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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Sou um menino


Sou um menino


S em saber cresci…

O ntem era pequenino

U m menino, uma estrela que sorri


U m rapaz, um hino

M imado e feliz


M inha mãe é quem o diz

E u somente continuo a ser…

N amorado da criança

I rmão das brincadeiras

N atural como a dança

O divertido sem barreiras


A manhã continuarei

D ando sorrisos de bebé

U ma criança que amei

L embrando na minha fé

T empos de um Deus que amou

O menino que sou


José Alberto Sá

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

17-01-2012 "Dia de dor"


17/01/2012 “Dia de dor”


Porque me colocas à prova?

Senhor!

Se nada consigo provar

Se nada consigo mostrar

Pensas que sou forte…

Não sei…

Somente não consigo aguentar…

Chorei...

Porque na prova que me deste

Tiraste-me a sorte

Senti-me um louco, sem saber

Queria somente que o tempo não levasse

A vida que em minhas mãos puseste

Um anjo em meus braços, sem eu saber

Um momento de dor, que quase me enlouqueceu

Porquê Senhor? Porque não eu…

Ouve Senhor…

Não vou aguentar segunda vez

Amo demasiado a pessoa do meu lado

Somente existe amor

Não existe uma vida em talvez…

Deixa-me chorar mais um bocado

Senhor…

Amo de louco a perfumada companhia

Amo de louco a flor que me habita

Amo de louco a mulher, minha guia

Amo-a de louco Senhor… Acredita

A prova é a dor imensa

A prova é o momento da impotência

O amor por vós é o que compensa

Mas ela não Senhor… Clemência

Ajuda-me neste passo

Mereço sofrer porque sou pecador

Mas ela Senhor… Não!

Ela é puro amor

Não me faças chorar mais Senhor

Não aguenta meu coração

Perdoa-me se falhei

Perdoa-me e me castiga

Recupera-a para mim e a receberei

Amá-la-ei de noite e de dia

Escolhe-me eu te sigo

Leva-me eu te acompanho

Senhor… Ela tem um filho, lindo e amigo

Eu me troco por ela em teu rebanho


José Alberto Sá

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Meu corpo, meu pensar


Meu corpo, meu pensar…



O pensamento pecador


M eu raciocínio meloso

E mbebido em teu sabor

U m pecado vaidoso


N éctar da minha vontade

É uva que espremo

C éu do sol… Claridade

T entações que não temo

A mor… Seiva e essência

R iachos da minha potência


A lma apaixonada


M escla do meu perfume

I nfante do erotismo

N ativo em meu lume

H ino de puro civismo

A ambição adulterada


S altimbanco das fragrâncias

E mblema dos seres

I mpio das tolerâncias

V ulva de prazeres

A tlas sem meridianos, sem distâncias


José Alberto Sá

domingo, 15 de janeiro de 2012

Olhai as folhas


Olhai as folhas


Olhai as folhas desta poesia

Sim as folhas!

Não vêm as folhas desta magia?

Sim as folhas!

Eu faço folhas nas flores das letras

Eu faço folhas quando escrevo

As flores em poesia todos fazem

As folhas faço eu

Pinto-as com minhas canetas

A elas dou vida se me atrevo

...

Faço com que as folhas se casem

Com as flores do céu

É a minha poesia...

Olhai esta folha que fiz

É uma folha de verde destino

Ela no papel dança, é alegria

É vida da copa à raiz

Folhas que imagino

...

Na beleza da poesia... Alma

Folhas e flores em mil cores

O meu desabafo, a minha calma

Amores...

Olhai as folhas pintadas por mim

São essências perfumadas

São perfume do meu jardim

São folhas... As folhas invisíveis

Minhas amadas

Folhas apetecíveis

...

Olhai... Penso que as sentiram

Não existem flores sem folhas no meu poetizar

As flores sois vós que me admiram

As folhas sou eu, quando escrevo para amar


José Alberto Sá

A visita


A visita


A chuva era fria

A voz... Essa estava rouca

Os pés brancos doíam o meu olhar

Tremer... Sem chorar

Era o que ele fazia

Seu corpo quase sem roupa

Faziam seus dentes bater

Seus olhos olhavam-me querendo

Suas mãos queriam tremendo

E eu...

Olhava enlouquecendo

Com vontade de muito fazer

...

Levei-o para minha casa

Roupa lhe ofereci

Com uma toalha o enxuguei

Senti no corpo, uma asa

Foi tudo o que senti

No tempo que devorei

E eu...

Já nem sei... Se eram asas onde toquei

Se o sorriso que via...

Vinha transportado nas palavras em magia

Se era um anjo? Não sei...

Sei que sentia alegria

Ali junto à lareira...

Uma mão se estendeu

Uma luz entrou pela janela

E a mim se ofereceu

Um anjo!

Um anjo que voava na luz mais bela

Um anjo que me sorriu

E ali ao céu subiu!

...

O mendigo era eu olhando sua mão

O anjo é a luz da minha felicidade

A luz... A vontade do meu coração

Deus em minha casa é uma verdade


José Alberto Sá

Ele é... Eu sou...


Ele é... Eu sou...


Olhei para cima...

Tanto tempo!

No silêncio demorei o meu olhar

Quanta estima...

Que nem a brisa do vento

Me fez parar de rezar

...

Olhei sem evitar

O tempo não contava

E a brisa... Era-me familiar

Sentia que sonhava

Estava feliz

Olhava para cima e sorria

Foi assim que eu quis

Ele era a minha alegria

...

Olhava-O quase sem respirar

Queria ouvi-Lo

Queria senti-Lo

Queria-O amar

Queria que Ele soubesse

Que no meu silêncio tudo Lhe dizia

Que me enaltecesse

E me alimentasse sabedoria

...

Olhava para cima... Senti

Olhava para cima... E recebi

Luz...

Uma luz que me iluminou

Vindo da cruz

E me abraçou

...

Olhava para cima a orar

Pedi-Lhe perdão

Senti-o tocar

Senti-O em meu coração


José Alberto Sá

sábado, 14 de janeiro de 2012

Luxúria e avareza


Luxúria e avareza


Alta-roda, luxúria decapitada

Dinheiro, que no pobre é nada

Casino em tolerante girar

Rico no convento do decapitar

Casaco de peles

Dos pobres animais indefesos

Gente reles

Pobres em carinho... Na vaidade presos

Devoradores da tecnologia

Tudo pode… em mentes de avaria

Comida do pomar da malandrice

Gula sem meiguice

Sem pena de quem não tem

Do povo sem vintém

Sorrisos rasgados

De podres ocultados

Risadas danadas, vincadas

Do não saber

Do não querer

Somente ter...

Quantos se contam no riso

Quanto se gasta sem juízo

Em prejuízo da avareza

Tristeza...

Gente afortunada

Sem nada, sem saber que a vida...

É amada

Só o pobre em Deus sabe crer

...

Se és... Pensa e reparte

Viverás na felicidade

Isso é saber... É arte

Viverás em Deus... A igualdade


José Alberto Sá