imagino
na minha realidade… Amado… Amada

Queria tanto…
Ser teu prisioneiro, em liberdade
Vem… Olha-me… Sente-me…
Queria tanto…
Pois este pouco que peço… Seria tudo


José Alberto Sá