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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Balança


Balança


Balança, onde os pratos equilibraram

Horóscopo nivelado

Balança de mares que se juntaram

Nos pratos de um ser amado

Balança… Signo em perfeição

Meu signo em astros reluzentes

O marco do meu nascimento

Estrelas da constelação

Estrelas cadentes

Signo do meu tempo

Balança de pratos dourados

Chamam-te libra

Pensar brilhante, no corpo fibra

De braços amados

Menina de pesos e calibrações

Menina de amores e emoções

Menina somente

Balança… Signo da mente

Dos equilíbrios do mundo

Do amor profundo

Dos equilíbrios da vida

Menina… Amiga…

Balança…

No tempo esperança

No pensamento a lembrança

Na felicidade a bonança

Menina do meu signo… Minha dança

Balança…


José Alberto Sá

Bordados de amor


Bordados em amor


Quando o veludo geme

Voz altiva

Mesclado creme

De um cetim que me cativa

Amor…

Quando a penugem desliza

Calores e suores

Macieza que caracteriza

Vontades… Amores

Calor…

Quando a seara é vento

Ouro ou marfim

Terra de paixão… coito do tempo

Odores e fragrâncias de um jardim

Amor…

Quando as palavras são carinho

Os movimentos brisas de arrepio

Enlaces do mesmo ninho

Trapézio no êxtase do fio

Calor…

Quando o gesto é provocação

A humidade… Um vago que espremo

Louca combustão

Amor… Calor… Que não temo


José Alberto Sá

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Sonho acordado


Sonho acordado


Decidi não adormecer

Acordado quis sentir

A brisa do mar

A lua ao anoitecer

Os anjos a sorrir

A luz do luar

Tu…

Menina que ao meu lado dormia

Tu… O meu sexto sentido

Tu… A minha alegria

Tu… O mar comigo adormecido

Tu…

A minha decisão

A lua que me ilumina

Tu… O meu coração

Tu… O poema que em mim rima

Somente tu…

A fonte da noite não dormida

A vontade silenciosa do meu olhar

Tu… Felicidade acrescida

Tu… Meu sonhar

Meu ser

Tu… Meu anjo do amanhecer

Tu… O meu escrever

No papel até... Adormecer


José Alberto Sá

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Mãos em desabafos


Mãos em desabafos


Raspei as mãos no chão

Queria sentir dor

Raspei no pó do alcatrão

Pó de pedra, louco ardor

Raspei e me libertei em sangue

Rio correndo pelas veias

Fruto sem casca... Lande

Seiva de desespero em minhas tareias

Raspei as mãos em pedra dura

Ferida em gritos de agonia

Raspei as mãos nas dores sem cura

Feridas de noite e de dia

Minhas mãos... Cintilantes

Mãos de medo... Trémulas

Raspadas pela revolta, em pedras brilhantes

Mãos ingénuas...

Mas triunfantes

Raspei as mãos no chão onde moro

Raspei as mãos onde imploro

Onde peço...

Onde raspo se mereço

As mãos do meu sofrimento

Mãos que escrevem

Mãos que são meu alimento

Mãos que não temem

Raspadas pelo tempo

Nas pedras do chão da vida

Mãos que ao relento

Escrevem desabafos sem medida

Minhas mãos...

Raspadas em escrita

Prosas e poesia... Irmãos

Das mãos...

De quem grita


José Alberto Sá

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Tatuado por ti


Tatuado por ti


Tuas mãos me tocaram

O arrepio fez erguer meu pensamento

Fechei os olhos, quis te sentir

Senti tuas unhas que arranharam

Senti teu respirar... O vento

Algo que me estavas a pedir

Meu corpo... Tatuado

Meu corpo para tua vontade

Meu corpo tresloucado

Meu corpo em tua vaidade

Senti novamente o arrepio

Com as unhas traças-te uma linha

O amor subiu por um fio

E adivinha...

Olhei para ti e demos um beijo

Olhei para ti e rolamos

Olhei para ti e... Tanto desejo

Olhei para ti e amamos

O arrepio saiu do teu apertar

O arrepio fugiu do meu amar

O arrepio foi o toque do amor

O arrepio foi suave... Uma flor

Senti-me suado

O amor e o desejo estavam a meu lado

De mãos deslizantes pelas costas

Senti-me tatuado

Pelo corpo que me mostras

Em mim cravado


José Alberto Sá

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Choro...


Choro...


Quando eu choro...

Sei sempre o porquê

É dor... É o frio

Que não se vê

Quando eu choro...

É o corpo em arrepio

Em letras que ninguém lê

É onde moro...

Quando eu choro...

Meu corpo vazio

Corpo frio sem cor

Quando eu choro ...

Pode ser de amor...

Uma ponte sem rio

Onde imploro...

Quando eu choro...

As lágrimas escorridas

São sofridas...

Quando eu choro...

Sofridas são as de dor

Quando eu choro...

Por amor

E aí eu demoro...

A secar...

Quando eu choro...

A amar...

Onde moro...

Nas lágrimas do meu coração

Lágrimas do céu

Choradas no chão

Do meu olhar...

Se estou a chorar


José Alerto Sá