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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Poesia é vida


Poesia é vida


A mar

M uito mais que querer

O limite do meu ser


A mar e dar amor


V iver sentindo o vento

I mitando o seu flutuar

D ar carinho, sem contar o tempo

A mar


A ndar pela harmonia

M escla da cor da alegria

O ndas de prazer


A mar querendo ser


P erdoar e saber dar

O ntem, hoje, amanhã, sabores de maresia

E star para o outro e saber voar

S entir a vida e a poesia

I r em busca do luar

A mar


José Alberto Sá

O piano


O piano


Ouvia a tecla suave

Do teu piano

O som voava como uma ave

E faziam vibrar meu coração

Não existia engano

Nas notas dessa canção

...

Teus dedos... A pura magia

Nas ondas do teclado

Perfume e quanta harmonia

Nos lábios que via a meu lado

Ouvia cada nota com amor

Toques verdes, cor da esperança

Dedos de borboleta numa flor

Na melodia quanta lembrança

Beleza, carinho e verdade

Amor, paixão na mesma balança

Notas de liberdade

...

Vôos numa canção

Tocada por mãos de fada

Mãos melodia em linda união

Mãos de tudo, querendo nada

Ouvi em cada tecla, lindas letras

Amei cada gesto teu

Adorei ter subido ao céu

Ao som das tuas borboletas

...

Ouvia o teclado

Fiquei apaixonado


José Alberto Sá

Amigos


Amigos


Olhava os pássaros e voava

Olhava o rio e corria

Olhava as árvores e sonhava

Olhava as nuvens e sentia

Os meus amigos

Olhava o sol e sorria

Olhava a lua e cantava

Olhava as estrelas... Aleluia

Olhava o céu e pensava

Nos meus amigos

Olhava o mar e flutuava

Olhava as areias e dormia

Olhava as pedras e pulava

Olhava as flores e pedia

Ter mais amigos

Olhava o vento e amava

Olhava a terra e agradecia

Olhava os meus poemas e recitava

Olhava o amor na vossa alegria

Abençoados amigos


José Alberto Sá

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

O outro lado


O outro lado


Quero água, por favor

Quero pão, estou faminto

Quero só um pouco de amor

Tenho frio, o corpo não sinto

Olhai para mim...

Estou sujo e mal cheiroso

Eu não era assim

Era pobre, mas vaidoso

Quero roupa mesmo que velha

Quero pão mesmo que duro

Não tenho casa, vivo sem telha

Durmo ao frio na sombra do muro

Olhai para mim...

...

Deus me ajuda a suportar

Deus me ajuda nas noites sem sono

Deus me dá alegria, quando levanto

Deus sabe amar

Deus...

Ele é meu dono

Deus nas noites frias é meu manto

Mas tenho necessidades...

E tu... Sim...

Tu que escreves estas palavras

Porque não consegues ajudar

Porque minha terra não lavras

Eu sei...

Amigo de lindo poetizar

...

A vida não é igual

É injusta, é cruel

A tua impotência é real

São desabafos no papel

...

O poeta escrevia e chorou

O poeta escrevia e lamentou

A sua vontade a nada chegou

Somente se ajoelhou

E pelo mendigo rezou


José Alberto Sá

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Só tu


Só tu


Contigo... Sim querida...

Sinto-me o mar

Sinto-me uma pena voando

Contigo... Sim amiga...

Sinto-me voar

Sinto-me no vento levitando

...

Olha meu rosto... Ele sorri

Olha minhas mãos abertas

Querem te abraçar

Meu sorriso são portas abertas

Podes entrar

...

Contigo... Sim amor

Sinto-me em paz, leve

Sinto-me uma flor

Ou...

Um beija flor, que o mel bebe

...

Olha-me nos olhos chorados

Olha e sente

O meu coração não mente

Contigo... Sim... Namorados

Não sentes? Eu sinto...

Que te quero, que te adoro

Sinto-me no teu recinto

Sinto e imploro

Olha-me e vem

Contigo... Sim... Mais ninguém


José Alberto Sá

Um grito


Um grito


Não tinha voz

Tinha no colo o luar

Tinha agarrado o sol

Não mais tive momentos sós

Tinha levado o mar

Tinha as melodias do rouxinol

Mas... Não tinha voz...

Tinha comigo o amor

Tinha levado a amizade

Tinha em meu jardim toda a flor

Tinha nas mãos a liberdade

Eu tinha gritado...

Eu tinha pedido...

Eu em gritos tinha perguntado

Se podia levar um amigo

Mas... Já não tinha voz...

Doía...

Tinha as bênçãos da maresia

Tinha a paz em meu regaço

Tinha o meu coração puro

Tinha a poesia que faço

Tinha gritado todo o dia

Ao mundo que sempre aturo

E tudo na voz levei

Tudo que amarei

Ninguém nos deve parar

Não existirá muro

Para o nosso grito futuro

Um grito de amar


José Alberto Sá

Mais um dia


Mais um dia


Hoje lembrei o sol, meu astro rei

Esqueci o frio

Fui à janela contar o sorriso

Tantos sorrisos eu anotei

Calor de corações com brio

Saudades dos raios que preciso

Hoje levantei cedo

Queria estar contigo mais tempo

Hoje vou deitar tarde, sem medo

E recordar o sol no meu leito

Um sol que veio no vento

Sonhar comigo, onde me deito

...

Hoje esqueci os momentos maus

Lembrei mares de flores

Onde a paz e a felicidade, eram naus

A harmonia e a amizade eram amores

Hoje ao lembrar o lindo dia

Esqueci que existia

Era somente teu

E tudo que te sorria

Era eu...

Hoje sinto o sol tão perto

Sinto o teu calor, minha paixão

Linda sensação de aperto

O sol de meu coração

...

Hoje ao levantar pedi

Que passeasses comigo

E ao deitar agradeci

O passeio dado, como amigo

Hoje o sol me iluminou

Comigo passeou

Na vontade de uma luz que me levou

Hoje eras minha, teu eu sou


José Alberto Sá