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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Carnaval

Carnaval

Hoje não vou à rua, porque tudo é real, cada artista um corpo pintado ou a mente esculpida, cada ser, um ser trocado ou achado nesta vida!
Mascarados eu encontro durante todo o ano, tantos são os felizes, que não o são, outros que são e não dizem, e outros que mal dizendo, são todo o ano perdendo!
Máscaras e mais máscaras em corpos sem criador, modelos de olhos tristes numa vida em bolor e tudo é engano em sorrisos todo o ano!
Hoje são substitutos de fetiches e algo mais, loucuras e projeções, momentos e alucinações, onde se é perdido por dez, ou perdido por mil e quem sabe, por muito mais…
E o espectador que em silêncio lhes sorri sabe do podre da vida e do mundo que eu já vi… Por isso, hoje não vou à rua…
Não tenho intenção, nem sistema, nem direção, tenho programado somente meu coração, um lema e uma mão, que ama e se mascara de feição, de simplicidade, de humildade e amor em união.
Hoje é Carnaval, e só hoje alguns se vestem na real, hoje brincam no meio da rua, sem pensar, sem o seu consciente, seu inconsequente, indeferente ao interminável mundo que mascarado todo o ano continua e eu não me engano! Hoje vou ser igual, não vou à rua por ser Carnaval!


José Alberto Sá

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Sinto-me enclausurado e couraçado pelo corpo de uma mulher!
É através do poder defensivo dessa roupa feminina, que ela usa, que me sinto condenado e desejado pelos espartilhos da vida em amor, que ambos partilhamos.


José Alberto Sá

Ao amor

Ao amor

Sou flexível ao mundo e por ser amado nesta flexibilidade, sou aquele tal e qual como quero ser!
É neste contacto com o hediondo e o amor, que a minha flexibilidade recusa ou se afirma à matéria que impede o meu coração de ser mole ou ser duro!
Pelo direito ou pelo contrário, sei como me misturar no diálogo amigável ou impossível!
Serei balão de ar quente, serei sonho, serei voo, serei poema e na grandeza do mundo feminino, serei amor, somente amor que voa em esperança e serei sonho como um balão de criança, que voa e o faz feliz.
Sou flexível ao mundo de deusas e versos, sou poema ou prosa, flexível ao jogo, à tulipa, papoila ou rosa.
Sou pornografia ou erotismo na encenação da vida, sou gestos, sou mágico, sou ainda um surrealista, que vive, escreve e ama para lá da vista.
Sou armadura de guerra para quem não me sente, sou gente, sou gente capaz de ser muito mais, por isso sou flexível ao céu dos abutres e ao céu dos pardais!
Por isso fujo ou fico… Talvez pela flexibilidade agressiva ou sensível, carregada de amor, carregada por um ser sem rodeios, sem medo ou com medo da flexibilidade excessiva.
Olho e sem cegar, sinto… Olho e sem negar, fujo… Olho e sem fugir, amo… Olho e sou eu, cego pelo corpo contrário ao meu, sem ter medo de fugir do espetáculo que é o teatro da vida, neste mundo onde me sinto obrigado a ser flexível ao amor.


José Alberto Sá
Desejo-te e isso não depende de mim.
De mim depende, o desejo se me disseres sim.


José Alberto Sá
De ar cândido e sensível, olho a donzela nua na cozinha, a mexer a comida com um gesto sensual!
E eu, como nu estou, chego-me perto e para que não se suja, faço-me de avental!


José Alberto Sá
A verdade seja dita: 
Que na vida sexual, ou se ama e acredita ou então é Carnaval!


José Alberto Sá

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Quando adivinho!

Quando adivinho!

Adivinhei-te e tive a compensação natural de um ser superior, por te ter adivinhado!
E tu adivinhaste-me na arte moderna, na simplicidade do ser vulgar e apaixonado! Estava eu a escrever naquela taberna, virada ao mar!
E no horizonte, que os meus olhos viam, sempre fui reparando no penetrar do sol, nas águas cristalinas e via-te fugir de mim!
E quando nascia o dia, sempre reparava no nascer do sol e lá vinhas tu novamente!
Adivinhei-te e tive a compensação, a origem do meu mundo, só contigo aprendi a sentir o sol, pois só tu brilhas e o fazes sentir colossal.
Adivinhei-te na terra, no céu, no mar e na serra. E sempre foste sol, na terra girassol, no mar o seu sal e na serra celestial.
E quando te adivinhei, abriram-se as portas, os anjos louvaram com novo canto e por baixo do manto, o céu se abriu e o sol sorriu… Eras tu!
E quando me adivinhas-te, as portas se fecharam, os anjos voaram, a terra nos uniu e o sol que aconteceu, era amor, eras tu, era eu!


José Alberto Sá

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Maria! Maria!

Maria! Maria!

Maria eu te digo,
que nasceu o sentimento
e a verdade que diga,
neste mundo que é guitarra a trinar,
neste reino já sem tempo.
Se tenho razão em falar

Maria de um homem,
de um mundo de louca transgressão,
Maria da vida e do meu coração.
És o acontecimento,
de um ser que é ciumento,
da nossa luz e da escuridão.

Maria aparição,
tu que me apareceste e a mim vieste.
Maria do meu regaço,
Por quem tudo faço,
mesmo que seja tentação!

Maria! Maria!

Maria minha mão,
és candura em meu peito,
és amor e respeito, a grandeza de um irmão.
Maria singela, carne divina,
comigo és sina, és procura que promete,
vida sem preconceito,
mulher de arte com quem me deito.

Maria! Maria!

E nesta palavra escrita,
a ti mulher do pecado mortal
Maria de um céu azul celeste
Deste homem a quem tudo deste
Sou contigo na vida
e na morte sem igual


José Alberto Sá

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Contigo

Contigo

Contigo o mundo é único, é cópula entre o particular meu e a tua libertação em mim.
Contigo não existe a mentira plástica, nem a caverna sombria, nem o preconceito das pulsações eróticas e muito mais!
Ao pincelar-te, imagino-te na tela do particular que desejo sentir, e ao deslizar o pelo fino do pincel, marco-te, partilho-te, fecundo-te e deixo que a fenda continue liberta, a fenda em tom marron, liberta em meu coração!
Contigo sou órbita, sou translação, sou rotação, sou pedaço da paleta que te pinta.
Contigo são braços que seguram, são pernas que marcam, são beijos de uma boca fendida, são olhares ornamentados pelo desejo de mais, contigo são ais, são loucuras tais, que neste mundo, a vontade e o amor são deveras reais!
Contigo ouso e abuso do amor, contigo vou além do pensamento, vou contigo feito sol, vens comigo feita lua e os dois somos vento, somos tempo a voar, quando o voo é amar.


José Alberto Sá

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

A noite

A noite

Amo a noite como ninguém, amo olhar o céu, dançar com a lua e desenhar com a íris dos meus olhos, mulheres nuas nas estrelas.
E quando danço, ergo os braços e sinto o vento, na ponta dos dedos a brisa arrepia-me e imagino-me a dançar nu.
É aí que deixo esculpir no chão a carne, o sexo e continuo a dançar.
São tantas as vezes que a humidade sacia a diferença, entre a dança e a pele que copia o ventre desconcertante.
Amo a noite como ninguém, para beijar os fenómenos da inspiração e aí fenómeno a fenómeno a emoção escorre, a íris não nega, meu corpo não fica, meu olhar não desvia e tudo é lua, tudo são estrelas, tudo é poesia… Eu danço e amo a noite…
A terra sente o vibrar, desenrola-se movimentos e arqueiam-se corpos nus, imensos são os desafios às leis da gravidade, sinto abertos os caminhos do amável, sinto estremecer o inquietante, sinto o jorrar pela noite e vejo estrelas, a lua e o céu. Todos expostos ao escuro dos outros e à luz de quem sabe amar a noite como tu e como eu.


José Alberto Sá

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Se existe, já não sei!

Se existe, já não sei!

Existe uma história, um olhar e os cinco sentidos, também existe a importância e um vestido que te adorna.
Existe um retrato e uma moldura com mil pedidos, também existe um amor que ficou, sem ficar, e eu já não sei se ele torna.
Existe uma arte e um manequim de belo sorrir, também existe a memória de uma humilde teimosia e um mundo a florir.
Existe o medo, a poesia e um corpo a pedir, também existe o artista, o escritor, o poeta que tudo sentia.
E na nossa existência, ficou o olhar sem sentidos, também ficou o vestido e se foi a importância, partiu-se o retrato, ficou a moldura no mundo dos perdidos e agora o amor é somente, um olhar e a luz da distância.


José Alberto Sá

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Quando eu nasci!

Quando eu nasci!

O mundo veio ver a descoberta, pedaços de terra e pedras desmoronaram, grandes árvores se apaixonaram, sorrisos vieram, janelas se abriram e a porta estava aberta.
Em seguida eram grelhados na mesa, vinho em taças de prata, canções de amor se ouvia e para minha alegria, estava ali o mundo que me ama e me trata.
Vieram também as loucuras do mundo inteiro, vieram ver as prisões de amor louco, ver a liberdade de sentir, olhos a voar e bocas a sorrir.
Tantas coisas belas rebentaram, o céu se fez azul, as estrelas deslizaram, o sol se fez extraordinário, a lua… Meu Deus! Sem comentário! Era o mundo na descoberta!
Vieram brinquedos coloridos, um arco-íris para gravar a história, vieram chaves secretas, cérebros carregados de memória, vieram ventos e chuva em louvor, vieram nuvens carregadas de paixão, aromas de amor e muita gente, um mundo a bater num só coração! Os anjos deram as mãos, ouviu-se poesia, liras em acordes, melodia, era noite, era dia, eram vozes, eram cores, eram irmãos!
Eu estava a nascer! E o mundo veio ver a descoberta, a porta estava aberta, para uma luz amanhecer!


José Alberto Sá
Contigo em paz

Lanço-me finalmente ao prazer e nessa guerra eu morro de amor.


José Alberto Sá

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Erótico

Erótico

Povoa-me a inspiração erótica, quando o corpo feminino me ornamenta.
E vivo nesta sublime generosidade, ventre, seios, lábios, olhos, nádegas e a inspiração que me povoa o ornamento.
Erotismo? O suficiente para escrever e ser poeta, o resto são ornamentos generosos de carne e sangue, que vivem no mesmo poema.


José Alberto Sá

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Com certeza, incertezas

Com certeza, incertezas

Não tenho dúvida que sou o organizador do incerto, aspiro organizar o reino que persigo, estou enraizado na humanidade e pronto a lhe dar forma, a lhe dar a minha solidez… Isto se eu conseguir, pois sou organizador do incerto e o incerto é a parte que não sei, ou sei e ainda não o fiz.
Não tenho dúvida da minha sensibilidade sobre a beleza, tenho noção das impurezas, do surreal plantado por debaixo da base, dos cremes e da pintura, por isso estou obcecado pela beleza pura e sem remendos.
Não dou importância à curva que teima, mas sim ao traço que queima e segue uma direção, a liberdade faz-me preservar a estrada que sigo, ou reta ou curva, tem que ter amor, moral e oferecer confiança, pois o futuro na dúvida é quem me organiza.
Não tenho dúvida perante os fantasmas, perante o diabo, perante as almas, perante as direções sem direção, aí impera a regra, a maneira com que me liberto da reconciliação, aquela parceria que fiz ao nascer, aos fantasmas deixei-os nas entranhas, ao diabo carreguei-o o tempo suficiente, para que ele soubesse que era mais forte que ele, das almas me vejo acompanhado, pois as direções que tomo são puras e só almas puras me conseguem levar.
Não tenho dúvida que sou o organizador do incerto, o certo sou eu, porque o eu incerto na dúvida o organizo antes de escrever, antes de falar, antes de caminhar, antes de olhar, antes de amar e antes de viver.


José Alberto Sá

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Um sonho de criança

Um sonho de criança
“Interdito a maiores de dezoito anos”

Estava escrito numa velha tábua, por cima de uma porta, que fechada, nada deixava ver…
Morri de curiosidade, queria ver, sentir cada mistério que do outro lado, me fazia ferver a cabeça.
Queria bater à porta, talvez me deixassem entrar, talvez lá dentro nada fosse importante, talvez esteja cheio, talvez vazio, talvez seja eu o único a querer lá ir.
Continuava a morrer de curiosidade, sei que sou já velho, mas… Talvez me deixassem tomar um copo, talvez estejam a fazer muito barulho, talvez o silêncio impere, talvez esteja fechado e não abra, ou talvez abra para alguém sair.
Estava curioso “Interdito a maiores de dezoito anos”, talvez seja um bar gay, ou lá dentro estejam somente mulheres de alterne, talvez seja unissexo, talvez um bar de jogo, talvez uma casa de coisas proibidas… Talvez!
Nunca tinha passado naquela rua, não tinha ouvido falar daquela casa e hoje quase morro de curiosidade!
Coragem… Pedi a mim mesmo, coragem… Talvez batesse e me abrissem a porta, talvez me convidassem a entrar com todo o respeito, talvez abrissem e me agredissem, talvez me dissessem que era velho, talvez me levassem e não me deixassem sair, talvez eu não esteja bem vestido, talvez o dinheiro que tenho não chegue, talvez só tenham bebidas alcoólicas e eu só bebo sumo!
Coragem… A porta estava mesmo ali, era verde, uma maçaneta de metal do formato de uma mão fechada, uma fechadura moderna, um postigo na parte de cima e uma soleira de mármore… Pormenores que eu via cá fora, lá dentro era o que me fazia morrer de curiosidade!
Estava com medo, talvez me fosse embora sem bater, talvez bata só para olhar para dentro, talvez com sorte alguém saia e eu veja o interior, talvez tenha cortinas para lá da porta e nada possa ver, talvez…
Quase morria! A porta abriu, uma menina saiu, fiquei a imaginar, tinha razão, talvez estejam mais meninas lá dentro, talvez eu entre com ela, talvez ela me pergunte alguma coisa, talvez eu tenha coragem e lhe pergunte eu!
Ela olhou para mim e sorriu. Olhei para ela e apontei a tábua onde dizia: “Interdito a maiores de dezoito anos”, ela sorriu novamente, abriu a porta e mandou-me entrar!
Meu Deus! Desci um degrau, outro e outro, mandaram-me tirar os sapatos e as meias, o chão era de veludo preto, caminhei descalço até a um balcão, passei por entre anjos femininos e masculinos, mulheres de sonho traziam uma bacia com água, mandaram-me sentar, para que lavasse os pés, coloquei os pés lá dentro e senti a água fria subir por mim acima… Acordei, acendi a luz e…! Eu estava no meu quarto, com os pés no bacio e urina até aos calcanhares!
Isto sim… Interdito para maiores de dezoito anos!


José Alberto Sá

A cada acordar

A cada acordar

Ao acordar reinvento loucura para um dia, e levo o sonho na teoria erótica daquela noite.
Ao me deitar novamente, a teoria erótica passa à prática reinventada.
E sonho…


José Alberto Sá

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Foi hoje...

Foi hoje…

Ouvi falar de uma página colorida, da cor da mais bela sensação, ouvi falar de amor, de paz e de uma vontade louca que pulsa no coração.

Ouvi falar da verdade que imagino… Possuir-te, de sentir os teus atributos, um amor louco, que no abraçar que imagino, não é pouco, é desejo que me faz beber, que me faz possuir-te como num beijo.

Além de tudo, a voz que me falou, foi voz que se soltou na página colorida, na cor da mais bela e florida sensação, aquela que fez da folha em branco, a mais doce vontade de chegar ao céu, quando lhe falei em amar no chão, dentro desta prisão, onde vivo e sou o réu!

Além de tudo, foi belo estar na página mais colorida, num amor de ardente imaginação, num prazer firme e capaz, onde ouvi falar da vontade, de um pulsar que arrepia e de uma paz, capaz de me levar a amar.

E hoje a leitura foi também ela colorida, digna de quem viveu, vive e quer viver, sem nada deixar por fazer, hoje sinto ao escrever, que a loucura é um romance, uma loucura consciente, onde ao te ouvir, senti amor, um coração, muita paz de quem quer, ama e sente.

Ouvi falar e foi de ti… Eu não menti, pois de ti, já nada mente!

José Alberto Sá

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Em teu corpo

Em teu corpo

Quando eu digo que és sensual ou apetecível, é porque estou cercado por todo o lado, de uma fixação que o meu olhar não se quer separar, pois te vejo boneca nesta minha mente, te vejo nas ondas, pareces o mar que me abraça e se mostra na esperança de ser minha, na minha ilha, num veste e despe inegável, inigualável e para mim amável.
Assim cercado somente tenho uma solução, desnudar-me e nadar em teu corpo.
Quando eu digo que és sensual ou apetecível, és mar que me envolve e que me faz sentir salvo, de pés em terra.
Quando eu digo… Faço.

José Alberto Sá

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Lágrima de amor

Lágrima de amor

Brota de um olhar sobre a coxa, uma lágrima que faminta lá desliza.
Mais abaixo dessa coxa, o meu olhar, que fita sem parar a abertura da camisa.
Mais acima dessa coxa, que afastei, uma lágrima que faminta me pingou.
Mais acima dessa coxa, que limpei, uma lágrima da menina que me encontrou.
Mais acima dessa coxa, eu esperava, por entre lágrimas de amor que ela deixava.
Mais acima dessa coxa, eu me encontrava, olhos nos olhos, a menina me mirava.
Pois acima dessa coxa, eu já morava e louco mais acima eu delirava.
E a lágrima que caiu por entre a coxa, foi do vento e do amor que o céu abriu.


José Alberto Sá

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Lírios Unidos

Lírios unidos

Lírio dos meus lábios,
amante ideal do sétimo céu,
trazes contigo a matilha faminta,
que eu sinto nos olhos teus.

Lírio da intensidade
e prazer,
mulher flor
que me faz tremer.

Erótica pétala de unhas desmedidas,
que descem,
se cravam,
se ondulam e se fazem perdidas,
por entre gemidos meus.

Lírio do universo tátil,
menina de um jardim que dominas,
refinada obra de um Deus maior,
flor canção de notas encantadas,
como encantado é o amor
e o Lírio que te dou,
que unimos de mãos dadas.

Lírio puro em liberdade,
flor,
menina,
amante sem idade,
perfume e essência de uma louca claridade,
Inquietante é a fragrância
de quando bebo de teu lírio
e me sinto com mais vontade.


José Alberto Sá

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Olhar no tempo

Olhar no tempo

Abraça-me mundo sol, afaga-me durante o dia, à noite a lua é minha sensação, conservo a dupla imaginação, sentir o teu calor e a sombra da lua em meu coração.
Abraça-me mundo sol, estás em todas as sensações, mesmo quando a noite chega, e a lua se transforma em tudo que supões. É amor, em beijos e abraços que imagino… Abraça-me sol! A lua já aí vem…


José Alberto Sá

Os meus olhos

Os meus olhos

Neles eu me afogo, com eles persigo, deles as lágrimas brotam, os teus carinhos os transformam em sorriso, quase cantam, no descanso se apagam e na vida são para mim, tudo que vem de ti… Os meus olhos.


José Alberto Sá

Mistério

Tenho mistérios de amor, e não os encontro na carne, talvez na alma, talvez nos olhos que desejam, na certeza porém de serem mistérios que se exaltam e me idealizam…


José Alberto Sá

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Olhos

Nos meus olhos, eu encontro um recipiente, e é onde a água que nasce neles, são lágrimas que vão saciando a inspiração do meu próprio amor.


José Alberto Sá

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Todos os dias

Todos os dias

Nos dias que acordo
e são todos,
me levanto e me vejo tão contente,
pelos dias que acordo e te encontro
e são todos,
todos os dias que te beijo docemente.

Nesses dias eu acordo e agradeço
E são todos os dias em que adormeço
Que acordo pela luz e com a vida
E contigo meu amor,
minha querida.

Todos os dias são amor
e muito mais
me levanto, te levantas e nos olhamos
Um abraço, todos os dias
e nos amamos.

Todos os dias que vivemos e oramos.

José Alberto Sá