A Fonte da MentiraOs meus olhos são a luz que ilumina a minha mente, eles guardam as imagens da minha vida e o que viram terá de ser relatado. Se não o fizer não faz sentido a minha existência, escreverei no papel com a luz dos meus olhos e no fim cegarei em paz.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Balança

Balança
Balança, onde os pratos equilibraram
Balança de mares que se juntaram
Nos pratos de um ser amado
Balança… Signo em perfeição
Meu signo em astros reluzentes
O marco do meu nascimento
Estrelas da constelação
Estrelas cadentes
Signo do meu tempo
…
Balança de pratos dourados
Chamam-te libra
Pensar brilhante, no corpo fibra
De braços amados
Menina de pesos e calibrações
Menina de amores e emoções
Menina somente
Balança… Signo da mente
…
Dos equilíbrios do mundo
Do amor profundo
Dos equilíbrios da vida
Menina… Amiga…
Balança…
No tempo esperança
No pensamento a lembrança
Na felicidade a bonança
Menina do meu signo… Minha dança
Balança…
José Alberto Sá
Bordados de amor

Quando o veludo geme
Voz altiva
Mesclado creme
De um cetim que me cativa
Amor…
Quando a penugem desliza
Calores e suores
Macieza que caracteriza
Vontades… Amores
Calor…
Quando a seara é vento
Ouro ou marfim
Terra de paixão… coito do tempo
Odores e fragrâncias de um jardim
Amor…
Quando as palavras são carinho
Os movimentos brisas de arrepio
Enlaces do mesmo ninho
Trapézio no êxtase do fio
Calor…
Quando o gesto é provocação
A humidade… Um vago que espremo
Louca combustão
Amor… Calor… Que não temo
José Alberto Sá
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Sonho acordado

Sonho acordado
Decidi não adormecer
Acordado quis sentir
A brisa do mar
A lua ao anoitecer
Os anjos a sorrir
A luz do luar
Tu…
Menina que ao meu lado dormia
Tu… O meu sexto sentido
Tu… A minha alegria
Tu… O mar comigo adormecido
Tu…
A minha decisão
A lua que me ilumina
Tu… O meu coração
Tu… O poema que em mim rima
Somente tu…
A fonte da noite não dormida
A vontade silenciosa do meu olhar
Tu… Felicidade acrescida
Tu… Meu sonhar
Meu ser
Tu… Meu anjo do amanhecer
Tu… O meu escrever
José Alberto Sá
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Mãos em desabafos

Mãos em desabafos
Raspei as mãos no chão
Queria sentir dor
Raspei no pó do alcatrão
Pó de pedra, louco ardor
Raspei e me libertei em sangue
Rio correndo pelas veias
Fruto sem casca... Lande
Seiva de desespero em minhas tareias
Raspei as mãos em pedra dura
Ferida em gritos de agonia
Raspei as mãos nas dores sem cura
Feridas de noite e de dia
Minhas mãos... Cintilantes
Mãos de medo... Trémulas
Raspadas pela revolta, em pedras brilhantes
Mãos ingénuas...
Mas triunfantes
Raspei as mãos no chão onde moro
Raspei as mãos onde imploro
Onde peço...
Onde raspo se mereço
As mãos do meu sofrimento
Mãos que escrevem
Mãos que são meu alimento
Mãos que não temem
Raspadas pelo tempo
Nas pedras do chão da vida
Mãos que ao relento
Escrevem desabafos sem medida
Minhas mãos...
Raspadas em escrita
Prosas e poesia... Irmãos
Das mãos...
De quem grita
José Alberto Sá
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Tatuado por ti

Tatuado por ti
Tuas mãos me tocaram
O arrepio fez erguer meu pensamento
Fechei os olhos, quis te sentir
Senti tuas unhas que arranharam
Senti teu respirar... O vento
Algo que me estavas a pedir
Meu corpo... Tatuado
Meu corpo para tua vontade
Meu corpo tresloucado
Meu corpo em tua vaidade
Senti novamente o arrepio
Com as unhas traças-te uma linha
O amor subiu por um fio
E adivinha...
Olhei para ti e demos um beijo
Olhei para ti e rolamos
Olhei para ti e... Tanto desejo
Olhei para ti e amamos
O arrepio saiu do teu apertar
O arrepio fugiu do meu amar
O arrepio foi o toque do amor
O arrepio foi suave... Uma flor
Senti-me suado
O amor e o desejo estavam a meu lado
De mãos deslizantes pelas costas
Senti-me tatuado
Pelo corpo que me mostras
Em mim cravado
José Alberto Sá
