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domingo, 15 de dezembro de 2013

A voz se levanta... E o eco nos transporta poesia fora...
Os olhos imaginam... E o eco dos sentidos não vai embora...
E o amor é o momento falado...
É poesia
É fado...


José Alberto Sá

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Que mundo! Pobre

Que mundo! Pobre

O meu coração está aflito
Não é pela fome
Minha…
É pela fome
Vossa…
O meu coração é um salpico
De sangue que não tem
Mas que me consome
Não a minha…
Mas que me consome
A vossa…
Fome

O meu coração está ferido
Não pelo amor
Meu…
Mas pelo amor
Vosso…
O meu coração é um sentido,
que sofre aos olhos do céu
E é a dor
A minha…
Também a dor
A vossa…
Dor
Sentimento comovido

O meu coração está triste
Não pelo mundo
Meu…
Mas pelo mundo
Teu…
O meu coração somente resiste,
aos olhos do meu pecado
À insignificância
A minha…
À tolerância
A vossa…
Esperança

O meu coração baterá sempre
Não pela razão
Minha…
Mas pela razão
Vossa…
O meu coração é semente,
aos olhos de muita gente
Aos meus…
À minha vida
Aos teus…
À vossa ainda mais querida
Razão

Pobre que vive
Sem vida
Que caminha, sem andar
Que vive sem que o mundo se oponha
Pobre sem despedida
Sem mundo seu
Num céu meu… Vergonha
… Da vossa razão

O meu coração baterá…
Sempre… Ou não


José Alberto Sá

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Hoje sou teu

Hoje sou teu

Vou falar de algo que me leva
Vou falar…
D’um tempo, sem tempo para mim
Um tempo que sempre me arrasta
Me transporta, num tempo que me eleva
Ao elevar de sons que ouço da tua voz…
Se dizes sim…

Vou falar da uva e sua casta
Uma vontade que me arrasta…
… Para ti
Para ti… É o desejo
Daquele nunca sentido… Aquele beijo
Daquela mão que não toquei
Mas que hoje sei…
Que é suave

Suave como as palavras que vou dizer
Macio como o sonho em te ter
Perfumado como a vontade
Essa vontade que me leva a falar

É hoje que vou desabafar
Falar teu nome
Falar da forma mais pomposa
Falar da mais pura rosa
Que me leva, a pulsar

Vou falar sem rodeios
Falar das pernas
Falar do rosto
Falar dos seios
Falar do mosto…
O vinho que bebo de ti…
Minha uva
Minha princesa de sol-posto
É para ti que estou a falar
Para ti…
Ouve, pois só hoje me abri
Só hoje o falar é de ti

E amanhã…
Amanhã já sentirás os meus braços
Laços de amor
Hoje vou só vou falar o que guardo,
há mais de um ano
O que não te digo a cada segundo
Hoje vou falar à mais pura flor…
Falar que te amo
Nesta palavra onde me afundo…
… Amor

Hoje vou falar somente para ti



José Alberto Sá

Amo

Amo ouvir a voz do Natal.
Amo sentir a voz da luz
Amo cantar na voz do mundo celestial
Amo sorrir à voz do céu... Jesus.

José Alberto Sá.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Amo-te... Disseste em voz de trigo

Amo-te… Disseste em voz de trigo

E o vento passou
Chamou por mim, naquele campo de trigo
Chamou…
O vento perfumado soprou assim…
Numa voz pastoril
Numa claridade num céu anil
E me cantou…
A mais bela canção…

E o vento… Num aperto de mão
Soprou palavras em segredo
Estava no campo, num campo de rosas
Onde pétalas enfeitavam o arvoredo
e o meu coração
E o vento…
Falou-me as mais belas palavras… Amorosas
O vento…
Trazia um som de cantiga
Trazia até mim uma amiga
Que imaginei a todo o tempo

E o vento me soprou ao ouvido
Numa voz levitante
Que naquele instante
Foi o som mais querido

Um sopro que saiu da mais bela boca
Lábios carmim…
… Quando me disse que sim…
Que por mim estava louca
Tão louca que foi de ouro o sentir
O receber o vento no campo pastoril
Ouro de trigo, ouro de amor
Um vento de beijos… Mais de mil
Foi o vento… Foste tu…
Trigo meu… Ceara tua…
Amor nosso… Onde o vento continua


José Alberto Sá

domingo, 8 de dezembro de 2013

Despe-te

Despe-te

Outra vez nua!
Despe-te….
Despe-te dessa vergonha
Não vez?
Que te olho crua…
Outra vez nua!

Despe-te dessa roupa de seios
Dessa intrigante fronha
Não tens vergonha
Outra vez nua!
Não me olhes assim
Com esses olhos de arrependida
Quero-te vestida
Para poder ser eu a despir
Esse corpo
Que imagino vestido
Imagino querido
Vestido de amor

Mas tu…. Tu…
Estás nua!
Olho-te e cá dentro
Cá dentro de mim… Estás lá fora…
Como se fosses a rua
Uma rua onde te vez
Estás nua outra vez!

E eu quero-te despida
Despida dessa vergonha
Ou queres que ignore
Ou que te implore
Que te vistas
Olha-me… Estou vestido
Vestido de ti
E tu…
Estás nua outra vez
Não vez?

Eu vi…
Vi que me queres vestido
Olhar esse corpo sofrido
Olhar esse vestido nu
Que não quero
… Queres tu

A nudez.. A tua nudez
Deve ser delicada
Não uma peça arrancada
Mas em perfume retirada
Uma de cada vez

Despe-te…
Despe-te dessa vergonha
O amor não é sexo
O amor é a nudez apetecida
Não uma nudez despida
Sem nexo

Eu vou-te despir
Olha-me… Sente os meus braços
Sente o meu corpo
Respira para sorrir
Sente os abraços
Os beijos
O carinho
Os desejos
Sente o levitar
O amor

E assim… Estás vestida para amar
… Linda


José Alberto Sá

Talvez por ser Natal...

Talvez por ser Natal...

Nasceu uma nuvem da terra
Feita de espuma do mar, neste dia especial
Uma nuvem nascida com perfume da serra
Perto do meu mar... Talvez por ser Natal.

José Alberto Sá.