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segunda-feira, 4 de junho de 2012

Entre mulheres


Entre mulheres

L entamente absorvia
E spasmos e gemidos
S erventes fluídos
B eleza que me consumia
I mitação do céu
A carícia que me arreliava
N uances de corpos ao léu
I ntriga nos meus olhos… Adorava
S ulcos de corpos unidos
M esclada envolvência
O mel e açúcar, apetecidos

E eu contabilizava a cadência
S ons arrepiantes
C ultura de um apetecer
O néctar das amantes
L esbianismo em pura essência
H ino do prazer
A união feminina

O medo hipnótico
U m momento por mim acima

P ecado erótico
R ealidade actual
A mar sendo igual
Z umbidos, sussurros ou verdades
E sta é a razão do gostar
R asgar mentalidades

José Alberto Sá

domingo, 3 de junho de 2012

Transpiro...


Transpiro...


Rebolo no quarto
Deitado na cama
Sozinho e farto
Esperando por quem não chama
Transpiro...
Esfrego-me no lençol
Apertando o pano em mãos ansiosas
Quero sentir-te... Meu girassol
Nas roupas despidas e apetitosas
Por ti... Transpiro...
Rebolo sozinho e nu
Em lençóis perfumados
Imaginando que sejas tu
Rebolo beijando teu corpo,
como quem chupa rebuçados
Transpiro...
Suores de vontade, mas sozinho
Reviravoltas em louco fervor
Saboreando aquele sonhozinho
Que entres pela porta e digas: Meu amor
Transpiro...
Transpiro saudades do teu corpo de luz
Rasgo os lençóis, esperando por ti
Sofro sozinho a minha cruz
Na esperança que me toques
e digas: Estou aqui...
Transpiro...
Querendo ouvir o teu chamar
Transpiro...
Querendo sentir a chama que me satisfaz
Abraçar-te... Amar
Mas transpiro...
Porque não estás
Vem ter comigo e dá-me o teu calor
Transpira comigo
Suores de uma semente em flor
Transpira comigo... Meu amor

José Alberto Sá


sábado, 2 de junho de 2012

Um dia serás minha


Um dia serás minha

Chamei-te amiga…
Eu não sabia como dizer
E tu respondes-te... Adoro-te
E uma lágrima não consegui conter
Agora imploro-te…
Amiga do meu coração
Não me abandones, preciso da tua luz
Talvez seja vontade de Jesus
Seres tu a minha paixão
Amiga…
Linda como a rosa
Imensa como o mar
Perfeita em minha prosa
Amiga do meu amar
Hoje sinto-me o sol no deserto
Só o suave vento me visita
Trazendo no seu colo o teu aperto
Translúcido amor que me excita
Amiga perfumada que me cativa
Essência de mel que me aromatiza
Fragrância de mil flores, amor da vida
Amo-te,
és a cor que me matiza
Amiga…
Tão longe e tão perto de mim
Sem nunca te ver, te quero
Sem nunca te sentir, és um jardim
Somente em palavras és quem espero
Querida…

José Alberto Sá

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Meu anjo eu sei...


Meu anjo eu sei…

O que te vou fazer
Imagina…
Levar-te ao mundo a derreter
Ou numa canoa rio acima
Quero que sonhes somente
Com a luz que de novo me iluminou
Que sonhes num mundo docemente
Num rio que connosco ficou
Lava incandescente do teu olhar
Calor imenso, do teu sorriso
Palavras doces, do teu sonhar
O sonho acordado a lava que preciso
O que te vou fazer
Imagina tu…
Levar-te sobre as nuvens e conhecer
Um amor belo, suave e cru
O meu apetecer
É isso que te vou fazer
Imagina com que voracidade
Poder te conhecer
E contigo andar em liberdade
Sonho e espero a vida inteira pelo momento
Amada, linda e perfumada amiga
Vejo-te nas águas do rio e no vento
Serás a semente, o anjo, na seara a espiga
É isso que te vou fazer
Imagina o amor que te desejo
Um dia
Um segundo
Um beijo
Alegria
Bem fundo
Numa vida que prevejo
Eu e tu
Corpos abraçados
Corpo doce, o teu… Nu
Em meus braços apaixonados
Um anjo que não me quis esquecer
Me vergo a esse louvor
É isso que te vou fazer
Dar-te todo o meu amor

José Alberto Sá

Papel rasgado


Papel rasgado

Tocando o vento
Um papelinho me acenava
Reflectia luz no branco da sua cor
Parei um momento…
Olhei-o fixamente… E ele continuava
Acenando na brisa como uma flor
Um simples papel caído no chão
Rasgado de outro bocado
Sobressaía do alcatrão
E chamando-me à atenção!
Acenou-me num gesto apaixonado
Parado…
Apeteceu-me lhe tocar
Ele com o seu brilho continuava a acenar
Como quem me dizia
Anda…
Estou aqui
Senti alegria
E verguei-me para o apanhar
Na minha mão…
Quatro letras gravadas na sua luz, eu li
“Amor”
Sentiu-se confortável, parou de acenar
Somente permaneceu na sua cor
Mas fez-me sonhar
Senti no meu coração…
Caminhei estrada fora
O papelinho? Atirei-o no ar
E quando caído no chão
Agradeceu-me o momento
A luz do sol, a brisa do vento
E continuou a acenar

José Alberto Sá

Estimulante


Estimulante

Estimulante é a chave
A pena que de leve cai
O algodão no corpo suave
Um fogo, um gelo, um ai
Um dedo perto do precipício
A língua húmida a salivar
O medo ou ansiedade, o início
O brilho depois no respirar
Estimulante…
É o vento que me traz o teu cheiro
Na tua ausência…
O dormir agarrado ao teu travesseiro
Numa pura insistência…
… O amor
Estimulante…
É sentir o perfume do teu sorrir
Uma carícia, um beijo
Um tactear a subir
Pelas pernas, na procura do desejo
Estimulante…
Pureza sublime em suspiros
Humidade e contracções
Apertar entre as mãos dióspiros
E sentir erupções
Estimulante…
Prazer num deslizar em elegância
Milímetro em milímetro… Estimulante
Penetrar em doce ganância
E de tudo saciar, naquele instante


José Alberto Sá

Rosa


Rosa


Ontem aquele rebento
Floriu…
Ontem aquele rebento
Quis olhar-me…
Hoje este rebento
Me sorriu…
Hoje este rebento
Disse amar-me
Amanhã espero o cair das suas pétalas
No meu chão…
Amanhã espero o cair das suas pétalas
E apertá-las em meu coração
Depois…
Esperarei que de novo floresça
Esperarei que possa novamente olhar-me
Esperarei que amadureça
Para de novo… Amar-me
Então…
Apanharei todas as pétalas novamente
Colocarei em meu coração
Apertadas em minha mão
Ficarão comigo para sempre
Uma flor que me é querida
Em cada letra desta prosa
Para toda a vida
Uma rosa

José Alberto Sá