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sexta-feira, 16 de março de 2012

À janela


À janela


Cansado pelo tempo passado

Sonolência nos olhos

Dores de costas

O meu querer, o meu estado

Pela menina de folhos

De vestido decotado

Provocante em tudo que mostras

Quando passas e eu aqui debruçado

No parapeito da janela

Menina doce… Menina bela

E eu…

Ao frio

Ao sol

À chuva

Pelo teu perfumado brio

Pelo teu sorriso de girassol

Pelo teu olhar da cor uva

E eu…

Sempre na esperança

De poder saltar… Pelos meus desejos

Poder correr… Se me chamasses

Poder sentir os teus beijos

Poder te abraçar… Se me levasses

Cansado de puro amor

O meu espreitar à janela

Olhando-te e quase sentindo teu calor

Menina de folhos e lapela

Menina do meu sonho

Donzela

Menina do perfume onde me ponho

Só para te ver passar

Só para te ver caminhar

Em passos de bailado

Um coração apaixonado

No parapeito do meu sonhar

Já nada me faz doer

Já nada me cansa

Quero te sonhar… Quero-te ver

Enquanto houver esperança


José Alberto Sá

quarta-feira, 14 de março de 2012

Sereno


Sereno


Não te perdi…

Não perdi o teu olhar

Não perdi o teu carinho

Não perdi a esperança

Não perdi o teu amar

Não te perdi, nem um pouquinho

Não perdi a tua dança

Não perdi o teu ser de criança

Não perdi o teu beijo

Não perdi o teu odor

Não perdi o teu desejo

Não perdi o teu amor

Não perdi o amor que desejei

Porque ainda não te ganhei


José Alberto Sá

Ser poeta em vós


Ser poeta em vós


D ivido-me, sendo eu para vós

E levo-me em palavras que escrevo

S eparo-me em gritos… Alta voz

C ancioneiro na partilha… Se me atrevo

U ma golfada de ar dos vossos corações

L embranças do mundo que recebo

P artilhas de amor e emoções

A lianças com o bem… A sorte num trevo

S ensações de hipnose


A lmas em simbiose

O lhos de luz em partilha


M omentos de abraço meu, a vós dado

U m mundo que nos maravilha

N omenclatura de um beijo dado

D ádivas do meu ser

O ndas da minha vontade


C anções do meu silenciar

O mnipresente no meu dever

M ásculo em amor e liberdade


A bro-me para todos sem escolha

M eus poemas, recebereis em vosso luar

O meu desejo real, como a chuva que molha

R azão deste meu amar


José Alberto Sá

terça-feira, 13 de março de 2012

Sonho apetecido


Sonho apetecido


Só queria…

Só queria planar ao vento

Só queria ser pássaro e voar

Só queria sentir o tempo

Só queria ser a luz do luar

Só queria o calor do sol

Só queria o silêncio da lua

Só queria a beleza do girassol

Só queria sonhar e ver-te nua

Só queria…

Voar no vento da alegria

Ser pássaro cantante

Ser nas horas um louco amante

Olhar a lua e namorar

Só queria...

Sentir o sol de um louco amar

Silenciar-me na sombra do luar

Beijar o girassol… Sentir seu perfume

Olhar-te nua… Acender meu lume

Só queria…

Que a minha alegria, no vento viesse

Que o meu sorrir fosse o pássaro no ar

Que as horas chegassem e me enaltecesse

A vontade de ser a lua prateada

Abraçar-me ao luar

Sentir-te nos braços menina amada

E te oferecer uma flor

Um girassol de amor

Só queria…

Que nua me tivesses

E no querer, não mais esquecesses

Que eu… Só queria…


José Alberto Sá

Corrente de saudade


Corrente de saudade


Junto ao rio olhava a corrente

Corrente de saudade…

Saudade levada num rio de amor

Saudade...

Tocar na água fazia crescer,

em mim a semente

O nascer da vontade

Num rio de pétalas em flor

Olhar a corrente e ser levado

Em corpos unidos

Corpos despidos

E purificados pelo beijo não dado

Beijo delicado na corrente do desejo

Húmido e apetecido… O sol saboreado

Um beijo… Um rio molhado

Um rio de água em toda a pureza

Amor numa saudade, uma certeza

Que ao olhar eu te imaginava

Num rio que a corrente levava

Tua beleza, teu carinho, teu perfume…

Num rio onde sonhava

Sonhos levados pela corrente do sono

Um sono de queixume

Em noites mal dormidas

Dias sem dono

Num rio onde sarava minhas feridas

Te ter só para mim… Que vontade

Te ter junto da minha corrente

Em águas de cetim

E ser levado para sempre

Que saudade…

Volta para mim…


José Alberto Sá

segunda-feira, 12 de março de 2012

Assim te vejo


Assim te vejo


És...

Esta...

Estalactite

Que do céu desce

És...

Esta...

Estalagmite

Que no chão cresce

És...

Mar...

Maravilha

Que em maresia te desejo

És...

Mar...

Maravilhosa

A maresia de um beijo

És...

Rosa...

Rosada

Menina que delicada

És...

Prosa...

Poesia

Menina da minha alegria

És...

Ama...

Amada

Perfume do meu coração

És...

Amor...

Amor-perfeito

Com quem me deito

Na minha paixão


José Alberto Sá

domingo, 11 de março de 2012

Quero despir-te


Quero despir-te


Sinto a viscosidade,

de um diospiro

Corpo mitral e angelical

Pele de louca tonalidade

Diospiro sem casca... Apetitoso

Carne... Meu pecado mortal

Milímetro em milímetro, um suspiro

Um dedo que desliza

Um olhar que paralisa

Um diospiro cremoso

Corpo macio, com pele... Ou sem

Cor do fogo quando brasa

Ardente e sedento quando se tem,

um diospiro no corpo que arrasa

Na vontade de alguém

Quero comer-te no meu sorrir

Quero-te somente despir

Quero sentir o rasgar da pele nua

Caída no chão

Te seguro cremosa polpa no espreitar da lua

Como quem segura um coração

E sente o seu pulsar

O seu sangue brilhante

No meu mordiscar

Ser num instante

Simplesmente doce e puro

O despir de um diospiro... Maduro


José Alberto Sá