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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Se fosse verdade

Se fosse verdade!

Faria o tempo acordar
E te levar pela manhã… Um beijo
Sem fingir
Sem fazer de conta que te quero
E ao tomar café saberias saborear
O quente e envolvente desejo
Que seria o sorrir
E não fingir, que te quero amar

Faria de conta que não te conheço
Fingiria que nunca toquei em tua pele
Saberias acreditar
Que eu mereço
Que tudo faria por ti, pois tu farias por mim
Pois é do sonho que faço meu mel
É do acreditar que podemos respirar
Num amor… A quem digo sim

E agora sem fazer de conta… Vem
Vem fingir comigo que me queres
Beija-me na mentira, mas beija-me sem respirar
Eu acredito que um dia… Ou mais de cem
Talvez quem sabe… Quando me tiveres
Não será a fingir que vou sonhar

Vou fazer de conta meu amor
Fingir que vivemos no mundo sonhado
Saberás que tudo é louvor
Um amor…
Um desejo ultrapassado
Desejos de um coração
Vem comigo sem fingir
E sentirás o toque da minha mão


José Alberto Sá

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Boa noite

Boa noite

Sentir uma rosa ao longe é sentir-me atraído
O olhar transpira vontade
A boca chama verdade
E o corpo me leva perdido


José Alberto Sá


Beijinhos/abraços

Amor (amante) respira

Amor (amante) respira


Quando te passo os dedos pela pele
Por favor… Respira
Respira para que eu saiba, que tu me sentes
Que sentes comigo os gemidos de ti
… Respira…
Quando te passo os dedos… É mel
É o antes… Depois a roupa se tira
E já podes gemer… Corpos quentes
Que ambos sentimos aqui
… Respira…
Quando te passo a língua pela boca
Por favor… Respira
Respira para que saiba da tua humidade
Que sentes comigo a dança tão louca
…Respira…
Quando te passo a língua… Toca a Lira
É o antes… Depois vem a verdade
E já podes dançar… Na minha boca
Lábios teus nos meus… Um abraço
Corpos na terra… Voos dos céus
Quando te passo…
… Respira…
Quando te passo o prazer pelo ventre
Por favor… Respira
Respira para que saiba que deliras
Que sentes a força exilada, em ti presa
… Respira…
Quando te passo o prazer… Por entre
Pernas e braços, onde tudo delira
É o antes… Depois a união dos umbigos
Corpos que não respiram… Mas gemem na certeza
Que são amantes, apaixonados… Amigos


José Alberto Sá

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Boa noite

Boa noite

Dorme bem…

Dorme na tranquilidade e na paz do branco
As outras cores estarão presentes
E ao acordar sentirás também os meus braços… O manto
Na luz desta noite… Um beijo será o que sentes

Dorme bem…

José Alberto Sá


Beijinhos/abraços

Vivo cada palavra

Vivo cada palavra

Grito às palavras violentas
O sino toca no tilintar da garganta
Sinto a queda nas palavras nojentas
Gritos entre linhas,
com voz de quem não canta
Cantigas sem notas, na linha deitada…
Sem manta

A manta onde não me deito, sem pêlo
Na aspereza do ser cansado, por ter gritado
Sinto-me o fósforo queimado
Quando semeio palavras de olhos fechados
O escuro dos gritos abafados
E tudo é irresistível ao vazio… Nem vê-lo

Nem vê-lo, nem tê-lo
Um novelo de lã que desfio
São as palavras ditas sem forma
Palavras que me toma
Como se o verão fosse frio

Frio escaldante… É neve, é gelo
É grito da boca que se desfaz, ácida
É greta de Vénus despida sem sol
É escrita maldita erótica sem mal
É vê-lo, é tê-lo
Pó de acácia

Sufoco das linhas poeirentas
Da flor em desmaio… Fecundação
Eu grito… Ninguém me impede
Grito…
Bailo nas famintas palavras minhas
Tu me tens… Ou tinhas
Palavras de mim, sedentas
Que a nada se deve
… Deve o grito

Grito palavras às escuras
É sangue das veias
E a voz que treme, são as agruras
Se não me falas, se me aturas
Gigantescas ceias
São palavras que devoro, por serem puras

Pureza que me sai, talvez eu quisesse
Falar de tudo ou nada
Contar um conto de fada
Ser o pai de boca escancarada
Que grita por tudo, por nada
Quisesse eu… Escreveria

Noites brancas, dias pretos
Pelas linhas de um corpo branco
O meu caderno, a minha alma
Com calma
Me arrepio pelo sangue nos espetos
Os aguçados palavrões que não digo
Sou franco

Mas… Grito… Grito
Palavras com tinta sem cor… Coloridas
Cores sofridas
Cores pastel
Cores diluídas
Sem tinta… Com mel
É o meu grito em poesia
Às palavras que vou soletrando
De vez em quando… Mania


José Alberto Sá

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Até amanhã

Até amanhã

As portas já se abriram
Entrai…

A luz já entra pela escuridão
Não foi a chave que abriu
Foi um olhar, uma boca que sorriu
Porque aberto já está meu coração

José Alberto Sá


Beijinhos/abraços

Sempre contigo

Sempre contigo

Sabes amor, hoje é para ti
Quero deixar-te algo meu
Sabes amor,
hoje sou em palavras aquele que te sorri
Aquele que te deixa um beijo do céu
Do céu! Sabes amor…
Quando eu morrer
Quero deixar-te nas minhas palavras, uma flor
Terás que saber…
Que quando eu morrer
Vou olhar-te do céu e ver-te da mesma cor

Sabes amor…

És tão linda, tão perfeita, tão pura
Sabes amor,
Deixo contigo as minhas palavras… O meu ser
A alma que me ilumina, que vem da tua candura
Sabes amor…
Lá em cima vou amar-te de igual
Serás no verde prado o acontecer
Serás no azul celeste a musa colossal
E quando eu morrer… Meu amor
Olharei para ti sem chorar
Lá de cima agradecerei o que não agradeci
O perfume que um dia vou levar
O teu corpo tatuado em mim
Meu amor…
Lá em cima, serás o jardim
Serás o ar
A mão que segurarei
Sorri… Sorri amor…
És tudo que ganhei

Amor…

Quando eu morrer
Vou-te deixar estas palavras escritas
São para ti
E quando eu morrer…
Não vais sentir a minha ausência
Pois…
Quando eu morrer, saberás da existência
De um amor que não acaba
Um amor tão puro
Que lá de cima, quando eu morrer…
Sentirás cada rima
Cada palavra
Cada segundo do nosso viver

És tão linda…

E quando eu morrer…
Receberei a bênção de Jesus
Meu amor… Quando eu morrer…
Viverei contigo para sempre, na Sua(tua) luz


José Alberto Sá