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terça-feira, 12 de junho de 2012

Perdido


Perdido

Não me leves a mal
Só porque não te esqueço
O meu pensamento é o meu vendaval
E eu sei que mereço
Vergo-me arrependido…
Se durmo… Sonho contigo
Se acordo… Vejo-te na luz
Vejo-te na água onde me lavo
Vejo-te na minha cruz
O meu merecido castigo
Viver sem ti…
Vergo-me querendo ficar contigo…
Se caminho… Oiço teus passos
O vento traz o teu perfume
As flores lembram teus abraços
E eu… Mereço todo este queixume
Sofrer, pelo que não senti
Vergo-me arrependido…
Se choro… As lágrimas brilham como tu
No meu sorriso… Oiço a tua voz de menina
E eu… Mereço sentir-me nu
Viver com os erros,
com a luz que já não ilumina
Vergo-me querendo ser teu amigo…
Vivo no mundo vazio
Uma ave sem voo… Sem pio
Preso entre grades de um louco aperto
E eu… Mereço não estar liberto
Agora sinto vontade de ti
Sozinho tentando esquecer
As palavras que recebi
E me fazem sofrer
Vergo-me arrependido…
Estás feliz sozinha
Numa procura de um amor perfeito
Mereces, alguém que te acarinha
Eu seguirei uma vida sem jeito
Vergo-me pedindo o teu abrigo
Fica comigo

José Alberto Sá

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Faltas-me


Faltas-me

Aguardei por ti e não vieste
O tempo passou levado na ansiedade
Senti o vento forte num corpo que te veste
Que te abraça como as garras da fome
Emagreço sem apetite da tua metade
A parte de cima na saudade de um beijo
A parte de baixo que me consome
Ou ambas as partes que desejo
Esperei no tempo que me cobriu de folhas
Sentado numa espera infinita
Tinha caminhado incessantemente
Pés com bolhas
Numa espera que nem o tempo acredita
Quase desfalecia desidratado na mente
Abracei-me às árvores que me fizeram companhia
Pedi à terra que fosse pisada por ti
Olhei o céu e pedi a tua alegria
Imaginei-te na relva rebolando… Imagem que não senti
Ali… Ao pé de mim a sorrir
Ali… Num gesto de dedo a chamar
Ali… De braços abertos a pedir
Que eu acorde do desespero e vá rebolar
Com ela… Sobre o medo da saudade
Com ela… Trepar a árvore do amor
A árvore que de braços abertos não escolhe idade
O amor num tempo de espera
O meu amor ausente
Que desespera
Mas não mente
Aguardei por ti e não vieste
Continuarei aqui até desfalecer
Não desistirei de ti, pelo amor que me veste
Continuarei aqui até morrer
Abraçado à árvore da vida
Acreditando sem despedida
Que tu venhas…
Querida…


José Alberto Sá

Amo do outro lado


Amo do outro lado

Quis hoje ver o mar
Queria olhá-lo fixamente
Sentir no vento as gotículas do seu amar
E na areia sentado, purificar minha mente
Chamei-o… Mar!
Queria eu nele navegar
E no outro lado aparecer
Olhar em volta e imaginar
Uma luz a iluminar, o meu querer
Queria ser uma nau, para descobrir
Combater as ondas como um herói
No outro lado do mar, poder sorrir
Deixando para trás, o mar que me dói
Chamei-o… Mar!
Queria que ele me escutasse
E me levasse
Ao outro lado do mar
Apertei entre as mãos na areia salgada
Rugosa, áspera, apetitosa
Quis sentir do outro lado, uma menina amada
Um sonho de mar,
o meu desejar
Escrito nesta prosa
Chamei-o bem alto… Mar!
Leva-me contigo, nessa onda enorme
Abraça-me no teu ondular
Leva-me ao amor que me consome
Leva-me à outra margem, não quero mais sonhar
Quero lá acordar e amar
Amar até doer
Amar até à exaustão
Amar até morrer
Na vontade do meu coração
Chamei-o… E disse: Quero amar
Leva-me contigo
Tira-me deste castigo
Meu lindo mar!

José Alberto Sá

domingo, 10 de junho de 2012

Adivinha


Adivinha


Mais brilhante que as estrelas
Tem mais luz que o sol
Tem a beleza de mil caravelas
A elegância de um girassol

Adivinha...

Mais forte em claridade que a lua
Dobra a imensidão do mar
É rica quando está nua
É no amor o meu respirar

Adivinha... Quem é?

Tem no sorriso o brilho do diamante
O seu falar é pura melodia
Num jardim de flores, a mais elegante
Dos dias tristes, faz dias de alegria

Adivinha...

Adivinha de quem falo
Talvez de quem altera meu coração, meu amor
Falo de uma paixão que não calo
Alguém que irei buscar seja onde for

Adivinha...

Se não conseguires, eu direi
Uma boneca em tudo querida
Uma deusa que encontrei
A mulher da minha vida

Adivinha... Quem é?

É fácil de saber
É linda, é pura, é companheira
É bela pela noite, doce ao amanhecer
É minha, por ser verdadeira


José Alberto Sá

Sair para voar


Sair para voar

Sofro no meu canto
No meu chão duro
No meu frio
A ausência do amor
Olhos de água, meu pranto
Corpo pálido, dor que aturo
Sem brio
Dor...
Sofro espezinhado, por palavras horríveis
Desabafos impossíveis acreditar
Sofro angustiado por mentiras desprezíveis
Saídas de uma boca, sem paladar
Cravo-me em unhas para que sinta
Uma dor menor, àquela que sofri
Ferro-me nos lábios, para esquecer
Palavras que lhe ofereci, onde gastei minha tinta
Escrevi, falei, implorei e nada vi
Somente o meu sofrer
Passou tanto tempo e não saí do meu canto
Passaram horas e não saí do meu chão
Passaram dias e ainda não sinto calor
Hoje escrevi bordado num manto
O que é sofrer do coração
Na ausência do amor
Hoje, vou sair do meu canto e voar
Quero deixar do meu chão e partir
Ser o mesmo que sempre fui mesmo a sonhar
Até que o amor me torne a sorrir
Depois, somente quero ser a felicidade
Deus sabe o que merecemos
Deus sabe o que demos
Eu sei que Ele é a verdade
A paga... É a luz que nos ilumina
À razão... Uma luz que em mim cabe
À mentira uma luz pequenina
Só Ele sabe...

José Alberto Sá

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Vem para mim...


Vem para mim...


Se digo amo... Amo perdidamente
Se digo gosto... Terá que ser magia
Se digo quero... Será intensamente
Se digo anda... É hoje e não outro dia
Por isso amo perdidamente se digo
Por isso gosto da magia, contigo
Por isso quero intensamente, teu odor
Por isso anda hoje meu amor
Perdidamente, digo isso...
Contigo na magia de um gosto febril
Do teu corpo, teu odor, eu preciso
Hoje e não outro dia, vales por mil
Perdidamente me acho em ti
Desapareço, aparecendo em tua magia
Fechado em teu aroma, me abri
Dentro do teu corpo, libertei a alegria
Hoje digo que te amo, como sempre
Hoje digo gosto ainda mais
Hoje quero que sintas minha semente
Hoje digo anda, seremos reais
Porquê, dizer não...
Se queremos que seja sim...
Porquê então?
Vem para mim...

José Alberto Sá

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Quando me escreves


Quando me escreves

Cada palavra que me escreves
Alivia a dor…
Cada sorriso teu para mim
Alimenta o amor…
Teus lábios doces são o crescer de água na boca
Teu sorriso o sol ao nascer
O brilho que irradias em mim
É o pulsar de um coração a agradecer
Como rosas aromatizando o jardim
Em cada palavra que de ti leio
Bebo com a saliva que me custa engolir
Sinto um doce nas papilas gustativas
O teu sorrir
Que me devora pelo meio
Numa vontade louca de fugir
Amo ler o teu coração a fluir
Imagino-te quando me escreves com amor
O teu carinho depositado em cada letra
Meus olhos se fecham para sentir
A aurora de um corpo quando penetra
Sentir o teu odor
Como será o teu cheiro… Meu amor lindo
Como dirás para mim… Meu amor
Imaginação que me vai surgindo
Sendo tu a minha flor
Em cada palavra tua, eu planto o meu coração
Quero que me sintas entranhando no teu céu
Em cada palavra és a minha canção
Sinto-te minha, eu já sou teu

José Alberto Sá