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domingo, 22 de dezembro de 2013

Felicidades e amor... Ele virá

Felicidades e amor… Ele virá

Ele irá nascer
Novamente na nossa vida
Ele irá saber
Novamente pela voz agradecida
E quando vier, olhará para nós
Novamente será o rei
E quando ouvir minha voz
Sentirá que o amo sem lei

Ele irá nascer
Novamente em amor
Ele irá conhecer
Novamente… Que o mundo é dor
E quando vier, abraçará quem é bom
Novamente será a luz
E quando ouvir que a poesia é dom
Sentirá que o amo… Ele é Jesus

Ele irá nascer
Novamente para perdoar
Ele irá Florescer
Novamente… A terra, o céu e o mar
E quando vier, nos dará eternamente o amor
Novamente será o amor mais puro
E quando nos tocar… Seremos a perfeição da flor
Sentirá que o desejo, como vos desejo amor…
… No futuro


José Alberto Sá

Do ventre

Do ventre

Maria…
Minha mãe
… Quanto amor
Eu te devo toda a minha alegria
O meu ardor
A minha fé
Hoje dou mais valor,
ao que ninguém quer ver
Maria…
… Quanta cor
Deste ao mundo no teu viver
… Quanta magia
Como és humilde em coração
Gentil Senhora
Imagem que nos segura, neste chão
Amo-te a toda a hora
Minha mãe… Maria
Ao deitar... Ao nascer do dia

Foi do teu ventre, que nasceu
A vontade de te amar
Um Menino do tamanho do céu
A quem me vergo… Pecador
Na oração do meu pesar
Porque peco… Maria
Minha mãe…
Meu Deus… Senhor


José Alberto Sá

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

À minha estrela

À minha estrela

Minha estrela, minha amiga
Em amor dedicada
Menina de perfume asseada
Uma donzela… Doce rapariga

Quanto amor à moda antiga
Que belo é o teu saber
Que doce e cativante querer
Mestra da essência… Que a nada me obriga

Pela manhã não se sente sozinha
E mesmo pela noitinha
É todo o meu apetecer

Minha estrela… Criada e senhora
Sorrisos de luz e o mundo a sentir
Que em mim sempre dás sem pedir
O amor teu… No meu, sem demora

Sou teu eterno namorado
Jamais me sentiria zangado
Pelo rumo que me deu… Meu Deus
Este norte que me dá sorte
Nos lábios vermelhos, teus e meus

Minha estrela… Que habita minha casa
Que habita o meu coração
Senhora, flor maravilha
Rosa poesia, que sempre me arrasa
Rica… Humilde menina, da cor do pão

Trabalhadora… Senhora da minha ilha
Jurada até ao infinito dos meus dias
Minha estrela… Meu amor
Todos os dias… Em maus momentos
e alegrias… Sempre

Minha estrela, minha amiga
Sempre… Eu que o diga

José Alberto Sá


quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Chorar...

Chorar…

Queria chorar o que não sei…
O que não sei deste amor bandido
Meu amor sofrido
Meu amor que ganhei…

Queria chorar o que não sei…
Meu amor, soltar as lágrimas do perigo
Meu amor, meu castigo
Meu amor estar contigo… Ser rei

Queria chorar o que não sei…
Meu amor, meu horizonte
Meu amor, minha fonte
Meu amor, que em sonhos abracei

Queria chorar o que não sei…
Meu amor por mim amado
Meu amor por mim levado
Meu amor, tu já és lei

Queria chorar o que não sei…
Meu amor, somente te quero
Meu amor, ai como te espero
Meu amor, como te amo e amarei

E no dia que não chorar
É porque te tenho a enxugar as lágrimas do meu olhar
Eu sei o quanto te amo
Em cada segundo… A cada hora… Todo o ano


José Alberto Sá

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Menino amor...

Menino amor…

Menino da estrada
Pedia faminto… Um pouco de calor
Branco de frio, em pele enrugada
Menino amor…

Pedia somente um sorriso de luz
… Em troca de pão
Pedia o amor que sentia…
Menino Jesus
Que queria falar, do seu coração

Olhei-o tremendo
Com vontade de o abraçar
Caminhei querendo
Pão de amor… O meu abraço lhe dar

Olhou para mim, levantou uma mão
Um aceno…
Olhei os seus pés, sujos de lama
Tão pequeno…
Estavam descalços da vida...
Perdidos na mágoa daquele chão
Sem roupa… Sem amor… Sem cama
Mas com a alma sentida… Paixão

Estendi meu querer
Para o fazer entender, que o amava
Soltou um sorriso
E sem que fosse preciso
Iluminou a berma da estrada

Senti impotência… Nada tinha para lhe dar
E quando se levantou
Para mim olhou
E disse: Obrigado por estar aqui
Seu carinho… Eu sempre o vivi

Fechei os olhos naquele momento
Senti o sol… O céu e o vento
E quando abri… A luz que fazia era Celestial
Não tinha menino…
Mas tinha dentro de mim um sorriso, cheio de cor
Aquele menino…
Era o menino do meu Natal
… Era o menino… Menino amor


José Alberto Sá

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Amor bonito

Amor bonito

É o que desejo
É a vontade de sair
Sair por aí correndo
Sair dizendo
Que nos lábios dei um beijo
Na língua fiz-me sumir
No abraço… Tudo me lembro

Lembro…

Pelo teu corpo… Que é meu
Pelo teu lábio… Que é o céu
Pelos teus seios… Onde sorri
Pelo teu ventre… Onde senti

Foi no desejo… Que te chamei
Foi na vontade… Que fui levado
Saí dizendo… Que sempre te amei
Saí morrendo… Sentido amado
Beijo de amor
Língua de cor
Abraço cheio de fervor

Fervor…

Pelo teu corpo… Que é luz
Pelo teu lábio… Que reluz
Pelos teus seios… Sabor de mel
Pelo teu ventre… Amor pastel

Desejo… Sempre que te vejo
Vontade… Sempre pela verdade
Sair… Correndo pelo beijo
Na língua com vaidade
O abraço que desejo

Desejo…

Pelo teu corpo… Que é paz
Pelo teu lábio… Cor carmim
Pelos teus seios… O sorriso satisfaz
Pelo teu ventre… Para mim

Eu te amo… Até ao fim
Eu te amo… Até ao infinito
Eu acredito… Em nosso jardim
Adão e Eva… Amor bonito


José Alberto Sá

Deixei sem vontade de deixar

Deixei sem vontade de deixar

Deixei de pensar… Não em ti
Porque em ti é impossível
És infinitamente a luz que me acorda
Deixei de pensar…
Sim… Num corpo que senti
Tão perto… Tão apetecível
Que me sufocou várias vezes…
Numa forca sem corda

Deixei de correr pelas loucuras infinitas
Sempre corridas na vontade de te ganhar
Mas…
Sempre que te revelavas…
Nas minhas palavras…
Te desejava
Num mundo que não acreditas
E eu sempre em ti acreditei… Para te amar
Sempre em palavras te levava
E tu não vieste sentir o veludo de cada palavra

Deixei de olhar com estes olhos lacrimejados
Sempre procurando o momento
Carícias de umas mãos perfumadas
Sopros de uma voz… Tua…
Meu sustento
A perfeição de um amor-perfeito…
Corpos apaixonados
E no diálogo de palavras eroticamente sonhadas
Vivemos o fim dos nossos desejos
Não eram somente beijos
Era tudo que existe dentro do meu peito

Deixei de aprender o que me ensinavas
Pois…
Não basta sofrer pela cegueira do vazio
Eu amo completamente
Tão completamente que sempre me entreguei
Tu tocavas
Tu soltavas no mar teu navio
E eu…
Eu ancorava a âncora tão docemente
Que deixei… Deixei de sofrer
Porque te quis ao amanhecer
Te quis ao anoitecer
E tu…
Simplesmente não deixaste acontecer

Deixei porque nada tinha… Palavras que dissemos
Deixei porque nada tenho… O silêncio sem tuas curvas
Deixei porque nada terei… Ficará a vontade ao que viemos
Deixei porque nada terás… Teu corpo são águas turvas
Onde me deixaste sonhar
Onde tudo me deste, sem nada para me dar


José Alberto Sá