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sexta-feira, 30 de maio de 2014

Sou artista...

Sou artista…

Sou artista…
Da arte consciente… Sou mística do tempo em que me sinto erótico… Por ser artista…
É nesse erotismo que me vejo inquieto… Que sonho sem contacto ao contacto por mim imaginado.
Sou artista…
Sou o voluntário sentado se te pego no colo… Sou o surreal da poesia que escrevo… Sou o que se levanta para mudar de posição… Sou poesia inquieta…
Sou artista…
Artista indecente que contrasta com o contrário, com o interior se o exterior se mantém vestido…
Sou o perdido se encontrado no vazio das palavras, carregadas de desejo e submersas pelas infiltrações oculares dos meus comentários e sentidos.
Sou artista…
Aquele que pinta os lábios carnudos, que se sentem capazes de serem meus… Meus são os lábios que me beijam… Sou eu o impregnado de mistério e medo… Medo do dedo que imagino húmido, aquele que desliza depois de passar pela língua e desfolha a página.
Sou artista…
O que se esconde na humidade de um vestido, que foge por entre as gotas que caiem do céu… Sou eu contigo no mesmo guarda-chuva, onde te vejo segurar o cabo… Minha mão na tua mão molhadas…
Sou artista…
Sou aquele que imagina um simples prego, que na sua utilidade se faz espetar, após a estucada do maço… Sou aquele que o imagina penetrado na entranha da madeira… Entranha! A fresta que me faz sentir erótico…
Sou artista…


José Alberto Sá

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Imagino-te...

Imagino-te…

Se voas nesse lugar… Andorinha…
É porque sabes contar a mais doce adivinha… Contada num céu, que sinto por não saber se um dia serás minha… Não sei responder…
E se voas nesse sonhar… Andorinha
É porque saber sentir nas tuas asas… A cor do meu desejo… O vulcão aceso dentro de mim… O fogo… A cinza… As brasas…

Sabes Andorinha? Sinto-te em cada voo… Em cada batida, em cada movimento, em cada pena tua…
Meu Deus… És a pureza nua… No teu voar…
Desnudo-me… Se me olho ao espelho das águas cristalinas do meu lago… Sonho-te…
Bebo-te… Toco-te e afago…

Cada onda que minha mão faz… Ondula a vontade… O prazer… O amor… A paz…

A paz és tu nesse longe, nesse infinito lugar… Longe… Tão longe que te sinto um pontinho negro no céu… O meu céu…

Preciso que desças daí… O teu cheiro, não sei como é… O teu toque, não sei o macio e a leveza que iria sentir… Ah… O teu sorrir, como seria bom beijá-lo… O teu corpo poder abraçar… E voar… Sim voar, sei que me levavas… Eu sou leve, poderia ir numa das tuas asas… Prometo não te tocar… Até que poises…

Depois posso brincar contigo… Mas tu…
Se voas nesse lugar… Andorinha…
É porque sabes contar a mais doce adivinha… E que eu não sei responder…
Um dia? Sim um dia… Poderá acontecer…
Adivinharei… Que voar eu também sei… Se for contigo…


José Alberto Sá

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

Se eu caminho nu de gravata é porque o encontro é de gala…
Eu serei a quimera dos teus seios, onde a ilusão que me mostras é o avental que somente trazes…


José Alberto Sá

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

Na minha essência existe uma prioridade… A mulher.
Tal como existe a vontade que eu apalpo, nas esculturas que existem na minha observação.
Sou escultor e opino cada relevo… Na mulher que eu observo… Em cada escultura a quem chamo de Musa, Diva ou Paraíso.


José Alberto Sá

Vou pensar... Em ti

Vou pensar… Em ti

Hoje vou pensar só mais um pouco… Esse pouco é em ti… Esse pouco que vou pensar, será aí.
Irei pensar naquele beijo, naquele sentir de lábios que não conheço… Naquele salivar que tanto sonho… Sonhos de um pensar, que mesmo sendo tão pouco, eu me ponho… Somente em ti, meu amor…

Hoje vou pensar, sem saber onde parar… Se na terra, se no céu… Se no mar…
Se na cor, se no mel, se em calor… Mas vou pensar meu amor… Irei pensar, pensamentos que não sei… Pensamentos que não dei… Neste pouco, mundo louco… O meu por ti.
Serei eu o único audaz, serei eu o rapaz que pensa… Se sou o que não devo, se sou somente o que escrevo. Ou se sou o mundo além, onde vislumbro esse amor, alguém… Meu amor.

Hoje vou pensar por momentos, saborear nossos ventos e voar pelos ponteiros do pensamento… Ser a ave que voa em exploração, com asas de quem te procura, de quem te deseja e de quem te ama.
Ser a água, ser o ar… Ser o fogo, ser a chama…
Chama… Esse falar que me faz sentir, palavras que desejo ouvir e poder contigo abraçar.

Hoje só vou pensar por um segundo… Um segundo enorme de ti… Imaginar todo o mundo… Subir ao mais alto céu… E pensar que és tu e que sou eu… A descer no mais profundo… No mais puro… Da vida, ser a luz, ser o sol… Ser desejo e caricia, ser a perfeição do amor…
Hoje vou pensar, se tu pensares… Vou amar se tu me amares… Mesmo sabendo que não te vou tocar… Eu te espero, te quero e vou continuar… Hoje neste pensar… Aqui… Em ti.


José Alberto Sá

domingo, 25 de maio de 2014

Assisto, porque vivo

Assisto, porque vivo

Assisto em cada momento a um suspiro de vontades mágicas… Vivo em quereres que desejo concretizar.
E concretizar faz parte do fenómeno que se constrói em meu coração. Assisto a cada pulsar em tons vermelhos… Pois azul não é meu sangue.
Mesmo quando me imagino rei ou príncipe de quadros femininos e naturalmente direccionados aos meus sentidos.
Sentidos que na graça do ser artista, se fazem prevalecer da pena e do papel… E ali se desmascaram sem pudores… Amando cada gesto e cada traço na poesia.

Assisto a monstruosos corpos… Digo monstruosos porque me dilaceram as entranhas pelo desejo… Desejos aflorados de perfumes e essências capazes de serem normais ou anormais… Normal é o instinto carnal no animal… Eu sou…

Assisto e convido-vos a caminharem comigo pelos contornos que imagino nas musas… Nas divas que escondem a vontade e as saliências de um corpo se se vê tapado… Pois tapadas se encontram as limitações de um olhar… E eu não consigo fazê-lo… Tenho medo do meu olhar… Tenho medo de não conseguir parar… Tenho medo de cair sem que seja uma mão feminina a me levantar… Assisto a esta maleficia criatura que me ignora… O pecado…

Assisto porque peco… Já o disse tantas vezes… Peco e não tenho como evitar… Evitar seria não viver… Contudo sou inocente, sou um raro fantasma que ainda navega pelos mares de um corpo que sonho…
Simplesmente sonho… E ao acordar… Assisto… Porque vivo seguidor de imensa paz, imensa felicidade e imenso amor… Assisto porque sou… Um ser vivo… Eu… Um evoluído animal que ama a evolução do suspiro… Quando o faço por ti…


José Alberto Sá 

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

A roupa que vestes revela mais do que o que escondes… Amo os teus relevos que se nus seriam iguais a todos os outros… Em ti o secreto desperta-me o desejo.

José Alberto Sá


Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

Quando o vestido cai, triunfa um corpo… Ombros, braços, coxas,… Tudo feito com a seda e veludo com que te sonho.


José Alberto Sá

sábado, 24 de maio de 2014

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

Não é somente através do pincel que te pinto… É também com a mestria do amor com que te escrevo.


José Alberto Sá

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

Carrego no interruptor que me permite acender e apagar a minha luz…
A medida do meu desejo é manter acesa a vontade e no escuro viver iluminado… Contigo…


José Alberto Sá

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

Tenho comigo um conflito incurável… Amo-vos…


José Alberto Sá

Espero-te no vento...

Espero-te no vento…

Se os ventos me ajudassem a correr, eu seria a folha que voa, eu seria o pássaro sem destino, seria a vontade de um menino, se os ventos me levassem.
Eu seria leve…
Eu seria breve…
Breve na escolha do tempo, do tempo… Se ele me levasse por esse caminho de vento, esse caminho feito menino, onde o homem se reflecte na luta do destino.
Se os ventos me ajudassem a correr… Eras tu… Tu…
Aquela brisa que aromatiza o horizonte do meu olhar, se o vento me levasse, se o vento me fizesse flutuar nas ondas da maresia… Seria o sentir de uma corrente, um corpo que sente… Que a lua é de noite e o sol é de dia… Se os ventos me ajudassem a correr…
Se me ajudassem a receber o perfume, o aroma de um corpo que sonho, eu seria a loucura, eu seria a procura por ventos feitos tornado…
Seria perfeito em todo o lado… Contigo… Em redemoinhos de amor…Tu… Eras tu…
Esse vento que peço, que me ajude… A correr até ti, feito menino neste corpo de homem, repleto de desejos e carinho…
Se os ventos… Os ventos… Ventos… Me ajudassem a correr…
Eu seria leve… Porque leve é o amor neste sonho feito viagem… E tu…


José Alberto Sá

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

Dou muita importância quando te vejo vestida! Amo retirar o desnecessário…


José Alberto Sá

terça-feira, 20 de maio de 2014

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

A metamorfose feminina é tudo que acontece antes de lhes pegar no colo.


José Alberto Sá

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

Traço-te com os olhos na tua horizontalidade, quando me vês na vertical e ambos nos sentimos numa diagonal de amor… Ora tu… Ora eu… em diversas linhas do momento…


José Alberto Sá

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Im(possível)

Im(possível)

É impossível me concentrar… Vejo-te em tudo que mexe…
Vejo-te em tudo que brilha, vejo-te em tudo que se silencia, vejo-te em tudo que se esconde, vejo-te em tudo que vibra… Vejo-te em tudo que aparece… Vejo-te sempre… Sempre em tudo…

É impossível olhar e não te ver… Como é impossível acordar, sem que te tenha sonhado, sem que me levante e tu ali…
E no sonho acabado de fazer, és um sol que brilha para mais um dia, para mais uma impossibilidade de não me esquecer de ti.

De ti é simplesmente cada segundo… De ti é completamente cada golfada de ar… De ti é o impossível caminhar sem que me persigas…

É impossível sentir a chuva sem que a água seja a tua pureza, como é impossível sentir o sol, sem que seja teu o seu brilho…
Esse brilho que me visita a cada momento, pois é em cada momento que vivo o impossível… Sem ti… Nunca…

E agora… Agora como posso eu ser livre? Se me sinto preso e algemado a ti… Que bom… A ti é bom…

A ti… É impossível não amar os abraços que me prendem, impossível não amar os lábios que me sufocam… Impossível não sonhar com esse olhar... O olhar que me penetra por entre as grades do amor que sinto…
E sinto tanto, que é impossível adormecer sem que sejas tu… Tu com essa mão doce e fina, com essa leveza e candura, a apagar a luz que ilumina o meu coração…
Tu… Tu… E eu na minha impossibilidade de ti…

Em cada sonho… Em cada impossibilidade, em cada saudade… Em cada momento de solidão…

É impossível… Dizer-te não…

José Alberto Sá 

domingo, 18 de maio de 2014

O teu, (meu) valor

O teu, (meu) valor

Que eu mil vezes suspire, me veja pelos campos de flores do teu perfume.
Que eu mil vezes sonhe, pela saudade que eu vejo na estrada da tua lealdade.

Que esse teu perfume me inunde, como se inunda o mar com grãos de areia e piedade.
Que essa vontade me leve por mil razões, que ela seja onde o meu rosto se revê no chão das tuas emoções.

Que eu mil vezes te ame e que seja onde o beijo de lume se rompe.
Que eu mil vezes te adore e que seja onde o abraço te corta.
Que seja pela perfeição do teu sorriso, onde tudo é e me desfaz.
Que seja pelo cumprimento de dois corpos roliços, onde o amor rebola.

Que eu mil vezes seja o animal bárbaro, enraivecido… Com cio.
Que eu mil vezes seja a lança e o arco numa guerra de braços, pernas, beijos… E seja a ave que solta o pio…

Que eu seja tudo mil vezes e tu só uma… Mas que seja… Mas que venhas…

Que este campo de flores onde corro… Me faça mil prazeres… Que por ti eu morro…
Morrer por ti mil vezes… Eu não quero… Mas morrer por ti uma só vez, valerá mil vezes que eu suspire…

Que eu mil vezes suspire.

José Alberto Sá

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

Eu não me preocupo contigo! Eu preocupo-me com todos…


José Alberto Sá

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

Hoje abri a porta à minha luz.
Bateram-me à porta, abri… Era o amor feito de luz!
Mandei entrar e perguntei: Porque bates à minha porta?
O amor não me respondeu! A luz já tinha entrado!
Hoje, abri a porta para vós… Vereis a luz que vos ofereço…
O amor que vive comigo e me transporta em sua luz, até vós.


José Alberto Sá

sábado, 17 de maio de 2014

Porque me disseste... Eu corro...

Porque me disseste… Eu corro…

Corro pela avenida de um coração pulsante
Pulo… E grito canções de encantar
E tu… Sempre tu… Corres comigo
E sacio, como tu sacias esta vontade de cantar
E tu…Gritas em mim, um louco alarido
Porque me disseste…

Sacio esta vontade de ti
Esse teu olhar, por mim a chamar
Esse teu sorriso de enlouquecer
E tenho…
Tenho medo, medo de te perder
De nunca te encontrar

Corro pela avenida de um beijo desejado
Pulo… E grito odes perfumadas de mim
E tu… Tu…
Porque me disseste…

Paixão, verdade que existe
Não te fujo, só tenho medo
Medo de não poder viver,
Este nosso segredo
O eclipse irá acontecer, e nesse dia
Seremos como o sol e a lua

Então… Eu corro ainda mais… Mais
Pulo pela praia, pelo campo… E voo como pardais
E tu… Tu… Corres comigo… E voas
Quando me disseste…

Nesse momento, tamanha será a felicidade
Não te fugirei...
Tu serás meu e eu serei tua
Serei completa… Como completa é…
A nossa verdade…
De alma… De coração… Nua…

Corro… Sem parar…
Porque me disseste… Amar… Amar…Amar…


Dueto: José Alberto Sá/Musa.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

Eu reparto a felicidade que recebo, pois sou parte da vida e a felicidade é parte de nós.


José Alberto Sá

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

Falo da luz e agradeço o que me faz sentir… A energia que me transporta ao encontro dos outros e o imprescindível funcionamento do meu coração… Falo da luz… O amor… Minha mão…


José Alberto Sá

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

Cultivar luz é responder com a claridade do olhar, aos olhos dos outros.
Assim se vê mais além… Assim a luz é igual todos os dias… Meu olhar…Vosso olhar…


José Alberto Sá

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

Naquele dia não entendi o calor da luz, mas foi ali onde a minha vida mudou… A paz entrou… Um raio de luz de um olhar divino… O amor e o meu sentir renovado… Foi ali…


José Alberto Sá

terça-feira, 13 de maio de 2014

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

A minha oferta não é mais que o aroma do meu olhar…


José Alberto Sá

O momento

O momento

Pareço ouvir-te por entre lençóis de cetim
Corpos entrelaçados, ventres colados
Como colados são os ruídos que de ti, vêm para mim
Gemidos soluçados, completamente atordoados
Em planícies… Montanhas do sim… De um louco sim…

Sim, é a voz que deambula na minha procura
Quando dizes… Agarra-me… Agarra-me pelo cabelo
Esconde-te dentro deste meu lábio… E vivo a ternura
O momento em que o açúcar do amor, já é caramelo
Creme doce e provocador… Aroma da sensualidade
Cabelos puxados, línguas em claridade
Olhos inquietos, mãos sedentas em liberdade
E tu… Tu debaixo de mim… Cravas os dedos pela verdade

Agarra-me pelo cabelo… É belo te ouvir
Sentido sadomasoquista… A louca conquista
Corpos suados, delírios de um jardim de mil posições
És a flor de todas as emoções…
A diva de cabelos soltos, que agarro na fuga do gemido
Sangue que ferve de dois corações…
E o corpo sobre mim… É o amor perfeccionista
Posições de contorcionista, mãos de malabarista
Pareço ouvir-te…
Dizes, agarra-me pelo cabelo…
… Que belo…


José Alberto Sá

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

Cada palavra de amor que me atingir de vocês… Virá saciar a minha sede.


José Alberto Sá

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

Podem-me vencer pela voz… Mas não me vencem pela luz…
Eu sou a luz… Mesmo em silêncio!


José Alberto Sá

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

Chamaste-me de mel… Sente-me derramado em teus lábios…
Será doce o nosso amor…


José Alberto Sá

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

Eu amo as minhas palavras, pelo retorno do vosso amor


José Alberto Sá

domingo, 11 de maio de 2014

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

Olho as tuas mãos e nelas vejo o tempo…
O tempo que as senti e desejo sentir…


José Alberto Sá

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

Como é importante viver agora…
Vem… Vive…
Eu sou agora…
Amanhã não sei!


José Alberto Sá

Apeteceu-me... E a ti?

Apeteceu-me… E a ti?

Hoje apeteceu-me imaginar o céu, a terra a as ondas a troar
Trovões que imaginei rebentar o brilho do meu olhar… Este meu olhar feito cometa.
Uma imitação de planeta, que sabe iluminar o meu coração… Esta luz que vos mostro com os raios de letras, escritas no céu, na terra e nas ondas de mil poemas…
Hoje apeteceu-me sentir este coração que te quer… E se sente, feito bomba… Uma imitação de estalidos, fogo-de-artifício e lava que sinto descer pelo desejo, meu corpo no teu… O amor na nossa sombra.
A sombra imaginada por mim… Neste meu louco dia do apetecer, em que a voz teve medo dos ferimentos… Do teu não… Do teu sim…
Hoje apeteceu-me imaginar os instrumentos que tangem, que dialogam com os seres celestiais, aqueles que coabitam o que sinto por ti…
O céu, a terra e as ondas a troar… Hoje apeteceu-me imaginar…
Trovões que me deixam velejar pelas entranhas do universo…
O teu verso… O meu poema que não esqueço…
Pois… Esquecer seria não sonhar com os raios que dançam ao som dos zumbidos… Sons pontiagudos… Aquele inebriante, fino e doloroso timbre… Quando me foges…
E na fuga sinto-me incapaz de voar, de correr e saltar… De sentir as ondas, a terra e o céu…
Onde o céu… És tu…
Onde a terra… É o amor que me acena…
Onde as ondulações são o amor de um imaginar, que ao troar… Sempre vale a pena…Sonhar…
Hoje apeteceu-me…
E a ti?


José Alberto Sá

sábado, 10 de maio de 2014

Me dás... Eu te dou... Meu mundo

Me dás… Eu te dou… Meu mundo

E aqui meu mundo, não há quem negue
O que tanto me dás, o que tanto me ensinas
Palavras de um Deus que me segue
Candura em poesia, vestida de rimas

É aqui meu mundo que respeito e me deleito
Com odes, canções de um coração lusitano
Deus dos amores… É convosco que me deito
Sentindo nas linhas a palavra que amo

Pões-me tu… Deus de um mundo meu
Palavras escritas que penso e relato
Pões-me tu… Versos que escrevo neste meu céu

E aqui meu mundo, te ofereço a luz do meu apogeu
O meu momento deliciosamente aromatizado
O perfume da poesia, do meu coração… Para o teu


José Alberto Sá

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Vai por aí... Espero-te

Vai por aí… Espero-te

Vai por aí, deixa-te levar nas ondas do mar
E em forma de espuma… Ama-me
Afaga-me
E lava-me na tua cor
Na cor azul feita de luz, do teu olhar

Vai… Vai por aí…
E vem até mim, vestido nessas ondas de paixão
Abraça-me
Beija-me no amor que dizes ter
Neste meu louco apetecer
Onde te quero, nas águas da minha sede
No abraço que sentiremos, coração com coração
Como quem trepa uma parede

Vai… Vai por aí…
E vem pela luz que nos guia
e nos leva a entrar pela magia
Se fores por aí… Terminar esse teu caminho
Unido no amor, sem sofrer
De mãos dadas… Flores aromatizadas
Beijos e abraços… Voos de passarinho

Vai por aí… Deixa-te levar pela liberdade
Será a nossa mútua vontade,
que perdura este sonho
Num futuro que brilha… Na onda que me maravilha
Tertúlia de amor, mar e poesia

Vai… Vai por aí…
Pois este meu anseio de te ter e nada ser
Esta vontade que anseio carinhosamente…
Este meu desejo de ti… Quem me dera…
Esse querer belo e medonho…
Mar que olho para te ver
Onde te sonho por aí… À tua espera

Dueto:


José Alberto Sá/Musa

Se soubesses de ti (de mim)

Se soubesses de ti (de mim)

Meu amor se soubesses, me dirias o que eu não sei, me dirias o que sabes tu…
Saberias o que penso e não te dei… Mas sempre imaginei deitado em pensamentos, contigo num corpo nu…
E se soubesses do meu pensamento, me terias dentro de ti
Te diria o que não disse, sentirias o grito dentro de mim e estarias rebolando pelos suores da vontade… Comigo aqui…
Aqui meu amor… Dentro do meu pensar, este pensar que não me abandona, que não me deixa fugir deste sonhar…
Se soubesses virias a correr de braços abertos e ser minha dona
Se soubesses que o pensamento na tua ausência é doloroso, como é revoltoso viver sem ti, sentirias o meu pensar quando adornei nestas linhas que te escrevi…
Quero-te…
Ai se soubesses o que eu penso, por vezes sem pensar, saberias dar valor à loucura do meu gostar… E virias despida para que ao sentir os teus lábios, deixasse de pensar… E só degustar… Degustar…
Pensa comigo, serás como eu… Um pensamento voltado para ti num coração vestido de céu
O pensar de mãos dadas… O teu… O meu.
Pensamento que te espera, nesse corpo do qual sou réu… Meu amor
Espero-te…


José Alberto Sá

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Vem... Por entre a giesta

Vem… Por entre a giesta

Sou a vontade do mundo... Por entre giestas de amor...
quero-te, vem por favor
Querer é não pedir... E sem favor, agarrar de ti essa flor
Olhar-te pela vontade do mundo... Beijar-te na mesma cor

Vem... Vem quebrar a linha que nos separa, entrelaça-a em teu coração...
Ama-me, estou nas tuas mãos minha paixão
Seria belo sentir esse belo pulsar… Minha mão, tua mão
E no abraço sonhado, imaginar o outro lado, da tua imensidão

No nascer de um sonho, tudo nos parece real...
Nós os dois, olhos nos olhos, lábios unidos, que sonho...
Seria celestial…

Assim sonho neste céu... Um céu igual ao amor ausente e medonho
Beijar-te de vontade, neste amor sem igual
Imaginar-te aparecer…Por entre a giesta deste amor, onde me ponho


Dueto/soneto de: José Alberto Sá/Musa

Esse mundo que te encontra...

Esse mundo que te encontra…

Se o mundo vai por aí… Te vai encontrar e eu fico feliz
Esse mundo é quem diz… Esse mundo que vai… Que vai por aí
Tão feliz por te encontrar
… E no encontro da luz, serei o sol e tu a lua…
Esse mundo que encontra, a razão do meu querer…
E se tudo acontecer…
Será nua… Que o mundo te vai encontrar…
Nua como eu neste meu mundo… Da mesma cor…
No mesmo céu… Igual ao meu olhar…
E aí serei sol… Serás lua…
Serás areia… Eu serei mar

E se o mundo vai por aí… Te vai encontrar…
Nas redondezas dos astros, que semeei ao luar
… Esse mundo é quem diz… Esse mundo que vai…
Que vai por aí…
Um mundo que abraça, igual mundo, não tem quem faça…
Ser a razão de existir

Sou a vontade do mundo… Por entre giestas de amor…
Por entre giestas de paixão.
Esse mundo, que é mundo em meu coração…
Esse mundo de astros e terra comovente, igual ao mar…
Esse mundo que abraça… Esse mundo que me ama…
Como sempre… Como sempre no mundo te quero amar

E se o mundo vai por aí… Te vai encontrar…
Te trará até mim, para que fiques comigo.
E no encontro da luz, serei terra, serás natureza…
A flor na minha certeza… Nesse mundo…
Que é mundo para voar…
Esse mundo onde vivo, como num sonho celestial…
Onde o sonho é real… E o real é imaginar…


José Alberto Sá

domingo, 4 de maio de 2014

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

Ao me recolher na noite, me vejo…
Sonho e revejo… Sorrisos feitos de girassol… Vocês amigos…
Por isso ao me recolher na noite… Sonho e beijo…
Sorrisos feitos de sol… De ti amor…


José Alberto Sá

sábado, 3 de maio de 2014

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

E se eu um dia voar...
Não serei ave... Serei poesia que grita na voz de quem sabe
E voarei... Voarei... Pelas palavras que eu sei


José Alberto Sá.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Diz-me... Que voltas...

Diz-me… Que voltas…

Diz-me, porque tenho esta vontade de te ter… Porque quero de ti tudo saber…
E levar-te pela estrada do meu coração… Pelas artérias que se alegram na correria do meu sangue, somente porque penso em ti… Somente na vontade de te ver…
Ver-te, no meu sangue a pulsar, sentir-te, no meu sangue borbulhar… Como línguas que salivam em namoro… E tu corres… E eu corro…

Diz-me, porque só te vejo a ti… Porque sonho e no meu acordar estás ali… Na luz que penetra pela preciana… Mesmo ali junto da cama… Onde te pude sonhar e receber…
Só tu sabes em segredo da vontade… Só tu sabes que meu sentir te persegue… E não há quem o negue…
Estás em mim… Desde o dia em te conheci… Desde o dia em que falamos… Foi aí que dissemos… Foi aí que sonhamos…

Estás em mim… Desde o dia em que senti… Que a luz és tu e mais ninguém…
Que a vida é amor, mesmo quando a presença não se tem…
Diz-me, porque sou este rapaz que se dilui… Porque me disseste que eras minha… Porque me fizeste dizer que sou teu e não fui…
Diz-me tu, porque eu não sei!
Sei sim… Que te vivo… Sei sim… Que sou a paciência… Porque sinto que és tu a minha essência…

Diz-me, que és cravo ou és rosa… Que no papel és a prosa…
Eu sou a palavra que te ama… Sou a luz… Sou amor… Sou a chama…
Volta… Sinto frio á minha volta… Sinto no tempo revolta…
Diz-me que perdoas… Serei luz… Serei amor… Serei asas de um pássaro teu… Que só contigo voa…
Diz-me… E perdoa…

Diz-me amor… Diz-me que não me esqueces… Que de mim tudo mereces… Eu sou teu em poesia…
Diz-me amor… Serei contigo alegria... Alegria… Alegria… Alegria…


José Alberto Sá

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

Olhos vivos, cabelos em silêncio… Tudo real.
Tão real que vivo na imensidão do olhar e na suavidade do cabelo…
Isto, quando suspiro junto ao teu ouvido… Para dizer que te amo


José Alberto Sá

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

Eu conheço os meus passos em direcção a ti… E quando chego a uma encruzilhada, espero pelo sinal verde do teu sorriso… A minha esperança.


José Alberto Sá

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

Já vivi anos demais escravo da folha em branco… Hoje e sempre viverei sobre as linhas… Elas serão testemunho da minha mudança… Palavra…


José Alberto Sá

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

A queda faz-me perder quase totalmente os sentidos… A queda de uma lágrima por ti…


José Alberto Sá

Ventos da minha luz

Ventos da minha luz

Quero gozar livremente o fôlego… Quero conseguir a paz, conceder a atitude e agradecer às musas do tempo… Os prazeres da vida!


José Alberto Sá