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quarta-feira, 30 de julho de 2014

Não te tenho... Sempre

Não te tenho… Sempre

Quem te fez mudar de cor… Quem me fez a mim sentir essa mudança…
A noite te traz… O dia contigo me faz
Saudade… Lembrança

Que poder tem o luar da lua… Que poder tem a íris do meu olhar, se nua é a mudança feita de timidez.
A noite te traz… O dia contigo me faz
Sempre… Ou mais uma vez

Quem criou em ti os salpicos de um mar sereno… Transformado em mar de espuma, onde as ondas brancas são sorrisos que fogem sem saber onde cair…
A noite te traz… O dia contigo me faz
Olhar sensual… Sorrir

E se fecho os olhos só tu existes… Porque existes tão completamente em mim… Se em mim não pareces estar… Nem o sol… A lua… O teu olhar… Somente…
A noite te traz… O dia contigo me faz
Fruto… Semente

Bastava um beijo da tua vontade… Bastava um beijo do meu pedir… A cor do tempo que te faz mudar… Seria em mim a cor de amar… E ambos seriamos poesia… Amor e alegria
A noite te traz… O dia contigo me faz
Loucura… Magia

Perdoa-me não resistir… Perdoa-me por sempre te pedir… Mas tu és a razão da noite que te traz… Eu sou contigo o que a luz me faz

A noite te traz… Eu te amo mesmo sem te ver
O dia contigo me faz… Tu me amas mesmo sem o dizer
A noite te traz… O dia contigo me faz
E é bom… Viver… Sentir… A minha, tua paz


José Alberto Sá

terça-feira, 29 de julho de 2014

Cântico da caravela

Cântico da caravela

Naquele dia em que foste caravela,
te sentia,
te sorria dentro  do meu mar.
Dançavas nas ondas,
Dançavas nas vagas da euforia…
A água salgada pelo amargo silencio,
Onde eu te perdia.

Eu te quero, tu me queres… Nada acontece
Tu me queres, eu te quero… Tudo apetece

Naquele dia tu querias navegar na minha humidade,
na verdade,
querias os braços teus…
Pois os meus, eram ondas que te levavam,
pelo mundo que sentia a nossa paixão…
Coração…
Que batia no horizonte,
nossa vida, nossa luz… Tua fonte.

Eu te quero, tu me queres… Nada acontece
Tu me queres, eu te quero… Tudo apetece

Naquele dia em que naus te observavam,
o ciúme, o meu lume tudo sentia…
Nesse dia…
Eu sofria… Perdidamente,
caravela de olhos doces, menina contente…

Se um dia novamente tu quiseres
O meu mar já é teu em cada espuma
Serei teu, serás minha… Em tudo que apetece
Serás minha, serei teu… Em tudo que acontece

Caravela em meu mar
Num sorriso… Num olhar…


José Alberto Sá

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Sonho-te em cada palavra

Sonho-te em cada palavra

E assim enquanto o amor aperta
A saudade desperta…

E assim enquanto tu me abraças
eu me sinto perdidamente envolvida!
Como flor num jardim,
num corpo de ouro esculpida

Sou tempo que anseia o calor
...Sou de um tempo que não volta!
Me perdi completamente num mundo
Onde vivi um grande amor!
Um amor, além do mar… Uma gaivota

...E hoje... Simplesmente sonho!
Sinto por momentos te ter encontrado
O perfume que em mim ponho
É o amor das minhas noites,
onde o corpo é misturado

Esse amor que me enche de desejos
e de encantos
É um sentimento que me atrai... E me leva...
Noites em revoltados lençóis,
gemidos pelos cantos
Amar na luz como Adão e Eva

Lágrimas pelos cantos
Que me fazem voltar no tempo...
Onde o fogo é o alimento
Loucos desejos de mim… E são tantos

Que o mundo que imagino é o teu,
onde a luz vive ou já viveu
E foi feliz neste meu sonho... Tão feliz como eu!


Dueto: José Alberto Sá/SuelyRosa

domingo, 27 de julho de 2014

Dança esculpida

Dança esculpida

Eu quero dançar nu,
á tua frente
E na dança, esculpir com os meus dedos,
o teu barro
Pincelar aguarelas saídas da mente
Pintar cores diluídas, no corpo que agarro
Eu quero dançar nu…
E tu?

Vem dançar…
Olharás com esses olhos onde a emoção escorre
Despe-te, és o meu par…
Vem sentir os suores, que fecundam humidade e o calor
É esta a minha dança despida,
que sente, quer e morre
Por te ver comigo a dançar, nos suspiros do amor
Eu quero dançar nu…
E tu?

Tu serás o barro esculpido, por mãos sem timidez
Pernas entre pernas, órgãos que bailam pelo meio
E na dança de corpos a doçura e a rigidez
É a dança que quero, esculpir em teu seio
Eu quero dançar nu…
E tu?


José Alberto Sá

sábado, 26 de julho de 2014

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

De ti é o perfume da noite... De ti o dia, é tua voz... O resto és tu.


José Alberto Sá

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Jamais sozinha

Jamais sozinha

Aqui, num momento de solidão
Procuro o que desejo e não encontro
Procurei em vão e não te vi
Então escrevi na lousa do meu coração
A palavra amor com o teu giz
E sozinha perguntei…
- Onde estás? Diz
E do outro lado do silêncio a luz respondeu!
Brilhante como o azul do céu
Meus olhos sorriram e pediram…
- Dá-me um sinal de ti, dá-me a tua mão
- Tenho sede das tuas palavras,
não me fujas, vem até aqui
E aqui… Era aquela imensa claridade
A sensação de um calor, com sabor a verdade
- Espero-te em amor
- Vem!
E o encontro aconteceu… Olhos nos olhos…
No mesmo chão
E sozinha me dei por completa
- Sonhei-te em amor, amo-te minha eterna paixão
E do outro lado ficou a saudade
O longe que me faz sonhar,
que o perto é saber voar
E sozinha quero muito sentir… Contigo
Por isso…
Vamos dando asas ao amor, que invade nosso coração
- Como?
- Não sei!
A resposta é a noite onde te sonhei
O dia em que te vi
Quero-te, tenho sede, tenho fome de ti.
Jamais sozinha… Aqui…


Dueto: José Alberto Sá/Musa

quarta-feira, 23 de julho de 2014

ventos da minha luz

Ventos da minha luz

O contacto com a tua inocência, leva-me à inocência do meu querer.


José Alberto Sá

Uma parte de ti

Uma parte de ti

Não sei porque ainda te olho… Pedra
Longe te imagino em palácios de renda… Onde a nudez é a tua pele branca… Pura e única… Pedra do mar que um dia encontrei…

Não sei…
Porque ainda te olho… Sendo tu… Pedra
Talvez seja esse o motivo… Nua… Despida de trajes sedutores…
Despida de voz… De maldade…

Quando te peguei senti-te erótica… Pedra redonda de fenda arrojada
… Mas pedra

Tuas ranhuras me fazem erguer a mitologia… O acreditar que farias parte de uma deusa de mármore, que um dia perdeu no meu mar, a sua virgindade
Se verdade? Não sei… Sei somente que te tenho em meu abrigo… Pedra

O pretexto de te ter ainda…  É fantasia do meu livre pensar… Imaginar que ainda me chamas, através da tua dama… Talvez Vénus… Talvez uma dama perdida por aí

Olho-te e sinto-te completa… Pura pedra… Como pura é a dureza de ti…
Não sei porque ainda te olho…

Longe te imagino bela… Pedra de um erotismo simples, mas fatal…
Porque ainda te tenho… E não sei porque te olho…
Menina fria e distante… De mil segredos… Mas sensual

José Alberto Sá

domingo, 20 de julho de 2014

Meu relógio feito de sol

Meu relógio feito de sol

Os meus ponteiros soluçam as horas, sou por vezes o humedecido olhar, que nem dou pelo som do tic-tac… O meu coração é quem vive este sentimento… Aqui e por aí…
Peço aos segundos que me olhes novamente… Ouve-me, para que te possa falar do meu relógio, este meu carrasco do tempo, que quase me faz deambular em rotações, que mais parecem querer desmaiar. Meu relógio sonhador, não pode parar…

Por favor… Preciso que lhe dês corda… Abraça-me…

Os meus ponteiros caminham em uníssono, são ponteiros que deslizam pelas bermas do meu sorriso, um sorriso com falta da tua força, descalço neste contar, os segundos me fazem sentir essa tua face ternurenta…

Por favor… Preciso que me faças contar… Beija-me… Deseja-me…

Os meus ponteiros deslizam devagar, num tic-tac completamente esperançado, que sem correr pelo tempo que imagino perfeito, te consiga de novo alcançar.
Em cada volta do meu coração, sinto os ponteiros de cada sorriso teu… Essa prisão onde me fazes sentir frio e onde me fazes prisioneiro de ti… Os meus ponteiros são o teu contar… Preciso de um relógio feito de sol… O teu.

Por favor…. Preciso não parar… Meu relógio é feito de segundos de amor. Vem… Aqui no meu tempo é tempo de amar.
Os meus ponteiros esperam por ti… Dá-me corda… Já são horas…


José Alberto Sá

Profissão!

Profissão!

Depois de tudo, chega a reclamação suprema… O frio da esquina…
O cinzento depois de tudo…
E não foi arte, se o amor nasceu pela venda de um corpo, que se atravessou nas frestas de uma parede velha…
Velha é a profissão do pintor, do poeta, do escritor e do escultor
Velha é a profissão da dor… A luta… Profissão… Prostituta…

Depois de tudo… Chega a excitação incapaz de uma cobiça desejada, sem luz, sem beijo… É nada!
Sem lábios humedecidos, onde a humidade é lágrima que corre…
O frio… A névoa… A fome… A necessidade…
Liberdade? Não… Profissão…

A verdade! Depois de tudo e de todo o côncavo quente da pele…
Nada existe, nem fica o sabor, nem foi, nem é amor…
Depois de tudo é dor…

O triângulo é o início da luz quando nascemos…
Sensual quando amado… Perfeito se transportado pela pureza feminina…
Não é vida, se a vida é esquina…
Certeza que depois de tudo… Não basta entristecer…
Num mundo onde não sabemos quem somos… Quem somos neste mundo de apetecer…

Depois de tudo… Tudo vale… Tudo é fé… Tudo é vida… Depois de tudo, o tempo vai por aí… Escolha ou luta… Profissão… Prostituta…


José Alberto Sá

sábado, 19 de julho de 2014

Tão natural, como a natureza

Tão natural, como a natureza

Escolhi a natureza como companhia… Seios como montanhas… Nádegas como dunas… Ventres como oásis… Desejos como vales…
Escolhi a natureza… Porque a loucura é a natureza nua… Onde a humidade são rios… Onde os abraços, são ondas de um mar apaixonado… Onde os beijos são flores… As línguas que dançam, são os pássaros que voam… Onde o acto é a natureza que vive.

Escolhi ser o espectador de todo o fetichismo… A lua que me enche de nudez… O sol que me inunda de calor… A nuvem que se transforma em beldade… A maré que me traz a verdade… As estrelas que brilham, como a íris do meu olhar… A luz que ilumina o amor…
Escolhi a natureza… Sólido pensar, onde a razão me fez namorar…

Escolhi a paisagem… O mar que sinto na imensidão do meu coração… O vento que sopra aromas da minha essência… A água que me inunda, pelos lábios da tua fonte…
A terra onde caminho a teu lado… O ar que respiro da tua boca… O fogo que arde em nossos corpos… É o mundo natural que escolhi… Porque nele eu vivo em ti…
Simplesmente natural…

José Alberto Sá

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

Quando te olho, me sinto cego… E quando não estás, sempre te vejo.


José Alberto Sá

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

Meu coração pulsa baixinho, alto é o grito do teu silêncio…


José Alberto Sá

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

O meu coração conta o tempo… O nosso tempo.
Tu és o tic-tac do amor, o pulsar que sinto no meu relógio .


José Alberto Sá

terça-feira, 15 de julho de 2014

Sou pedra (executo-me)

Sou pedra (executo-me)

Por vezes… Sou pedra derretida em deslizares de intensa luminosidade, luz negra, aquela luz ou parte que nos fere a sensação de querer, como quem desnuda um mamilo e não lhe toca… Somente se derrete.
Eu derreto-me nas palavras… Para aldrabar o que penso, para ultrapassar o que me escapa, para negar a verdade do que vejo… E vejo tanto…

E aquela luz que brilha ao me olhar, não consegue falar, somente foge pelo mundo da imperfeição, pensando ser o mundo perfeito…
O mundo belo, fácil, suave… Não…
Não existe um mundo assim… A luz é nevoeiro que vejo num olhar do outro lado… Aquele lado sem palavras onde se sofre…
Sou assim pequeno… Tão pequeno que me imagino nunca alcançar… Sabendo que tudo está ali… Vazio ou cheio de amor que desejo…

Escrevo… Executo-me em painéis de papel… Onde versos ou prosas, são espinhos ou rosas… Sou assim… Em tudo que escrevo, se te vejo num mundo de fantasia… Um mundo que não existe, onde o teu sorriso se imagina a única, assim também eu te imagino, única e minha… Incompleto nestas palavras, executo-me aqui… Escrevo.


José Alberto Sá

Diluído no papel (executo-me)

Diluído no papel (executo-me)

Executo-me nos painéis revestidos de palavras, tento ser o diluído em versos ou prosas… Sou palavra dominada pelos que sentem… Ou não…
Socorro-me ao catálogo dos vossos olhos e dos vossos sorrisos…
E escrevo…
Não sei se bem ou mal, sei que escrevo como se eu fosse uma corrente de água fria, que corre em direcção ao pulsar quente de um mar… O vosso coração.
Sempre escrevo ao vosso coração… Nada penso ou sou… Sozinho.

Sinto-me inquieto nesta guerra que jamais vou ganhar… Ganhar faz parte de quem se atreve, de quem se mostra na luz de um ser incompleto…
Pois incompleto é imaginar a exaltação de uma vedeta, que se atreve a mostrar o êxtase daquilo que não é, essa vedeta sequiosa de lava luminosa… Que por vezes assim me faz imaginar… E perdido me vejo nesse ser incompleto… Executo-me aqui… Escrevo… Painéis de palavras…


José Alberto Sá

domingo, 13 de julho de 2014

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

Adopta-me e serei um menino bom… Direi somente poesia…


José Alberto Sá

sábado, 12 de julho de 2014

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

É com trajes de mendigo da amizade, que consigo vestir o smoking da felicidade.


José Alberto Sá

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

Se enfias o avental te fazes cozinheira… Se o tiras me convidas ao manjar…


José Alberto Sá

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

Dou de tempos em tempos, um suspiro aos meus lábios… Saudades… Vontades… Amor


José Alberto Sá

quarta-feira, 9 de julho de 2014

No palco da nudez

No palco da nudez

Ela está nua… Também eu me sinto assim…
Nu de lábios perturbados, nu de lábios inspirados num corpo melodia.
Ela está nua…
Mas sou eu que não consigo despir este sentimento…
Nu sobre as cordas do meu violão… Amo o som… O toque da nudez cega, a nudez que imagino… Que só eu imagino.

Ela está nua, mas sou eu… Sou eu que me rasgo na euforia, no delírio da música… Quando em transe.
Quando sinto a inquietação das mãos que percorrem todo o corpo e se deliciam na nudez das cordas… E toco fugazmente o inferno vermelho, a cor delicada entre a timidez do desejo… Rasgo… Devoro… Quero intensamente… Esse corpo nu… Como quero o meu em ti.

Ela está nua… Porque assim a imagino, sempre.
Sempre a vejo despida de olhos no meu violão… Quando toco… Nu… Como nua é a visão sobre as cordas, onde deslizas dentro de cada mão…

Amo-te descontroladamente… Quero-te…
Como quero a música desse teu ondular…
Como quero a música desse teu doce sorriso…
Como quero o voraz olhar que sai de ti, num timbre que pertence ao meu violão…

Nua te vejo, te vejo flor… Nua… Imaginada enquanto toco…
Estás nua na plateia, só e despida… Assim me sinto, nu neste palco.
E me fazes… Me levas… Me transformas… Me atiças o sonho…
E nu… Te imaginado nua… Toco os acordes do meu coração… O amor da imaginação.


José Alberto Sá

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

E por este caminho conto a história… Memórias de mim…


José Alberto Sá

terça-feira, 8 de julho de 2014

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

Basta-me um… Para que sinta muitas vezes…


José Alberto Sá

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

Dentro de ti vive a alma... Vive também o que não conheço...
Por fora vives vivendo… Vidas de um tempo que agradeço…


José Alberto Sá

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

Paro no tempo, para que o tempo me veja seguir…


José Alberto Sá

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

E ao olhar o céu limpo e azul, me vejo pássaro… Não por querer voar, mas por querer sonhar…


José Alberto Sá

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

Sento-me para sonhar palavras… De pé declamo o sonho…


José Alberto Sá

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Na viela

Na viela

No fundo da rua, daquela rua estreita… Onde os pés e pernas se alinham… Existe uma viela, nua, só e atraente.
Tantas vezes de mãos na parede e joelhos no chão, fugia da violação num encontro modelo.
Sempre nos encontrávamos ali e rebolávamos pelos sonhos que já levávamos de casa.
Amava sentir-me de olhos vendados… Rimos tantas vezes, as cócegas cegas de tactos loucos e perdidos em nossos corpos.
Na viela…

Guardo como quem guarda um retrato, desenhos com formas de amor que ainda perpetuam os meus neurónios… A presença de ti como modelo… Bela.
Na viela…
Nas rugas daquela parede velha, injectava as vontades de um artista sequioso… Pintava-te com cada dedo… Línguas sobre a tela… A arte de uma deusa, vestida de viela… Nua.

Contamos histórias, representamos, escrevemos naquele chão, tantas vezes de joelhos sentimos a terra… Quantos traços se desenharam pelos corpos roliços… Provocações que guardo no meu íntimo.
No fundo da rua, ainda hoje desfruto o espectáculo vivido intensamente, tão completamente que somente me limito a amar aquela viela… Nua e húmida… Ainda húmida de vontade…


José Alberto Sá

terça-feira, 1 de julho de 2014

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

Jamais algo se acaba quando lhe damos continuidade... Amar é dar uma vida de magia... E a magia é ter dois olhos sorrindo para mais dois.


José Alberto Sá

Egoísta... Somos

Egoísta… Somos

Amor, tu não digas a palavra não… Eu sei que sou egoísta de uma vontade que atravessa os prenúncios do meu cio.
Não sei como vês o mundo… Eu vejo-o assim… Completo de amor, aquele amor com que nasci e não sai de dentro de mim.

Sou egoísta da liberdade que deixo nos meus olhos, eles seguem um caminho traçado por mim, não os consigo desviar das entranhas… As partes que se apegam ao meu corpo como se existisse magnetismo… Diz-me porque me atrais dessa forma e me transformas em egoísta…

Sei que me foges por entre vontades que nem tu sabes explicar… A explicação que vive na ausência, sem que te dês de conta… Aí entra o meu egoísmo…Quero-te só para mim, nem que seja só para saciar o resto que me falta… Falta-me tanto, que ao te olhar anseio que me olhes também… E venhas comigo viver o egoísmo de mãos dadas… Tu és egoísta também… Só pensas em ti…

Vives amarrada pelos trapos de uma vida, que habita a humidade da tua íris… Uma cor doce, igual à voz que me inunda ainda mais o egoísmo.
Desculpa… Mas já não sou eu quem comanda o coração… Cada batida é uma lembrança daquilo, que ainda não tiveste coragem de me dizer… Mas anseias tanto, quanto eu…

Egoísta?
Não! Egoístas somos nós, um nome que dou a este atrevimento faminto, num céu pleno de azul, a cor que me representa, aquele azul onde as estrelas durante a noite se deitam comigo… E tu és uma delas… E tão egoísta que me abocanhas num todo, até que o sol nasça…
Egoísta?
Somos… Porque tu também me desejas só para ti e não me dizes…

José Alberto Sá