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quarta-feira, 6 de junho de 2012

Sem tempo para chorar


Sem tempo para chorar

Podia chorar a todo o momento
Podia…
Mas o tempo voa depressa
E não sei se regressa!
Podia…
Podia chorar
Até implorar…
Podia…
Podia berrar, podia gritar…
Lágrimas escorrendo pela cara
Lamento…
Uma raiva que não pára
Podia…
Da noite, fazer dia
Podia…
Acender a luz dos meus olhos
Chorar de alegria
Ao tempo sem floreados
Sem folhos
Rostos quebrados
Pelo chorar
Pelo irritar
De um tempo, sem tempo para mim
Hoje o tempo passa e nem me lembro de chorar
Amanhã não sei o fim
Será uma janela
Uma porta para o jardim
Podia…
Chorar…
Mas o tempo… É inconstante
Podia…
E a cada instante
Amar…
Adorar o tempo…
Podia não querer passar
Passar pelo relógio do vento
Podia…
Mas quero amar
De  noite, de dia
A todo o momento,
o meu tempo…

José Alberto Sá

Nada mais...


Nada mais…

Como Deus é grande e glorioso
Hoje recebi a melhor mensagem
Amizade, carinho… Afecto caloroso
O amor que ondulou e me chegou,
da sua viagem
Que Anjo belo… Que linda imagem!
Como é bom ter Deus do meu lado
Cada palavra que escreveste
Ficou em mim gravado
… Tudo me disseste
Meu Deus!
Arrepio-me cravejado pelo teu sorriso
A tua voz silenciosa me é perfume
O teu olhar, a luz que preciso
O teu coração o meu lume
Um calor vindo dos céus!
Que bom sentir a mão do Senhor
Saber que me olhas desse cantinho
Que bom sentir o teu odor
Que me chega em teu carinho
Obrigado Anjo, vejo-te no horizonte do mar
Vens ter comigo em todas as marés
Namoro contigo ao molhar os pés
E sinto o teu abraçar
Sou um homem feliz por te ter
Sou um ser privilegiado
Amado por quem me sabe ler
Em sentimentos de um adorado
Meu Deus? Quanta alegria!
Amor vindo do céu
A dádiva em poesia
Ser eu…

José Alberto Sá

Molhado ao luar


Molhado ao luar

O mar e a lua
A água que molha
O luar que me ilumina
Nuance nua
Menina, a minha escolha
Bela, doce e fina
Imagino-te imensa como o mar
Teu corpo são ondas de prazer
És o bailado do cisne no seu voar
Penas brancas de enaltecer
Suave em cada gesto teu
Bailas de vestido de transparente
Teu corpo modelado me atrai
Parece vindo do céu
Numa luz incandescente
Que me penetra, sem um gemido,
sem um ai
Por isso te imagino meu mar
Pela humidade que em mim provocas
Por isso te imagino a minha lua
Essências marotas
Pecado, carne crua
Meu mar, minha paixão
Sou teu de coração
Minha lua, meu luar
Sou teu
Tu és minha para amar
És o cisne que dança sem véu
Peitos atraentes
Vénus do céu
Mar e lua em mim, permanentes
Comoventes sentidos
Sem queixume, sem gemidos
O amor pelo mar
A minha paixão pela lua
Ambos apetecidos
E o amor continua…

José Alberto Sá

terça-feira, 5 de junho de 2012

Desassossego


Desassossego

S onho contigo acordado
O lhos repletos de humidade
N uances de um enamorado
H omem que esqueceu a idade
O tempo e a hora… Contigo

C onto clarões no escuro
O sexto sentido
N o subir de um muro
T entação de um olhar cego
I mitação de um beijo
G esto másculo que não nego
O prazer debaixo do castigo

A njo que me acordas
C onto as vezes que te quero
O abraço apertado, tuas masmorras
R oupa despida em meu desespero
D ilúvio em meu sonhar
A njo do outro lado do mar
D oido sonho acordado
O lhando para ti a meu lado

S empre presente
E m noites caladas
M omento, vontade quente
P razer em noites naufragadas
R emando contra a maré
E rguido na vontade, minha fé

José Alberto Sá

segunda-feira, 4 de junho de 2012

A lenda


A lenda

Caída numa fenda,
a semente desapareceu
No escuro se escondeu
E dela nasceu uma lenda
A luz da vida...
Prisioneira de frios ventos
Forte se agarrou à terra
Prisioneiro de maus momentos
No medo se silenciou sem guerra
A luz da vida a alimentava
As duras rochas a cercavam
Chorou...
E da sua humidade desabrochou
Cores que a ornamentavam
E prisioneira foi crescendo
Sempre acreditando na luz
Sempre em amor foi absorvendo
Um lugar em Jesus
A luz da vida...
Um dia, apareceu por entre a fenda
Abriu seus braços ao mundo
Ofereceu ao sol uma prenda
Nascida pelo desejo profundo
O amor pela luz do céu
A luz da vida que lhe apareceu
Assim nasceu a lenda
De uma flor que presa estava
Entre rochas numa fenda
Mas que a luz de Deus amava
Uma vida não é prisão
Mesmo presos temos de procurar
A luz de um coração
Uma luz para amar

José Alberto Sá

Bebo teu sangue


Bebo teu sangue

Uma mordida suave
Um pescoço perfumado
Boca sequiosa que se abre
Um beijo quente e molhado
Sou vampiro…
Sou aquele que te beija
Na mordida que admiro
Sugo o sangue de dentro de ti
Sou o vampiro que te deseja
Num pescoço onde escrevi
Sou vampiro…
Sou a doce dentada
Menina perfumada
Doce, bela e carente
Mordida docemente
Pelo meu dente que te arrepia
Menina magia
Sou vampiro…
Na minha cede, minha vontade
Amo sentir o calor do teu pulsar
Delicada vaidade
Ser mordida pelo luar
O crepúsculo dos meus olhos
Penetração da íris num peito decotado
Rasgo nos folhos
Seios erectos, pelo prazer devorado
A mordida do vampiro
Na minha vontade, na tua
O sexo que respiro
A noite, o pio, a lua
Minha mordida
Sou vampiro…
Menina nua

José Alberto Sá

Entre mulheres


Entre mulheres

L entamente absorvia
E spasmos e gemidos
S erventes fluídos
B eleza que me consumia
I mitação do céu
A carícia que me arreliava
N uances de corpos ao léu
I ntriga nos meus olhos… Adorava
S ulcos de corpos unidos
M esclada envolvência
O mel e açúcar, apetecidos

E eu contabilizava a cadência
S ons arrepiantes
C ultura de um apetecer
O néctar das amantes
L esbianismo em pura essência
H ino do prazer
A união feminina

O medo hipnótico
U m momento por mim acima

P ecado erótico
R ealidade actual
A mar sendo igual
Z umbidos, sussurros ou verdades
E sta é a razão do gostar
R asgar mentalidades

José Alberto Sá