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terça-feira, 20 de março de 2012

Atrevo-me


Atrevo-me


Atrevo-me em dizer o que sinto

Sinto o meu corpo despido

Atrevo-me a dizer que não minto

Meu corpo nu, o poder de cupido

Sinto uma vontade cega

Muito querer, muito calor

Atrevo-me a dizer, que amo o corpo que nega

Atrevimentos de amor

Sinto o que meus dedos desejam

Meu corpo sabe o que sente

Olhos de luz, quantos corpos não beijam

Menina que sinto, num corpo que não mente

Atrevo-me a dizer o que quero

Sinto meu corpo levitar

Pedindo o pecado… Desespero

Vontade de um corpo amar

Atrevo-me a não silenciar

A liberdade do meu gostar

Sinto meu corpo procurar

Sentimentos perdidos nas entranhas

Sinto meu corpo descer vales

Subir montanhas

Atrevo-me a explodir

A paixão do meu corpo nu

Atrevo-me a correr sem saber onde ir

E na viagem encontrar… Tu

Atrevo-me a te pedir

Sinto no corpo o estremecer

Vontade de contigo fugir

E unir-me contigo… O mesmo gemer

Atrevo-me a desabafar

Sinto o corpo em magia

Vontade de amar

Nos gemidos da poesia


José Alberto Sá

Minha amada


Minha amada


Naquele dia…

O mar batia palmadas suaves

A areia permanecia quieta

A espuma soltava-se e voava

No céu das lindas aves

O horizonte no seu fio era a meta

Ao longe a cidade dormia

Era noite, hora que amava

A pedra húmida estava fria

E eu esperava, naquele dia

O vento soprava rajadas de perfume

Maresia e saudade

Uma fogueira dentro de mim era lume

Sozinho esperava e sentia liberdade

Naquele dia queria ser preso

Preso pela noite, pelo luar

Contei as estrelas, amor ileso

Naquele dia… Esperei… Esperei…

Nada… Sozinho continuei

O mar… a lua… o vento…

Fizeram-me companhia

Naquele dia contei o tempo

Não houve magia

Escrevi… Escrevi poesia

Recitei para o mar, único a escutar

E ao levantar… o sol nascera

Tinha uma namorada

O papel na mão

Uma paixão esperada

A minha poesia, a minha amada


José Alberto Sá

segunda-feira, 19 de março de 2012

Terra do céu


Terra do céu


Quando olho para cima

Sinto os pés firmes no chão

Quando olho o céu e as estrelas...

Sinto no meu coração

Os dias e as noites mais belas

...

É quando grito sem eco

No cimo... No ponto mais alto

Quando sonho e prometo

Num chão que não é de asfalto

Terra... Mar... Igual ao céu celeste

Igual ao amor que me deste

Igual... Ao meu sentir

É quando olho para cima

E vejo o chão que me rima

Um chão que me vê sorrir

...

É quando olho o infinito

É quando sinto os pés firmes e verdadeiros

Sinto no cimo a fé que acredito

Num chão de flores e canteiros

...

Quando olho o além

Vejo um chão de ninguém

Terra igual ao ar que respiro

Num céu perfumado que admiro

É quando olho e tudo vejo

Um céu de terra semeada

Numa terra igual ao beijo

Terra e céu da minha alma

Céu da minha calma

Céu e Terra a minha caminhada


José Alberto Sá

Meu pai


Meu pai


Pai…

Eu não me canso de te olhar

Tuas conversas são fáceis de compreender

Tuas palavras são dádivas do mar

Teus gestos são o meu aprender

Pai…

Quanto tempo nos resta

Quantas coisas ficarão por dizer

Quantas visões dos dias de festa

Me lembrarei meu pai… Meu saber

Eu não desisto de te copiar

Sinto-me orgulhoso do teu abraço

Meu pai… Sábio da vida, da terra e do ar

Meu amigo… Cópia de tudo que faço

Pai…

Eu não me canso de te amar

Tua companhia é pouca, queria mais

Queria sentir o infinito abraçar

O apertado carinho…

A perfeição de quando falais

Em família… Nosso ninho

Eu não me canso… Pai…

De ter medo de um dia não poder

De um dia não te ter

Para falarmos… Tenho medo desse frio

De um dia não existir brio

Medo do sentimento da tua ausência

Pai…

Quanta inteligência…

Perfeição… Um lindo coração

Eu não me canso de gostar de ti

Fica ciente… Serei teu seguidor

Meu pai será minha vida se ela me sorri

Meu pai será minha vida em amor

Meu pai… Obrigado pelo que sou

Por ti recebi o amor mais profundo

Por ti eu dou

Pai… O melhor do mundo

O meu pai…


José Alberto Sá

domingo, 18 de março de 2012

O milagre existe!


O milagre existe!


Existem mil cores

O milagre do meu olhar

Existem mil palavras

O milagre do meu escutar

Existem mil amores

No milagre de amar

Existem mil segredos

No milagre das terras onde lavras

Existem mil vontades

No milagre da perfeição

Existem mil enredos

No milagre do coração

Existem mil saudades

No milagre da devoção

Existem mil... Muitos mais

Milagres por fazer

Existem tantos que jamais

Saberei contar

Jamais saberei ver

Jamais saberei ter

Existem mil céus e universos

No milagre das prosas e versos

Existem mil alegrias

No milagre das poesias

Existem mil amigos

No milagre da compreensão

Existem mil abraços

No milagre da minha mão

Existem mil... Muitos mais

Existem mil... Sonhos por sonhar

Mil... Muitos mais...

Para vos dar


José Alberto Sá

Palavras/vozes


Palavras/vozes


Falarido, conversas que atravessam

Quebrando o real silêncio do tempo

Gritarias em vozes altivas

Gaguejantes tragos que se dispersam

Zumbidos ao vento

Timbres suaves e berrantes

Vozes despidas

Palavras brilhantes

Palavras constantes

Palavras pobres, mal ditas

Palavras pontuais

Vozes malditas em tom de fitas

Vozes ditas normais

Conversa do momento

Quebrantos de esquinas

Conversas em rimas

Palavras gravadas no esquecimento

Berros de perdição

Vozes levadas no pecado

Ondas vibrantes, numa canção

Palavras de um livro desfolhado

Conversas de amor

Conversas de alegria e prazer

Sussurros de ofegante calor

Palavras e sonhos... Ler

Namoro dito, voz gestual em sintonia

Movimentos de boca

Vozes caladas

Quanta alegria

Gemidos de uma louca

Na magia das palavras


José Alberto Sá

sexta-feira, 16 de março de 2012

Amo-te


Amo-te


Amo-te…

Porque me arrepio

Se digo… Amo-te

Amo-te é ser eu… Para ti

Amo-te é ser eu… Para vós

Amo-te é ser eu… Aqui

Amo-te é ser eu… Nesta voz

Amo-te…

Porque me excito

Se digo… Amo-te

Amo-te é ser eu… Porque acredito

Amo-te é ser eu… Em coração

Amo-te é ser eu… Em amor

Amo-te é ser eu… Sintam a emoção

Amo-te é ser eu… Sintam o calor

Amo-te…

Porque me apaixono

Se digo… Amo-te

Amo-te é ser eu… Sendo o dono

Amo-te é ser eu… Dono da felicidade

Amo-te é ser eu… Dono da verdade

Amo-te é ser eu… Um ser sonhador

Amo-te é ser eu… Devorador da paz

Amo-te é ser eu… Aos vossos olhos, um rapaz

Amo-te…

Porque me dou

Se digo amo-te

Amo-te é ser eu… Dado em harmonia

Amo-te é ser eu… Ser vida, ser luz

Amo-te é ser eu… Amando de noite e dia

Amo-te é ser eu… Amando Jesus

Amo-te é ser eu… De mente crescida

Amo-vos… A todos… Vocês são a vida


José Alberto Sá