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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Quando reflicto...


Quando reflicto…


Penso…

Penso em ti todos os dias

Nos dias difíceis, nos dias de curtição

Penso em noites de calor

Penso em noites frias

Penso de coração

Penso em amor

Penso imaginando-te correndo

Penso imaginando-te ao vento

Penso que corro para ti... Sofrendo

Penso nas conversas, nosso tempo

Penso no teu olhar

Penso no teu sorriso

Penso no teu luar

Penso no que preciso

Penso na tua voz

Penso nas gargalhadas

Penso em falar contigo a sós

Penso em caminhar contigo de mãos dadas

Penso que o tempo demora

Penso que o tempo não quer

Penso que a vida é agora

Penso ao segundo nas horas do meu ser

Penso que um dia te vou conhecer

Penso que um dia o amor saberá

Penso que o mar é o teu merecer

Penso que um dia o sol brilhará

Penso…


José Alberto Sá

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Que mundo!


Que mundo!


M otivo de ter nascido

U m segundo apenas... Apareci

N ado, mas gritante

D oido momento apetecido

O ar que respirei, mas que não vi


D oido instante

E mbalado e palmado, para gritar


L ouco eu... Chorei

O utros se riram, risos sem lei

U m momento de felicidade

C horo e riso... Eu era rei

O menino sem verdade

S em saber o que hoje sei


O nascimento do meu ser


M undo apetecido me esperava

E mbalei em louca luta

U ma golfada do nada


Muita parra, pouca fruta...


José Alberto Sá

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Tempos...


Tempos...


Remendos...

Nas minhas calças... Meu casaco

Tempos gastos... Desafios

Usos em demasiado e metidos em saco

Trabalhos em calores, trabalhos em frios

Remendos do passado

Sem vergonha, sem sorrisos

Tempos amarrotados

Mal amado...

Remendos indecisos

Tempos aos bocados

Peneiros ou crivos da mendiguice

Humildade

Remendos da parvoíce

Remendos do pão sem vaidade

Remendos da aldeia

Roupa sem cor

Roupa esfregada na pedra da amargura

Calça rota, pé sem meia

Remendos sem amor

Vida gasta, vida dura

Remendos arrastados até agora

...

Roupas novas

Saudades de outrora

Tempos em remendos, buracos ou covas

Hoje, sentidos...

Os remendos que rompi

Hoje, destemidos...

Os remendos que vivi

Hoje... Agradeço os remendos do passado

Hoje... Mereço viver...

O outro lado


José Alberto Sá

Regresso


Regresso


Pensavas...

Pensavas tu, que nada mais seria

O pó da terra onde estiveste

O pó que levantavas...

Nos passos teus, minha alegria

Sensações de quando o corpo se despe

Pensavas...

Que o tempo te levaria

Que não mais respiraria

Que não me sonhavas...

Pensavas...

Lá longe, senti teu corpo junto do meu

Lá longe, senti meu corpo no céu

Esperei-te

No tempo do passado

Amei-te

Nas horas da noite, em mil vontades

Um ser por mim amado

Desejei-te

...

Vieste novamente ver o pó

A terra que me deixaste

O moinho que moeu sem mó

Um coração que na viagem levaste

...

Vem, serei feliz no teu rosto

Um abraço... Um beijo

Um sonho... Um gosto

Pensavas em mim... Eu te desejo

...

Talvez um dia o pó de teus passos

Fique para que sempre os veja

Talvez um dia vivamos em abraços

Desejo meu...

Num coração que te deseja


José Alberto Sá

Beijos


Beijos


B ebo-te suco carnudo

E ntre vontades da minha boca

I rradio de ti algo que não mudo

J arros de seiva… Semente louca

O lha-me em vontades

S acia a tua crença


M istura de sabores

O ndas de mil verdades

L ínguas revoltadas, nossa presença

H omem sou de loucos amores

A paixonado por beijos sequiosos

D ominados e apetitosos

O utro festim do amar

S ensações do molhado beijar


José Alberto Sá

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Para lá...


Para lá...


Para lá, depois do vento

Para lá, depois dos ciprestes

Para lá, depois do tempo

Para lá, da roupa que despes


Imaginei-te...


Para lá, depois do mar

Para lá, depois do rio

Para lá, depois do voar

Para lá, depois do frio


Sonhei-te...


Para lá, depois da canção

Para lá, depois da dança

Para lá, depois da ilusão

Para lá, depois da aliança


Amei-te...


Para lá, depois do amor

Para lá, depois do carinho

Para lá, depois do calor

Para lá, depois do caminho


Implorei-te...


Para lá, depois... Para cá

Para lá, depois adiante

Para lá, depois amanhã

Para lá, depois ser amante


Cacei-te...


Para lá, depois acabou

Para lá, depois nos unimos

Para lá, depois acordou

Para lá, depois de dormirmos


Aceite...


José Alberto Sá

Mal dizer...


Mal dizer…


Pobre…

Diz alguma coisa com validade

Porque mal dizes do amigo

Pobre…

Explica a tua revolta

Exprime a tua verdade

Fala comigo

Terás uma oportunidade

A tua volta…

Pobre…

P ouco importa palavras do nada

O lha em volta, estás sozinho

B ebe um pouco de amor

R evoltas-te numa vida parada

E descarregas sem pudor

P intas quadros errados

O teu ego está desfeito

B albúrdia são teus recados

R aiva que levas no peito

E stende a mão não sejas assim

P alavras direccionadas a mim

O podre é a pobre inveja

B ate em retirada e terás uma mão

R azão de um amigo que te deseja

E nlaces do coração


José Alberto Sá