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segunda-feira, 30 de maio de 2016

A entrega

A entrega

Abandono-me, para me entregar ao teu prazer
E agora nas tuas mãos… A decisão é tua
Vestido ou nu…
Na escravidão da carne crua…
Sou totalmente o que dizes tu…
Que já não sou meu… Sendo meu…
O teu apetecer…


José Alberto Sá

O toque

O toque

Com o joelho, sinto o quente
Lençol comovente, roçar adentro
Com o joelho, sinto o ardente
Pernas macias, pela noite dentro

Depois o corpo responde audaz
Por já saber como se faz…
Como se faz pela noite inquieta
Joelho por dentro,
por dentro da emoção
Com o joelho sinto perto o coração
Sinto firme, excitação…
Sinto o ser poeta
Com o joelho e uma…  E outra mão

Depois mil beijos, carícias e um olhar
Com o joelho a sentir ondulações a rimar
Depois abraços, amassos…
Tantos gemidos pelos ares
Com o joelho a sentir…
O sentir que somos pares


José Alberto Sá

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Evidências...

Evidências…

O meu olhar desce o teu corpo… E é presa oferecida!
O teu olhar sobe o meu corpo… E é luz apetecida!
Unimos os corpos, fazemos amor… E os nossos olhos continuam…
Distantes… Imensamente próximos do ato!
Oferecido e apetecido… Por ambos!


José Alberto Sá

Sou duplicidade gratuita

Sou duplicidade gratuita

Sou duplicidade
Sou corpo metafórico
Sou recetáculo emotivo
Sou quem fecha… Sou quem abre
Sou dança… Tango… Folclórico
Sou fantasma… Poeta vivo

Sou duplicidade
Sou artista despido
Sou encenação gratuita
Sou quem ama… Sou quem odeia… Sou verdade
Sou esqueleto comovido
Sou escritor… Quem acredita

Sou duplicidade
Sou derivado da terra
Sou lágrima de um mar
Sou imagem… Sou desenho… Sou liberdade
Sou simplicidade que berra
Sou amor, por viver e por amar

Sou duplicidade gratuita


José Alberto Sá

quinta-feira, 26 de maio de 2016

A noite chega...

A noite chega…

Anatomia do meu deitar…
Anatomia dos lençóis…
Anatomia de corpos nus
Sonhos plenos… A rimar
Sonhos rasgados… Gémeos sóis
Sonhos alongados…
Sonhos grosseiros
Anatomia de sorrisos em corpos molhados
Loucura em travesseiros
nos momentos anteriores,
onde a mente faz jus,
debaixo dos cobertores
Sonhos brilhantes…
Sonhos de amor…
Sonhos sem pudor…
Em lençóis companheiros, ambos amantes
Uma cama…
A obediência…
A paciência…
A permanência…
A chama
Anatomia da palavra ereta
Sonhos simples…
Sonhos eróticos…
Sonhos hipnóticos…
Sonhos unidos… Boca fechada… Boca aberta
Anatomia da noite,
onde a respiração e o gemido são…
Anatomia de um poeta
Sonhos de uma noite em que o acordar é dia
O meu querer…
O meu desejo… Permanecer
Sorrir, amar
em alegria
Na anatomia do meu deitar…



José Alberto Sá

A obra

A obra

O desejo alimenta-se do poema…
E os olhos ao verem as palavras são excelência
A obra nasce pelo criador, é asa… É pena
É voo indefinido num amor de paciência…
Devagar… Muito devagar…
Olhar… Beijar… Tocar… Amar…


José Alberto Sá

quarta-feira, 25 de maio de 2016

A história do olhar

A história do olhar
Está nos teus cinco sentidos a história dos meus olhos...
Eles olham-te... Querem-te... Procuram-te...
E tu, vens nos teus cinco sentidos... Olhar-me
O amor acontece...
Os meus olhos brilham para ti
E o mais importante é ver-te...
O resto é a história que ambos construímos...
Tu vens... E os sentidos de unem numa leitura perfeita...
Olho-te assim...
Eu para ti... Tu para mim...
José Alberto Sá.

terça-feira, 24 de maio de 2016

Hoje

Hoje

Vou dormir para sonhar…E hoje vou pedir para sentir no meu sonho
Os bens essenciais… Os seios… O monte de vénus… As nádegas… E algo mais…
E durante horas não acordarei… Somente sonharei... É tudo que preciso…
E pela manhã ao acordar… Quero sentir… Beijar… Como se estivesse ainda a sonhar!


José Alberto Sá

Façam como eu!

Façam como eu!

Abro com a chave do meu ser… O amor de um corpo são!
Abro o segredo de outro ser… E amo outro coração!
Abro com a chave o gemido satisfeito… O pecado em ereção!
Abro o fantasma do apetecer… Com uma e outra mão!

Abro com a chave a carne… E delicio-me em comunhão!
Abro a tela que pinto… E o pincel é devoção!
Abro com a chave generosa… E jamais direi não!
Abro porque a chave do amor… É Deus e a criação!

Abro com a chave e com as garras… O que vocês sonharão!
Abro o jardim de loucos… E nada é em vão!
Abro a bem amada… Delícia de lava, para mim vulcão!
Abro para amar loucamente… A vida é luz e é paixão!


José Alberto Sá

Quando sonho palavras de amor

Quando sonho palavras de amor

Eu não sei onde se escondem as palavras que me faltam dizer…
Eu não sei, porque a noite me convida ao sono e as palavras aparecem pelos meandros do desconhecido… E sonho…
Eu não sei onde estou, quando sonho palavras que me transportam a imagens e cenas que nunca vivi. Algumas fantásticas, outras incompreendidas e ainda outras que não sei!
Eu não sei, porque acordo e por vezes já não as lembro!
Durante o dia eu aprendo novas palavras, diferentes das que me aparecem no sonho!
Eu não sei, porque o dia tem tantas palavras que me irritam, tantas que me elevam, tantas que me acenam, tantas que odeio e tantas que amo… Tantas… Tantas… E eu não sei para onde fogem durante a noite, quando durmo e sonho!
Eu sei tantas palavras… Palavras quentes, palavras frias, palavras brancas, outras negras, palavras feias e outras bonitas!
Eu sei tantas palavras, sei as que consigo apanhar durante o dia e sempre que sonho, vou tentando apanhar mais algumas… Eu não sei porque sonho tantas… E tão poucas acrescento no meu caderno de palavras novas…
Eu não sei, porque algumas palavras me trazem saudade, outras vontade, outras emoções, outras parecem canções e outras me levam a amar!
Eu sei porque tenho tantas palavras que não lembro!
Gostava de saber porque me fogem durante o sono… Sonho-as com amor e durante o dia nem me lembro delas! Eu acordado amo instintivamente, sem que lembre o amor da noite, quando sonho com elas…
Eu sei que as palavras me chegam completas e por serem completas eu as tenho em cada sonho.
Eu sei o tamanho de cada uma… A palavra amor, mãe, pai… Estas enormes palavras… Amigo, mulher, carinho… Palavras grandiosas… Humildade, simplicidade, completamente, inteligência… Palavras de um sonho constante, onde me deito.
Eu não sei, porque as sonho e as não lembro ao acordar… Somente sei que os meus olhos abertos recebem aquelas que me amam e me chegam… E essas com certeza me visitam pela noite dentro…
Agora estou acordado!

José Alberto Sá

segunda-feira, 23 de maio de 2016

luz

Não existe direção, nem programa
Nem loucura, nem exigência, nem profissão
Não existe terra, água, fogo… Nem chama!
Se dentro de nós, a luz se apaga e se faz escuridão


José Alberto Sá

sábado, 21 de maio de 2016

Poesia

A poesia alimenta-se dos desejos de um poeta…
Tal excelência é prazer da criação…
O amor escrito pela mão…
Abrindo ao mundo sentires… Uma porta aberta…


José Alberto Sá

Ventos de Luz

É na pele que teço bordados de um poeta
É a vontade do meu criador
Sem intenção ou sistema, a alma se inquieta
E se oferece tateando a pele, fazendo amor


José Alberto Sá

sexta-feira, 20 de maio de 2016

É verdade! Eu e tu!

É verdade! Eu e tu!

É verdade! Sempre tive esta vontade!
Abraçar a arte!
Fazer amor!
Sentir paixão!
É verdade! Sempre tive coração!
Cobrir o corpo nu!
Fazer poesia!
Sorrir em alegria!
E viver a dois… Eu e tu!
É verdade! Sempre tive sentimento!
Tocar na carne e comer!
Tecer a mistura e beber!
Amar sem confundir o alimento!
É verdade! Eu que o diga!
É amor!
É erotismo!
É sexo!
É feminismo… Verdade!
Palavras minhas… À minha Diva!
E depois… Não sou eu… Somos dois!


José Alberto Sá

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Tom rosa!

Tom rosa!

Não me firas amor… Essa parte rosa, faz parte do gemido!
A voz… Solta-se em sons com sentido!
E o apertar do botão, são… São puras pedras cristalinas que imagino!
Não me firas amor… Toca-me somente e quebra-me o cristal!
A voz… Canta o hino!
E a pele se mistura no timbre da vontade, que é bom e não tem mal!
Quando chegas e me falas, eu suspendo o apertar… As pernas escutam o teu sorriso!
É tão querida a tua voz… Que te sinto nesta parte rosa, onde te deito!
Não me firas amor… Revela-te contente e deita-te nos meus braços!
Sente-me árvore de ramos frondosos, onde a copa atinge o céu!
A voz… Pede que desflores a flor, que desprendas as pétalas e que beije a cor!
Não me firas amor… Beija somente… Ama e sente! Sou eu!


José Alberto Sá

Meu Portugal... Meu Espinho...

Meu Portugal… Meu Espinho…

Em Portugal, nesta terra doirada, se plantou Espinho à beira mar.
E alegremente me fez sentir presente e sonhar com a sua gente
Essa gente que de verde esperança, me ficou a conhecer para abraçar
Terra sem igual que nas águas da sua costa, me olhou e recebeu de contente

Primordial e belo é o cheiro a maresia, um aroma que vem de ti
De ti verde infinito, como infinito é o território plantado, chamado Espinho
Pertences ao melhor continente, a este mundo de gente, como eu nunca vi
E neste coração triunfal, amo a pátria sem igual, desde o Algarve até ao Minho

E as varinas sobre a areia, são sereias a dançar, são amor dentro do seio
São cantigas de além-mar, quanta bondade e beleza… Eu assim as conheço
Tal como sei meigamente, que elas são no contente, o peixe e o centeio

E a natureza sempre que pode, dá-me esta voz de um pobre, onde me confesso
Que o amor por Portugal e na palavra saudosamente, é um mundo por inteiro
Como inteiro é este meu abraço por Espinho, que a Deus eu agradeço


José Alberto Sá

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Solta as penas e te fazes anjo

Soltas as penas e te fazes anjo do céu…
E na terra quebrarás o ritual dos meus dias
E farás acelerar o meu cristal…
A tua voz soprará ao olhar meu  
Aí nos vestiremos em corpos nus e euforia
A tua boca novamente me sorrirá
Soltará palavras em perfeição, em sintonia…
E eu no soltar das penas, sentirei o teu ventre e morrerei…
Sem respirar, sem te olhar e te amei sofregamente no quente…
Na noite fria
E na tristeza do tempo passado, seremos futuro,
quererei estar a teu lado
E ser feliz…
Soltas as penas e te fazes anjo do céu…
E ao rebolar nas nuvens, seremos uma flor
Aromas e essências em perfeição… Onde o teu pulsar
Será no meu pulsar… As penas de um futuro de amor

José Alberto Sá



As gravatas da minha terra!

Quantas vezes as gravatas se mostram na varanda e os sorrisos se mostram bêbedos pelo egoísmo… Quantas vezes!
Quantas vezes as gravatas voam no vento, quantas varandas e palácios se enchem de vazio!
É o poder!
Na minha terra… Quantas vezes o abraço não se sente!
Quantas vezes pedaços de gente se aproxima… Aparecendo por baixo e não chegam lá acima!
As gravatas se apertam num nó perfeito, garras de um jeito, que só alguns sabem fazer… E no poleiro fazem do sorriso, um agasalho inexistente!
Na minha terra… Quantas vezes o homem disfarça o contente!
Quantas vezes, enganando o sorriso, amando a vida, para que aquela flor que nasceu, se faça gente!
Talvez um dia os lobos deixem os cordeiros em paz, esses demoníacos engravatados, os que uivam pelo sorriso, sem que seja preciso!
Na minha terra… A alcateia está em contra mão, existem cordeiros e um lobo em extinção!
E as gravatas continuam a provocar, sorrindo no seu passar e dizendo no seu olhar… Mediocridade, pobreza, ganância, intolerância, mesquinhez… Uma… Duas… Três… E outra vez!
É o poder!
Depois… Voltam à varanda, sorrindo e acenando mentiras…
Na minha terra… Quantas vezes se acena! Valerá a pena?
E quantas vezes mais serei enganado! Talvez exista uma força maior e que essa mão, me dê razão…
Gravatas e varandas eu não quero… Mas sentir as gravatas que acenam com o coração, seria de todo um desejo… E aí viria à varanda, olhar a gente da minha terra e lhes soltar um beijo…
Na minha terra existem gravatas… E varandas… Mas existe algo que as supera… O amor que eu tenho e o amor de alguém que me espera!


José Alberto Sá

terça-feira, 17 de maio de 2016

Dedos

Dedos

Dedos e rendas
Bordados e emendas
Rasgos e teimosias
Rendados e alegrias
Nos dedos da vontade
… Sinto
Nos bordados da tenacidade
Nas emendas da razão
Nos rasgos e aberturas
Rendados do coração
Que são o que são…
E são diabruras

De uns dedos
Sem medos…
Em comunhão

José Alberto Sá