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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Viva o amor

Viva o amor

Viva o amor, uma constante que encontro na frequência de um coração que ama.
Viva o amor, um pulmão que respira através de uns lábios de vermelho carmim, um sopro que ama e vive na ousadia de ser feliz.
Viva o amor, um antigo sentimento que eu guardo modernamente no dia de hoje, e amanhã será vida novamente.
Viva o amor, e as portas se abrem, se fores sincero, se tiveres uma face, se vieres como foste… O amor vive para lá da sinceridade, para lá do ser que ama.
Viva o amor, a chave para todas as portas e janelas… Os pássaros voam e continuarão a voar… Ama eternamente e saberás sentir o sonho de ser pássaro…
Viva o amor, o olhar, a palavra, a confissão… A ternura, a simplicidade e a humildade de sermos sempre iguais a ontem… O amor é todos os dias, mesmo nos dias de amanhã…
Viva o amor… Eu vivo, porque, o amor não me abandona! Quando acontece já não é uma constante, nem uma frequência de um coração que ama.
A origem do meu nascer, será livro, será poema, será amor… Viva o amor.

Viva o amor eternamente… Em 2017 é o começo de uma nova tentativa… Tenta e ama.


José Alberto Sá

Cada ano que passa, outro vem...

Cada ano que passa, outro vem…

Cada ano que passa, passa real e surreal pelo meu respirar.
Sempre tento consagrar cada dia, e cada dia é uma separação de mim e do mundo, em cada dia me despeço do passado, mesmo não o esquecendo.
Sabe-me bem reencontrar o natural da vida e vingo-me com a nudez que o futuro me dá, e aí entro para mais um dia, mais um ano para tentar vestir esse amor.
Cada ano que passa, eu recordo que fui rei e que a meu lado existiu uma rainha, um príncipe e um reinado onde prosperaram os amigos…
Vou tentar utilizar os dias que o ano novo me vai trazer, vou abraçar os amigos, vou olhar o meu príncipe e oferecer-lhe cada segundo que puder, vou amar a rainha que se deita a meu lado e vou querer ser novamente feliz. Espero por vocês… Amigos.
A poesia é a única maravilha, que não passa com o passar dos anos, essa ganha sempre asas e voa pelo mundo fora, só me resta abraçá-la e abraçá-la é estar juntamente com todos os que a amam, os que a levam, os que a dizem e os que a escrevem.
Cada ano que passa ganho mais amigos… Então tudo já me é luz e amor.

Feliz ano 2017
São os votos deste vosso amigo, que vos guarda no coração.

José Alberto Sá

sábado, 24 de dezembro de 2016

A noite será...

A noite será…

Sou eu, pedaço de uma tarde, ou talvez uma manhã e um ser na noite por aí.
Nada é, sem que o vento sopre as flores e o calor me acene a alma.
Deixo correr o suor pelos pedidos que faço e é o branco que me chega, o branco luz.
Sou eu, numa viagem meditada, em tudo e nada!
Pergunto o porquê… Do medo em acreditar que tudo é, onde nada sou neste chão.
Bate as asas a borboleta, o sol nasce e o espelho reflete a surdez do mundo.
Já não sou eu! Quem manda no mundo, é um pedaço de condição humana que nos é imposta e o jardim continua repleto de amor.
Estou sensível, falha-me a memória mais autêntica, tenho medo de cortar o cordão umbilical e nascer!
Quando de novo for eu, serei novamente a tarde de sol, onde as borboletas nascerão pela manhã e a noite será… Amor.


José Alberto Sá

sábado, 17 de dezembro de 2016

A VIDA

A vida

Homenagem ao pensamento, ao meu pensamento, quando penso ou penso quando me deixam pensar, ou penso mesmo quando não me deixam nos pensamentos que penso!
Pinto por vezes sem ter tinta, digo verdades que por vezes me parecem mentiras, ou penso mentiras que me parecem verdades, na tinta que utilizo no pensar, em godés de tinta diluída nos meus pensamentos coloridos ou sem cor!
Homenagem ao tempo em que penso e penso que é sempre!
O sono me adormece e sonho, ou sonho quando adormeço com pensamentos perfeitos e impossíveis de acreditar, ou sonhos que me fazem acreditar, que um dia algures foi assim no meu pensar!
A mulher está na perfeição, por isso me fizeram homem e penso que a razão nasceu comigo, ou comigo a perfeição me fez homem para pensar na mulher!
O ar, o vento, a chuva, o sol, a noite, o dia, a terra, o céu… Tantas são as maravilhas que me levam a sonhar e a pensar… Pensamentos ou realidades do meu respirar, do frio, da água, do calor, das estrelas, da simplicidade, dos animais e um Deus por aí, por aqui, que me faz pensar, ou homenageia-me com este acordar diário!
Homenagem à busca, à procura, à luta, ao olhar, tantos são os medos e as razões que me levam a pensar, tantas são as ilusões e desilusões, que penso somente em ser, em ter, em sentir, em amar, ou no amar sinto que tenho um ser que somente se ilude e pensa na vida!
Homenagem ao sorriso que sara, recordo-me dos amigos que gostam de mim, recordo-me das crianças que brincam, ou então brinco com as crianças e com os amigos que me vêm sorrir!
Hoje homenageio a vida, sabendo que o pensamento está além do que imaginamos pensar, a vida é repleta de coisas boas e isso eu carrego dentro de mim, ou dentro de mim existem coisas boas, que não querem pensar no mal… E vivo assim… A pensar feliz!


José Alberto Sá

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Até mim

Até mim

Desce, desce até mim monumento, imagem de luz e sorrisos.
Desce até mim, reduzida nas roupas que te tapam, que te fazem dominadora.
Vem e desce como se fosse um ritual para a posteridade, uma descida com vaidade e em mim tatuada de suspeita paixão.
Desce, desce até mim inevitável donzela, boneca onde me sinto artista porno, vem, desce e absorve o meu querer em teu retorno.
Vem ver, vem sentir minha encarnação do amor, minha pureza de um céu inexistente, que somente existe em mim, vem olhar novamente a pele eriçada, doce e quente neste jardim
Desce, desce até mim, vem ver o mundo que tenho, mundo onde vivo e te desejo amar… Desce, desce à terra, ama o céu e beija o mar.
Desce daí, desce até mim como se fosses andorinha, voa no peito que te quer receber, voa dominante sobre a minha luz e sente, sente o vento e a tempestade que provocamos os dois.
Desce, desce princesa de um reino meu, quero-te abraçar em meu colo e eternizar a tua descida… Desce e serás o amor de uma vida… Desce.


José Alberto Sá 

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Irão... Eu também...

Irão… Eu também…

Irão suceder chamamentos, irão suceder diferentes momentos e sentimentos que nos marcarão!
Irão é a palavra de quem segue para o futuro e se altera do presente, para melhor… Os que conseguirem!
Irão é o caminho de ir e não voltar atrás, mesmo os que mudam de casa, os de mente que nos arrasa e os hipócritas de cada dia, mesmo mudando de ar, levam consigo a hipocrisia!
Irão suceder chamamentos, os anos, os ventos, o sol, a chuva, a fome e a sede, serão marcas da necessidade, na verdade são a nossa sobrevivência, o alimento sucedeu-nos o crescer, mas o tempo, esse, somente chama os que são verdadeiros… O tempo os irão alegrar.
Os que bipolarmente se vestem e despem irão ser chamados, mas irão ser aqui, na terra… Aqui é onde se paga a hipocrisia e a mentira!
Irão suceder chamamentos, sinto tal como os outros a razão do nascer, eu cresci e caminho pelo sol, pelo vento, pela chuva, pela fome e pela sede, mas irei tal como os outros irão, pela verdade.
Perfeito? Não sou, ninguém é… A mudança na minha vida tem uma razão, é que a simples mão que me aperta é igual ao simples olhar que me olha, como é igual à palavra que digo e tantas vezes sinto olhares, mãos e palavras que fogem, que se escondem e se sentem grandes… De tão pequenas que são, vindas da carne de quem se veste de hipócrita e segue essa doutrina!
Irão suceder chamamentos… Eu vou… Eles também… A vida a todos leva, mas só alguns irão… Irão ser felizes. Aqui e além…


José Alberto Sá

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Para todos, sem excepção, Feliz Natal...

Para todos, sem excepção, Feliz Natal…

Está frio e é dezembro, eu lembro esta data como a data de um nascimento que mudou a minha maneira de olhar dezembro, nasceu Um Menino especial, assim me ensinaram, assim aprendi, assim quero acreditar, assim quero ensinar…
É dezembro e está frio lá fora, por vezes chove e neva… É neste tempo que o meu aquecimento de casa funciona, eu não tenho frio! Mas O Menino, Esse Menino especial talvez tenha tido frio, ou imenso calor por ser O Salvador!
Escrevo para Ele com o pulsar do meu sangue, estou aberto a poemas e a palavras de um amor que Ele me fez aprender, me fez entender e me ensinou a oferecer.
Visto-o nesta data com palavras por mim despidas, em dezembro sempre assim enceno, sempre com o meu sorriso para as árvores verdes, para as luzes que piscam, para os enfeites da rua, para as crianças que olham para mim!
Está frio e eu uno o meu corpo ao Dele, ou Ele já se uniu a mim quando eu nasci.
Está frio lá fora, sempre lembro dezembro como o mês do Menino ou o Menino sempre se lembra de mim em dezembro, lá fora tantos são os meninos com frio, tantos os que têm fome, tantos os que não lembram dezembro por ser Natal! É dezembro e eu quero dizer a todos os que sofrem que vos amo, que os tenho, que os não esqueço, que os admiro, mesmo não pudendo estar com eles, ou simplesmente a minha impotência é real…
Mas escrevo para que todos saibam, que amo a palavra que Jesus me ensinou! Para todos sem excepção, Feliz Natal amigos da terra e do espaço onde habita o acreditar! Eu acredito e Ele também… É dezembro e está frio lá fora… Mas dentro de mim… O calor é Ele!


José Alberto Sá

domingo, 11 de dezembro de 2016

O jogo da vida

O jogo da vida

Afinal eu também jogo, o amor é esse jogo de sorte ou azar!
Jogo misterioso, importante, onde o jogo de cintura é ser ou não ser a totalidade, a verdade do que dizemos e fazemos.
Pornografia, sexo, com ou sem nexo, é amor num jogo em que o campo é a vida e nós os célebres actores/jogadores equipados de nada ou de tudo!
Afinal eu também sou da encenação, sou deste palco, onde as batidas de Molière são pancadas que damos uns aos outros quando em cena, pena por vezes esquecermos o papel!
Também sou o guarda-chuva que se molha em dias de tempestade, também sou a folha que se rasga de mal utilizada, também sou o inclinado ser que se verga ao destino!
Afinal eu também jogo, nesta acidez de vida ou nesta despida paixão que é a vida, eu disse despida, porque nem sempre vestimos a vida como ela merece!
Simultaneamente eu vejo o bom e o mau, o certo e o errado, o novo e o velho, o chão e o céu, sei distingui-los e por vezes ignoro essa valiosíssima parte da vida, é aí que se perde o jogo!
Afinal eu também jogo, sempre admiro a multidão que joga, os amigos que jogam, a família que joga, é sempre a vida que está em jogo e que nos dá o resultado!
Afinal eu também jogo, a cada segundo, a cada respirar, mesmo quando se sonha com o real, ou na realidade tudo não passa de um sonho.
Haja vida e o jogo está sempre a contar, as grandes penalidades são erros de quem não sabe defender o amor da vida, os livres são as lições do momento e o final não passará de um jogo que continua…
Afinal eu também jogo… Contigo!


José Alberto Sá 

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

A razão de te ter

A razão de te ter

Não sei se a razão é ter-te amado
Só sei que é desejo inacabado
Não sei se te ter é beijo dado
Só sei que é o amor do meu pecado

E depois a razão foi conquistada
No saber do desejo de uma mão dada
E depois em te ter foi boca beijada
No amor de te saber a minha amada

Agora sei que a razão é o teu olhar
Ao saber que o desejo foi-te abraçar
Agora sei que nessa boca posso beijar
Por te saber eternamente a me amar

Com tudo isto a razão aconteceu
Nos amamos eternamente na cor do céu
Com tudo isto nosso amor sempre cresceu
Deus Nosso Cristo disse que o amor, és tu e eu

José Alberto Sá

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Tudo chora e eu também

Tudo chora e eu também

Chora tudo e tudo chora!
Como eu choro também, neste chão o triste mora
Quando tudo e tudo chora
Em lágrimas de todos vós e dos meus olhos também

Chora tudo e tudo chora!
Escondido no meu canto, neste chão onde me espanto
Quando tudo e tudo mora
Num chão frio de lágrimas e carregado de pranto

Chora tudo e tudo chora!
Ilusão de uma promessa ao nascer, num mundo a acontecer
Quando tudo e tudo se devora
Num medo de quem implora, vontade de muito crescer

Chora tudo e tudo chora!
Gritos de um mundo além, sentidos por mim aquém
Quando tudo e tudo se evapora
Num mundo só de alguns, onde os outros são ninguém

José Alberto Sá

domingo, 4 de dezembro de 2016

Todos os dias...

Todos os dias…

Todos os dias poderia encontrar uma mulher, ou uma mulher todos os dias me pode encontrar! Não me escondo, nem procuro, também não se esconde, nem me procura, porque já estou, já sou, já tenho, já tem e já vivo…
Todos os dias poderia ser impenetrável, ou artificial, ou negociável, mas todos os dias penetram-me aromas femininos, todos os dias a natureza me faz saber a sua cor, todos os dias sou gratuito, o amor não se paga.
Todos os dias poderia revelar-me, poderia ser proibido, ou um tabu, mas todos os dias escondo algo, todos os dias abro exceções ao proibido e todos os dias sou palavra direta, firme e concisa.
Todos os dias poderia ser um animal irracional, um ser inerte, uma carta, ou um pensamento negativo, mas todos os dias acordo para amar, todos os dias amo, todos os dias digo que amo, boca na boca, todos os dias penso positivamente, porque amar é dar amor e isso é poder ser todos os dias igual a mim mesmo.
Todos os dias é a existência, do palpável, do aromático, do chamamento, da luz refletida e da tua voz a me penetrar…
Quando me dizes: amo-te
E eu te respondo: Também meu amor.
Todos os dias é assim…


José Alberto Sá

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Imagino-vos

Imagino-vos

Possuo uma imaginação tão real, que assisto todos os dias, aos retratos de todos os bons e os maus, onde a moldura sou eu que a faço!
Todos se dirigem nus em minha direção, todos são por mim vestidos, ou ainda mais despidos.
Não vestirei, mas sim arrancarei de mim, toda a pele daqueles que me forem impuros!
A imaginação é a graça do artista e essa graça é o objeto imaginário do obscuro desejo, o desejo que é meu!
Olho-vos a todos e a todos imagino… Nus!
Não pelo ato sexual, essa é uma imaginação que deambula dentro de mim, mas que somente a mostro quando visto alguém! Alguém que também me quer vestir!
Não sejamos hipócritas ou ignorantes, sejamos nus mas limpos, pronto a sermos vestidos, sejamos simples no existir e aí nos sentiremos vestidos de amor!
Esse amor é a roupa de que vos falo e imagino em todos vós.
Imaginem como eu a luz, imaginem a mão que toca na pele, imaginem o olhar que vos olha e vos chama, imaginem a boca que se abre e vos beija, imaginem o nariz que vos arruma o cabelo atrás da orelha e vos faz sentir a respiração, imaginem o calor humano que grita sem voz… Imaginem o ser real e saciai-vos dos pedaços que sobram das molduras que faço!
Todos vós sois retratos reais de vós mesmo e as molduras são os meus sentimentos, que vos imaginam vestidos de amor… A sobra deste meu imaginar é luz para quem se quer iluminar… Aqueles que não me conhecem e me podem vir um dia a abraçar!


José Alberto Sá