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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

No coração


No coração


Apanhei-te...

Quando me fugias

Minha mão pegou-te

E deitou-te

Fugias de nada, somente corrias

Caçadinhas e brincadeira

Atrás de ti...

Sabias...

Que corria a maluqueira

Fugias pelo campo de papoilas

Flores que pisava

Eu corria imaginando moçoilas

Flores que amava

Apanhei-te...

Estavas cansada e ofegante

Deitei-te...

Desapertei-te...

Num gesto elegante

Botão a botão...

Sentia-te brotar, pulos do respirar

Sentia o mostrar do teu coração

Olhei-o...

Desejei-o

Pus-lhe a mão

Apanhei-te...


José Alberto Sá

Quando eu posso!


Quando eu posso!


Posso falar-te e contar

Que não consigo dormir

Que no meu leito continuo a esperar

O momento de te sorrir

Poder te acariciar melodicamente

Tactear teu corpo, descobrindo

Arrepios teus em corpo quente

Um corpo de suores reluzindo

Posso falar-te…

Sussurrar-te ao ouvido

E mordiscar…

Posso amar-te…

E sentir-me promovido

À tua beleza estrelar…

Queria-te sentir feliz

Queria entrar na tua vontade

Ser uma árvore, tu seres minha raiz

E não viver na saudade

Posso?

Vou acreditar no teu querer

E vou fingir adormecer

No teu respirar

Que tanto quero sentir

Que tanto quero amar

Sussurrar e te assumir

Já podes vir se aceitas

Já podes sentir o leito onde te deitas

Pois...

É bom... É o dom de amar

Dois...

É a soma da paixão

Braços de entrelaçar

Dois corpos em combustão

Posso?


José Alberto Sá

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Voo Sonhado


Voo sonhado


Vi o teu sorriso no horizonte

Vinhas no teu flutuar

Trazias o brilho da água da fonte

Vinhas contente a cantarolar

Tuas cores de aurora boreal

Tons pastel

Eram pétalas em tudo reais

Voos teus em vontade carnal

Teu pólen… da cor do mel

Vi o teu olhar doce e perfumado

No voo por ti bailado

Dança de ventre, erotismo teu

Em corpo desnudado

Caído do céu

Parecias uma borboleta em tons de rosa

Num corpo em tudo apetecido

Melodioso como as letras desta prosa

Querido pelo escritor envaidecido

Vi teu querer em me tocar

Vi tua vontade em me sentir

Vi teu corpo querendo amar

Vi o meu corpo querendo partir

Querendo voar contigo

Querendo bailar essa dança

Querer ser teu amigo

Querer ser do Cupido a sua lança

Vinhas voando… Caindo sobre mim

Vinhas querendo comigo ficar

Tanto querer para no fim

Saber que te vi a sonhar


José Alberto Sá

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012



Um dia mágico, o lançamento do meu primeiro livro.

O mar... Esse...


O mar… Esse…


Queria chegar junto de ti

O mar… Esse que me percebe

Falou-me do que não vi

Falou-me de palavras, de quem não deve

Falou-me de quem lhe sorri

Queria chegar mais perto

O mar… Esse que me entende

Falou-me de braço aberto

Falou-me em amor, do que depende

Queria falar-te

Queria roubar-te

Palavras do teu castelo

Queria sussurrar-te

Palavras em caramelo

O mar… Esse que me escuta

Falou-me de teu amor

Disse não ser permuta

Disse ser um louvor

O mar… Esse de suores salgados

Falou-me de ti… Em apaixonados

Falou-me do teu poetizar

Falou-me das tuas prosas

Falou-me do teu recitar

Do meu coração em tuas rosas

O mar… Esse que me ralha

Falou-me da nossa saudade

Falou-me que o amor não falha

O amor é pura verdade

O mar… Esse…

Não me esquece

A ti… O mar… Agradece

Eu mereço, ele merece


José Alberto Sá

Portugal


Portugal


P aís de amor

O meu berço

R aiz de conquistadores

T rabalho e louvor

U ma terra de fé, meu terço

G rande em amizade

A ltivo em favores

L iberdade


M eu país, minha oração

I rmão de outras terras

N ação de outras guerras

H ino do meu coração

A lma de mar e de serras


P oder em receber

A lma de apaixonado

I man de outras gentes

X aile do nosso fado

A bênção de quem acredita

O bra bendita, nossas sementes


José Alberto Sá

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Já voei contigo


Já voei contigo


Quantas vezes pensei que voltavas

Quanta vez te sorri de prazer

Quantas vezes tu me esperavas

No silêncio do saber

Nunca te vi

Mas pressinto o teu calor

Toquei-te sem tua presença

Tantas vezes te sorri

Meu amor...

Minha sentença...

...

Quantas vezes liguei para te sentir

Quanta vez te quis ouvir

Chamei-te de luz

Eu... Era teu sol

Quantas vezes me sinto pregado na cruz

Meu amor... Meu girassol

Sinto-me deserto... Perdido

Sem ouvir a tua voz

Sinto-me um pássaro ferido

Sou os moinhos sem mós

...

Quantas vezes te beijei ao vento

Quantas vezes te abracei no tempo

Quantas vezes te sonhei...

Quantas vezes te amei...

Sussurros sinto teus, todos os dias

Sussurros meus, são alergias

Ao vazio das minhas alegrias

Quantas vez te desejei

E eu te disse...

Quantas vezes... Te disse verdades

Quantas vezes...

Adormeço em tuas meiguices

E sonho em tuas saudades


José Alberto Sá