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domingo, 11 de março de 2012

Quero-te dizer...


Quero-te dizer...


Boca seca

Pó da terra

Áspero arranhar de língua

Secura da vontade que peca

Pó da serra

Do mato

Boca seca pela coragem

Áspero cacto

Que me arranha

Secura na entranha

...

Pó de sufocante respirar

Boca sem vontade

Picado falar

Raspa de limão

Palavras em metade

Pó bolorento

Ferido coração

Paladar peganhento

Boca ensanguentada

Ferida

Pelo trago da vida

Boca calada

...

Pó... Na palavra perdida

Palavra partida

Boca seca pelo grito

Que não se deu

Boca seca pelo dito

Que não aconteceu

Boca de seco prazer

Uma palavra sem sofrer

De uma boca que quer dizer... Amo-te


José Alberto Sá

sexta-feira, 9 de março de 2012

Uma porta, uma luz...


Uma porta, uma luz...


Ajoelhado no escuro,

olhava a porta aberta

A luz ténue que entrava era de cor lilás

Luz com vergonha, pouco desperta,

de raios tristes desmaiados no chão

Tentando iluminar meu corpo, um corpo que jaz

Rezando… Olhando a luz da minha reflexão

Olhava a porta aberta sem vontade

Olhos húmidos, crivados de amor

Boca seca… Boca calada pela claridade

Mãos erguidas no meu rezar… Senhor!

Esperava que alguém entrasse

Somente o silêncio sentia em meu pensar

Esperava que alguém me amasse

E entrasse com a luz do meu rezar

Lá fora nem o vento se fazia

Só o tempo continuava a contar

Em relógios do meu sonhar

Numa porta aberta que nada me trazia

Somente uma luz ténue de cor lilás

Ganhei coragem e espreitei o lado de fora

Caminhei ao encontro da luz

Uma luz que me abraçou sem demora

Uma claridade de amor… Presença de Jesus

Reflectida na cor lilás do meu sonhar

Uma porta aberta para Deus

Uma luz Ténue pelo medo e ingenuidade

Luz de amor e desejos meus

Numa porta aberta à verdade

Ao medo de acreditar

Que existe sempre uma luz lilás

Pronta a nos amar

Nas portas da frente, nas portas de trás


José Alberto Sá

Sedento por ti...


Sedento por ti…


Sedento por rios de mil cores

Sedento por mares de mil marés

Sedento por jardins de mil flores

Sedento por ares do amor que és

Sedenta menina…

Sedento por ti, pequenina

Sedento pelo teu corpo nu

Sedento pelo teu respirar suave

Sedento e virgem por ti…

Sinto-me cru

Sedento em voos de uma ave

Sedenta menina… Procuro

Sedento por fruto exótico

Sedento no saltar do muro

Sedento pelo teu corpo… Hipnótico

Sedento de aromas provocantes

Sedento por ti, meu rebento

Sedenta em ondas hilariantes

Sedento por ti, não aguento

Sedento do teu néctar, meu mel

Sedenta menina de olhos brilhantes

Sedento por ti, mesclado farnel

Sedento por ti, vontades constantes

Sedenta menina… Que me atrai

Sedento pelo teu olhar

Sedento por um momento… Entra e sai

Sedento por te amar


José Alberto Sá

Meu coração


Meu coração


A nta minha terra

N asci em ti, flor celestial

T erra do meu Portugal

A lma de aromas da serra


E rguida em amor e paixão

S ábia terra de coração e carinho

P átria da minha devoção

I rís do mar… Meu ninho

N ascida na alma… Do peixe e da rede

H ino da costa verde

O ndas do mar… És Espinho


Esmojães, Anta e Espinho, terra de mar.


José Alberto Sá

Conquista


Conquista


Quando se conquista o sol

Que mais existe?

Talvez um ser Celeste

A quem o corpo não resiste

Uma fragrância de girassol

O brilho único que me veste

Roupas de amor

Raios de luz em sintonia com o luar

Pétalas de um corpo em flor

Uma conquista para amar

O sol, magia num sorriso

Nada mais belo… Somente eu

Nada mais suave… Somente a brisa

Corpo despido… Noiva sem véu

Vontade em conquista… Sem camisa

Um corpo nu…

Conquista do sol… Teu corpo despido

Astro celeste… Tu

Uma estrela, uma conquista… Cupido

Coito entre sol e lua

Fragrância e essência em louca sedução

Astro conquistado, menina nua

Uma conquista de meu coração

Poder sobrenatural…

Instinto animal…

Amor por um sol em sintonia

Conquista da minha alegria

Ao som do mar, nas aragens de maresia

Ao luar da noite, à luz do dia

Conquista…


José Alberto Sá

quinta-feira, 8 de março de 2012

Musa ou Diva, eu que o diga


Musa ou Diva, eu que o diga


Ser a essência mais bela

É ser flor

Ser o biscoito mais doce

É ser fragrância de mel

Flutuar nas ondas, ser caravela

É ser amor

É ser o mais delicioso doce

É ser poema no papel

Ser o aromatizar do queixume

É ser feminina, ser perfume

Ser o delicado beijo

É ser na vontade o desejo

Ser em contornos o arrepiar

É ter carinho, saber amar

Ser em palavras poesia

É ser leveza, ser magia

Ser mãe, doçura

Ser o meu querer

É somente ser mulher

Pura…


José Alberto Sá

Mulher


Mulher


S er o sol, ser calor

E m dias cinzentos

R ainha de muito amor


M ulher… Relógio dos tempos

U nidas e perfumadas delícias

L írios... Sabores dos ventos

H ino da beleza

E mblema de amor e carícias

R azão da minha certeza

S er mãe… Ser mulher

E ntendidas no carinho

R icas no receber


P erfeitas no cuidar do ninho

E las… Musas ou Divas

R ainhas ou princesas

F ragrâncias que perfumam… Amigas

U mas altezas

M ulheres somente

E ternamente


José Alberto Sá