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sexta-feira, 13 de abril de 2012

Eu... Sim eu...


Eu... Sim eu...


Não interessa se me sentem

Eu sinto...

Não interessa se me mentem

Eu não minto...

Eu... Sim eu... Sinto o tempo

Sinto o mar

Sinto o vento

Eu... Sim eu... Sei amar

Fui emprestado à vida

Fui aqui deixado por um momento

Um segundo nesta roda com partida

Um estalido de dedos... Um alento

Não interessa se me ignoram

Eu não ignoro...

Não interessa se não me falam

Eu falo...

Eu... Sim eu... Sei onde moro

Nas ruas que me embalam

Eu... Sim eu... Sei quando calo

No silêncio dos gemidos

Vim ao mundo dos queridos

Amar para ser amado

Por vezes rejeitado...

Mas vim... Agora caminho por aí

Num caminho de palavras de amor

Eu... Sim eu... Aqui cresci

Fiz-me homem... Pecador

Não interessa se não me amam

Eu amo...

Não interessa se não me abraçam

Eu abraço...

Esta é a árvore da vida... Eu sou um ramo

Esta é a minha viagem... Meu espaço

Eu... Sim eu... Nada pedi

Somente me interesso porque nasci

Eu... Sim eu... Sou um segundo

Um tempo que é já ali

O fim do mundo

Eu... Sim eu...

Sou mais um vindo do céu


José Alberto Sá

Eclipse de amor


Eclipse de amor


Eu vi sentado nas cores

Amor...

Eu vi olhando as pedras do mar

O tempo a ficar escuro

Por favor…

Quero subir em odores

Trepar pelo escuro… Sem quebrar

Por favor… Juro

Quero colocar uma pedra de face lisa

Colocar na perfeição, outra em cima

Agora… Vou subir sobre as duas… Sentir a brisa

Escrever no alto, mais uma rima

A lua continuava a sua dança

Coloquei mais uma pedra… Já eram três

Subi como uma lança

E quis espreitar desta vez

Tudo continuava escuro… Era a lua

Uma menina nua

Que se escondia

Coloquei mais uma pedra… fiz uma pirâmide

Subi querendo ver a luz do dia

Treparei pela vontade Unânime

O meu querer…

Vontade de toda a luz ver

Vontade de ver a lua passar

E na sua luz me amar

Então…

Coloquei mais uma pedra… Queria vê-la

Subi… pedra a pedra, sangrando

Cheguei ao cimo… Senti o toque de uma estrela

Senti-me amando

No cimo daquelas pedras… Eu vi o eclipse lunar

Vi o brilho das ondas do mar

Senti-me feliz

Numa construção de raiz

A lua na sua viagem

A minha miragem

Pedra a pedra construída

Pedra ferida

Pelo meu sangue verdadeiro

Desci… Amei a luz… sabendo não ser o primeiro

Mas…Amei e desejei

O amor aventureiro


José Alberto Sá

Somente tu...


Somente tu…


O céu se cobriu de pombinhas brancas

Eram tantas… Tantas!

Brancas de puro algodão

Que louca sensação!

Batiam as asas suavemente

Todas branquinhas

Pensei que eram minhas

Olhem o meu céu… Meu coração sente

Vejam a pureza do meu céu

Vejam como são todas iguais

Perninhas ao léu

Olhos de amor

Asas de veludo… Perfume jasmim

Cânticos melodia… Alma de Tenor

Vejam… Vieram até mim

O céu se cobriu de aves milagrosas

Encheu-se de meninas vaidosas

Que voaram até ao sol

Desaparecendo no horizonte

No chão pétalas de girassol

Uma pena… Uma ponte

Uma travessia… Uma fonte

Elas se foram…

A mais bela ficou… Branquinha como a espuma

Uma pombinha que me quis conhecer

Sorriso doce… A mesma pluma

Olhei-a… Conhecia…

Amei-a… Magia…

O céu se cobriu de pombas brancas

Todas se foram… E eram tantas

Mas uma ficou

A que me amou

Jamais irei esquecer… Aquele dia

O dia em que o céu foi meu

Jamais esquecerei tanta alegria

Naquela pombinha que é o meu céu


José Alberto Sá

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Vós que voais


Vós que voais


A ndorinhas…

N uances de negro breu

D ádivas de um coração que é meu

O lhai por mim meninas

R asai por entre as ruas

I rmãs dos ventos

N egritas meninas nuas

H ino dos tempos

A lmas da primavera

S alvai-me… Ai quem me dera


V oai sobre o céu

O ndulai sobre a maré

A mai os meninos nascidos ao léu

I rreverentes da fé


S oltai-vos e alegrai-me

O meu sorriso é vosso

B ondosas meninas, beijai-me

R ezo pelo mundo… Pai Nosso

E m vós acredito… Meu coração


M eninas de penas de veludo

I mitação do voo dos anjos

M inhas em tudo


A rranjos…

V entos de emoção

E spero-vos em amor

S em vós não existe clarão


D onde vindes trazeis paz

E leva-me e me satisfaz


D oar-vos a essência de uma flor

E sentir a vossa aproximação

U m Deus que me é amor

S abe Ele, que vos amo de coração


José Alberto Sá

Metamorfose


Metamorfose


D erreto-me por sentir-te

E levo-me por querer-te

R ogo-me por pedir-te

R evejo-me por ter-te

E ntão…

T ransformo-me em alma

O meu ser é por ti transformado

-

M esclado pela calma

E m ti e por ti sou amado


P arti para me transformar

O nde te encontrei

R azão pelo meu amar


T ransformação que amei

I man deste derreter


A ssim serei

M esmo que me transforme

O meu ser está enorme

R ealmente me transformei


Porque amo e amarei


José Alberto Sá

Falsidade...


Falsidade…


Ser malicioso…

Duas faces na mesma cara

Gente rara!

Ser tenebroso…

Duas versões na mesma face

Gente sem disfarce!

Apertos de mãos escondidas

Dez dedos…

Medos!

Mentes feridas

Sorrisos disfarçados

Tonalidade amarela

Rosto sem janela!

Tarados…

Donos do vazio…

Reis da arrelia

Mentes com mania

Corpos sem equilíbrio… No fio

Vontades de gostar, sem gosto

Cara sem rosto…

Pessoas perversas

Que falam sem conversas

Dizendo que são…

Mas não!

São a vergonha do mundo

São o poço sem fundo

As mentes do mal

Ordenam sem poder

Pensando fazer sofrer…

Gente animal…


José Alberto Sá

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Eu...


Eu…


J ovem respeitador

O lhos claros, verde tom

S ensível de coração

É um sonhador


A lma aberta

L iberto na expressão

B ondoso e carinhoso

E stimado poeta

R esponsável, amigo do irmão

T eimoso

O amigo escritor


S audável e ambicioso

Á razão do seu amor


José Alberto Sá