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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O mar... Esse...


O mar… Esse…


Queria chegar junto de ti

O mar… Esse que me percebe

Falou-me do que não vi

Falou-me de palavras, de quem não deve

Falou-me de quem lhe sorri

Queria chegar mais perto

O mar… Esse que me entende

Falou-me de braço aberto

Falou-me em amor, do que depende

Queria falar-te

Queria roubar-te

Palavras do teu castelo

Queria sussurrar-te

Palavras em caramelo

O mar… Esse que me escuta

Falou-me de teu amor

Disse não ser permuta

Disse ser um louvor

O mar… Esse de suores salgados

Falou-me de ti… Em apaixonados

Falou-me do teu poetizar

Falou-me das tuas prosas

Falou-me do teu recitar

Do meu coração em tuas rosas

O mar… Esse que me ralha

Falou-me da nossa saudade

Falou-me que o amor não falha

O amor é pura verdade

O mar… Esse…

Não me esquece

A ti… O mar… Agradece

Eu mereço, ele merece


José Alberto Sá

Portugal


Portugal


P aís de amor

O meu berço

R aiz de conquistadores

T rabalho e louvor

U ma terra de fé, meu terço

G rande em amizade

A ltivo em favores

L iberdade


M eu país, minha oração

I rmão de outras terras

N ação de outras guerras

H ino do meu coração

A lma de mar e de serras


P oder em receber

A lma de apaixonado

I man de outras gentes

X aile do nosso fado

A bênção de quem acredita

O bra bendita, nossas sementes


José Alberto Sá

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Já voei contigo


Já voei contigo


Quantas vezes pensei que voltavas

Quanta vez te sorri de prazer

Quantas vezes tu me esperavas

No silêncio do saber

Nunca te vi

Mas pressinto o teu calor

Toquei-te sem tua presença

Tantas vezes te sorri

Meu amor...

Minha sentença...

...

Quantas vezes liguei para te sentir

Quanta vez te quis ouvir

Chamei-te de luz

Eu... Era teu sol

Quantas vezes me sinto pregado na cruz

Meu amor... Meu girassol

Sinto-me deserto... Perdido

Sem ouvir a tua voz

Sinto-me um pássaro ferido

Sou os moinhos sem mós

...

Quantas vezes te beijei ao vento

Quantas vezes te abracei no tempo

Quantas vezes te sonhei...

Quantas vezes te amei...

Sussurros sinto teus, todos os dias

Sussurros meus, são alergias

Ao vazio das minhas alegrias

Quantas vez te desejei

E eu te disse...

Quantas vezes... Te disse verdades

Quantas vezes...

Adormeço em tuas meiguices

E sonho em tuas saudades


José Alberto Sá

Grito


Grito


Deixem-me subir a cima daquele morro

Deixem-me gritar

Deixem-me desabafar

Para sentir o ar de verdade… Eu corro

Lá em cima gritarei como um louco

Lá em cima serei um menino novamente

Gritarei até ficar rouco

Mas gritarei alegremente

Deixem-me subir

Deixem-me gritar a sorrir

Mas… Deixem-me ser eu

Deixem-me gritar aos anjos do céu

Quero e desespero por lá estar

No cimo daquele altar

E poder ecoar

O meu grito

Somente para dizer… Parem por favor

Poder gritar no que acredito

Gritar amor

Deixem-me subir e ser criança

Cresci sem pedir

Deixem-me sonhar com a esperança

E gritar a sorrir

Não tenho vergonha

Sou homem crescido, mas menino

Vim numa cegonha

Como inocente pequenino

Nasci e chorei

Ninguém me ensinou

Cresci e amei

Sou o homem que sou

Hoje quero gritar

Hoje quero amar

No cimo do morro quero dizer

Num grito de dor

Que venha quem vier

Gritarei ao sol, ao calor

Sempre serei uma flor

Sempre serei em louvor

Semente de amor

Sempre…


José Alberto Sá

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Minha luz


Minha luz


A luz da vela reluzia

Despedia-me com ela de mais um ano

E...

Se não me engano

Algo a luz me dizia

Que eu vou aqui contar...

Se vos disser...

Que era junto à janela

Olhando o luar

Que eu sentia a tua luz

Um sorriso de mulher

À luz daquela vela

Em amor, acompanhado fiz jus

À luz que me iluminou

E fez de mim... O homem que sou

Um ano passava

E tanta coisa lembrava

Palavras de felicidade

Que na minha luz era verdade

Palavras de saudade

Que eu tentava...

Esquecer... Na minha dificuldade

A luz daquela vela

Era onde refletia o meu ser

E junto com ela

Pedi um ano de saúde

Paz do meu coração para vós em calor

Pedi naquela luz que algo mude

Pedi ajuda ao meu Deus com todo o amor

À luz da vela

Vivi momentos de tranquilidade

Momentos de amor

E o que vos contei

É uma vida em flor

No jardim de luz que plantei


José Alberto Sá

domingo, 1 de janeiro de 2012

Agradecer mais um dia


Agradecer mais um dia


U m dia de vida

M istério de Deus

A mor a mim, a ti querida


N udez de amor vestida

O ndas vindas dos céus

V ôos de luz

A mizades sem preço


C hamas que eu mereço

H onras do Senhor

A migos da minha cruz

M escla divina que me sorria

A manhã em mais um dia

...

M emórias do tempo

A ntes e depois

I ris de um olhar ao vento

S aber amar a dois


U m dia de alimentos

M omentos


D ádivas para quem ama

I rmãos

A mai os dias da vossa chama


José Alberto Sá

O outro lado.