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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

De novo...


De novo…


O sol regressou brilhando no mar

As ondas rebuliças pareciam de prata

Oh meu sol… Que menina grata

Que iluminaste em teu abraçar

Sol da minha tertúlia, meu rimar

Sol da minha canção do meu amar

Braços de calor que me penetraram

Aquecendo meu sonhar

Nas ondas que me elevaram

Ao sol… Ao mar…

À menina meu par

Até o vento quis ver

Até a maré me espreitou

Até as árvores queriam ser

Até o céu me copiou

Foi… Foi o envio do sol

Em braços de mil cores

Sorrisos de espuma sobre as rochas

Abraços de perfumados sabores

Candeias acesas, o milagre desse dia

De acesas tochas

De amor e carinho que me apetecia

Até a vida me perguntou

Até o tempo saiu apresado

Até o silêncio queria saber quem sou

Sou eu… Sou eu um apaixonado

Até Deus me acalmou

Até eu… A Ele agradeço

Saber que a vida regressou

De uma vontade…

Que na verdade, não sei se mereço


José Alberto Sá

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Uma linha


Uma linha


M emorizo tempos

E squemas da vida, pensamentos

U m crivo de vontades


L embranças do passado

E speranças no futuro

M omentos existentes em qualquer lado

A mbições de um corpo que aturo


M eu lema

E mblema ou meu brasão

U m esquema


E nlaces do meu coração

S alpicos de um mundo esquisito

Q uantidades sem conteúdo

U ma vida na qual acredito

E lementos herdados de miúdo

M emórias que preservo, meu esquema

A mor pela escrita, meu lema


José Alberto Sá

Sou um menino


Sou um menino


S em saber cresci…

O ntem era pequenino

U m menino, uma estrela que sorri


U m rapaz, um hino

M imado e feliz


M inha mãe é quem o diz

E u somente continuo a ser…

N amorado da criança

I rmão das brincadeiras

N atural como a dança

O divertido sem barreiras


A manhã continuarei

D ando sorrisos de bebé

U ma criança que amei

L embrando na minha fé

T empos de um Deus que amou

O menino que sou


José Alberto Sá

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

17-01-2012 "Dia de dor"


17/01/2012 “Dia de dor”


Porque me colocas à prova?

Senhor!

Se nada consigo provar

Se nada consigo mostrar

Pensas que sou forte…

Não sei…

Somente não consigo aguentar…

Chorei...

Porque na prova que me deste

Tiraste-me a sorte

Senti-me um louco, sem saber

Queria somente que o tempo não levasse

A vida que em minhas mãos puseste

Um anjo em meus braços, sem eu saber

Um momento de dor, que quase me enlouqueceu

Porquê Senhor? Porque não eu…

Ouve Senhor…

Não vou aguentar segunda vez

Amo demasiado a pessoa do meu lado

Somente existe amor

Não existe uma vida em talvez…

Deixa-me chorar mais um bocado

Senhor…

Amo de louco a perfumada companhia

Amo de louco a flor que me habita

Amo de louco a mulher, minha guia

Amo-a de louco Senhor… Acredita

A prova é a dor imensa

A prova é o momento da impotência

O amor por vós é o que compensa

Mas ela não Senhor… Clemência

Ajuda-me neste passo

Mereço sofrer porque sou pecador

Mas ela Senhor… Não!

Ela é puro amor

Não me faças chorar mais Senhor

Não aguenta meu coração

Perdoa-me se falhei

Perdoa-me e me castiga

Recupera-a para mim e a receberei

Amá-la-ei de noite e de dia

Escolhe-me eu te sigo

Leva-me eu te acompanho

Senhor… Ela tem um filho, lindo e amigo

Eu me troco por ela em teu rebanho


José Alberto Sá

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Meu corpo, meu pensar


Meu corpo, meu pensar…



O pensamento pecador


M eu raciocínio meloso

E mbebido em teu sabor

U m pecado vaidoso


N éctar da minha vontade

É uva que espremo

C éu do sol… Claridade

T entações que não temo

A mor… Seiva e essência

R iachos da minha potência


A lma apaixonada


M escla do meu perfume

I nfante do erotismo

N ativo em meu lume

H ino de puro civismo

A ambição adulterada


S altimbanco das fragrâncias

E mblema dos seres

I mpio das tolerâncias

V ulva de prazeres

A tlas sem meridianos, sem distâncias


José Alberto Sá

domingo, 15 de janeiro de 2012

Olhai as folhas


Olhai as folhas


Olhai as folhas desta poesia

Sim as folhas!

Não vêm as folhas desta magia?

Sim as folhas!

Eu faço folhas nas flores das letras

Eu faço folhas quando escrevo

As flores em poesia todos fazem

As folhas faço eu

Pinto-as com minhas canetas

A elas dou vida se me atrevo

...

Faço com que as folhas se casem

Com as flores do céu

É a minha poesia...

Olhai esta folha que fiz

É uma folha de verde destino

Ela no papel dança, é alegria

É vida da copa à raiz

Folhas que imagino

...

Na beleza da poesia... Alma

Folhas e flores em mil cores

O meu desabafo, a minha calma

Amores...

Olhai as folhas pintadas por mim

São essências perfumadas

São perfume do meu jardim

São folhas... As folhas invisíveis

Minhas amadas

Folhas apetecíveis

...

Olhai... Penso que as sentiram

Não existem flores sem folhas no meu poetizar

As flores sois vós que me admiram

As folhas sou eu, quando escrevo para amar


José Alberto Sá

A visita


A visita


A chuva era fria

A voz... Essa estava rouca

Os pés brancos doíam o meu olhar

Tremer... Sem chorar

Era o que ele fazia

Seu corpo quase sem roupa

Faziam seus dentes bater

Seus olhos olhavam-me querendo

Suas mãos queriam tremendo

E eu...

Olhava enlouquecendo

Com vontade de muito fazer

...

Levei-o para minha casa

Roupa lhe ofereci

Com uma toalha o enxuguei

Senti no corpo, uma asa

Foi tudo o que senti

No tempo que devorei

E eu...

Já nem sei... Se eram asas onde toquei

Se o sorriso que via...

Vinha transportado nas palavras em magia

Se era um anjo? Não sei...

Sei que sentia alegria

Ali junto à lareira...

Uma mão se estendeu

Uma luz entrou pela janela

E a mim se ofereceu

Um anjo!

Um anjo que voava na luz mais bela

Um anjo que me sorriu

E ali ao céu subiu!

...

O mendigo era eu olhando sua mão

O anjo é a luz da minha felicidade

A luz... A vontade do meu coração

Deus em minha casa é uma verdade


José Alberto Sá