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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Deixo escrito o que sinto...

Deixo escrito o que sinto…

Por favor
Sente esse papelinho, que levas na mão
Toca-lhe
Não o abras já
… Cheira-o
E sente a leveza da sua cor
… Olha-o
E sente a textura,
como se fosse o teu coração
Segura… Segura esse papelinho
Sente-o mais um pouquinho
Serás pura

Por favor…

Quando o abrires
Sente-o como se de ti fizesse parte
Dentro tem amor
Tem arte…
Basta sorrires

Por favor…

Abre devagar
E sente o vermelho nele contido
Um coração comovido
Que bate lá dentro
E por fora, te quer amar

Por favor…

Sente…
Sente-o e olha para mim
Esse papelinho é um jardim
Que não mente
Por favor…
Sente… Ele é amor


José Alberto Sá

No ano que vem...

No ano que vem…

E se o ano que vem, me abraçar
Sentirei arrepio só de pensar
De pensar que o ano que vem,
vem para eu viver
De pensar que o ano que vem,
tudo tem
Tem a vida que me faz crescer

E se o ano que vem, me oferecer
Sentirei vontade de tudo fazer
De agradecer ao ano,
que sinto ao escrever
Sentirei vontade de oferecer,
as palavras do meu caderno
Agradecer ao ano tudo que ele me dá
E se eu viver… Serei Primavera… Serei Verão…
Serei Outono e serei Inverno
Para o ano que vem, escrever melhor
Muito melhor o amanhã

E se o ano que vem, me amar
Então sentirei os lábios do teu beijo
O beijo dado pelo melhor do amor
Aquele amor,
que nos é dado ao abraçar
Aquele amor,
que sonho e desejo
O amar de amor, que espero desse ano
Um ano que viverei para dar

E se o ano que vem, for alegria
Aquela alegria de olhos abertos de luz
Amarei com vontade… Amarei fortemente
Tão forte como sinto a poesia
Amarei com simplicidade, na vontade
de Jesus
E se o ano que vem, vier cheio de cor
Seremos o arco-íris e faremos amor

José Alberto Sá

domingo, 29 de dezembro de 2013

Te irei buscar

Te irei buscar

Não me canso… Levarei até ao fim o amor
Olharei por entre as árvores e sentirei o verde
As folhas que me olham,
serão testemunha…
De que não me canso… Até que por entre elas,
nasça uma flor
De que não me canso… Até que a luz escureça
Olharei por entre folhas e esperarei que amanheça
E de olhos abertos te sinta na carne … Como unha…
… Minha
Para sempre

Não me canso… Levarei até ao horizonte o carinho
Olharei por entre as ondas e sentirei o mar
A areia que me sente os pés,
será testemunha…
De que não me canso… Até que por entre pedras,
nasça a vontade de te buscar
De que não me canso… Até que a água salgada,
seja a salitre das minhas lágrimas
Olharei fixamente através da maresia
E de olhos abertos… Te buscarei,
como o sol busca o dia…
… Meu
Meu dia que virá

Não me canso…Levarei até ao universo o desejo
Olharei por entre as estrelas e sorrirei contigo
As nuvens que me perseguem… Serão testemunha
De que não me canso… Até que te diga ao acordar…
Bom dia
De que não descanso… Até que te diga ao deitar…
Boa noite
Olharei o raiar do sol pela persiana e direi…
Tal e qual com amor…
Como diz a borboleta a uma flor
E de olhos abertos… Te pegarei no colo
E no meu solo… Te darei o beijo
O abraço… O carinho… A vida em amor


José Alberto Sá

POETA

POETA

Ser poeta…
Como é bom ser poeta
Ser poeta é cantar planando
Ser poeta é ser mundo
Voando

Ser poeta…
É a tradução do amor
Ser poeta é mistério
É o lúcido sentir… Ser flor
Ser luz… Ser humano… Sério

Ser poeta…
É ter altura de pés na terra
É ser imenso de braços de mar
Ser poeta é ser a serra
Ser o céu… Saber amar

Ser poeta…
É saber vibrar nas ondulações
No êxtase… No momento
Ser poeta é saber tocar corações
Ser a chuva… Ser o vento

Ser poeta…
Como é bom ser poeta
Ser azul, ser vermelho e incolor
Ter até no ódio a cor do amor
Ser poeta é deixar a porta aberta
Ao mundo das palavras

Ser poeta…
É ser um lago de cisnes cor-de-rosa
É ser a voz inquieta
Ser a esperança… Em textos em prosa
Ser poeta é ser magia
Ser vontade
Ser poesia… Ser simplicidade

O dom que Deus me ensinou
Que ser poeta…
É ser… Como eu sou


José Alberto Sá

Ao meu amigo Leonel

Ao meu amigo Leonel Pinheiro

Conseguir flutuar em magia é conhecer o nosso amigo Leonel Pinheiro.
Um jovem amável que através das palavras nos transmite carinho, amizade e uma partilha sem limites à cultura e ao amor.
Falar do Leonel é um pouco difícil, pois tenho medo de errar e não ter palavras que cheguem para a sua beleza na escrita.
Na sua escrita ele nos ensina como subir degrau em degrau, sempre sentindo a vontade de vencer.
São palavras como as de Leonel, que nos ensinam a valorizar e compreender o outro lado da vida.
No seu livro ele nos transporta a um amor visível, ao sofrimento do tempo, ao fingimento da procura, à lágrima da saudade, à imparável imaginação das palavras… Os seus contos.

Sinto-me bem no seu espaço, sinto a terra, o ar, a alma e tudo se transforma em contos que transpiram sentimentos e sentidos, assim me senti ao ler o seu livro.
Possui um magnetismo especial, liberta e acalenta emoções numa viagem pelo positivo e negativo.
O livro “A Viagem Sombria” com certeza foi criado com amor, num abraço de coração, numa vontade imensa de passar o testemunho da sua mente.
Desejo que sua vida se encha de repletos sucessos… Tu mereces… Leonel Pinheiro.

Abraço deste teu amigo,

José Alberto Sá.

Uma caixinha... O teu coração

Uma caixinha… O teu coração

Abri…
A caixinha de cartão
Branca e com flores amarelas
Bem decorada
Que ansiedade saber…
Sentir a proeza, do segredo nela contido
… Um coração
A oferta de tantas portas e janelas
Um segredo enviado para mim

Abri…
A caixinha de cartão
Branca de tampa aveludada
Que ansiedade poder…
Olhar a beleza, daquela prenda fechada
A oferta de todo o seu querer
O querer que me veio de ti…
Amada

Abri…
A caixinha de cartão
Branca por fora e doce por dentro
Que ansiedade… Que loucura foi o saber
Saber… Que dentro o amor estava sedento
Por uma vontade, uma mão
Uma mão que abrisse o segredo do teu ser
O amor… A tua imensidão

Abri…
A caixinha de cartão
E nela continha a tua letra
Uma carta perfumada… Um coração
Estava escrita de azul e raios de luz… Cometa
Era para mim…
… Eu li
… Eu vi
… Eu senti
E amei
Dizia somente: Amo-te bebé
… Tão belo
… Tão doce
… Tão perfeito
Que ainda a guardo, dentro do meu peito
Aquela caixinha de cartão
Com amor… E muita fé
Uma caixinha… O teu… No meu coração


José Alberto Sá

sábado, 28 de dezembro de 2013

Queria tanto...

Queria tanto…


As palavras falham-me, nesta boca sedenta
Sedenta… De saliva com aroma
Do mel de uma outra boca… Encanto
Queria Tanto…
Queria… Que visses os meus olhos
Que sentisses o meu sentir
Que ouvisses o meu grito,
aquele que me chama e me fala
Aquele que me acelera e me aguenta

Queria tanto…
Queria… O tanto que te peço
Esse pedaço, do pouco, desse pouco de ti
De ti… Só uma gota…
Tu és um imenso mar
De ti… Só uma página de esperança
Um olhar… Um sorriso
De ti… Um perdão… Uma mão macia
É isso que te peço a ti…
Minha alegria

Queria tanto…
Tanto que já me sinto um pedinte
Um barco que se afoga nesse teu mar…
Rico
Poderoso…
Tão poderoso que me afoga
Num mar incolor… Sem cor…
Não existe quem o pinte
Só eu o saberia pintar…

Queria tanto…
Olhar-te mais uma vez… Queria-te chamar
E os teus olhos me diriam da tua vontade
Tua verdade
Tua em imensidão de elementos… O mar
A terra… A terra que pisamos
e que de mãos unidas… Sentidas…
… Beijamos

Queria tanto…
Tanto que me vejo num espelho e te imagino
a meu lado
Tanto que me vejo no banho e te imagino
molhada
Tanto que me vejo em sonho e te imagino
na minha realidade… Amado… Amada

Queria tanto…
Ser teu prisioneiro, em liberdade
Vem… Olha-me… Sente-me…
Queria tanto…
Pois este pouco que peço… Seria tudo


José Alberto Sá

Mais um ano aí vem...

Mais um ano aí vem…

Ano Novo
Ano desejado
Ano do povo
Roubado
Pelo Ano passado

Ano Novo
Ano esperado
Galinha sem ovo
Galo depenado
Pelo Ano passado

Ano Novo
Ano desconhecido
Vestido de negro corvo
Mas apetecido
Pelo Ano passado
Num povo em castigo

Ano Novo
Ano que me envelhece
Ano que já absorvo
Talvez um Ano que me apetece
Para sair à rua com o povo
Para pedir…
Um Ano Novo

Mas que seja Novo
Porque velho
Ou igual
Melhor não festejar…
O povo
Esse povo de sangue vermelho
Um povo sem mal
Se fartou de pagar

E se o Ano que vem
Nada traz e nada tem
Que nos deixe em paz
Na paz de um povo
Que já nada tem
Somente um Ano Novo


José Alberto Sá

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Silêncio... Fado e Poesia

Silêncio… Fado e poesia

Silêncio…
Não me olhem assim
Só pedi o silêncio, porque não vos ouvia
O silêncio que me chegava,
das cabeças que diziam sim
E eu não vim…
Silenciar o silêncio que se ouvia
Vim pedir silêncio desse lado
Silêncio pelo fado
Silêncio pela poesia

Agora…
Sim
Já podem olhar para mim
O fado se cantou,
no silêncio que ficou
A poesia foi declamada
Pelo silêncio da mente,
que sente calada

Silêncio…
Já podem falar
O fado terminou
A poesia paira no ar
Voando no silêncio,
de quem a declamou

Fado ou poesia
Em silêncio se dizia
E a voz que encantava
Era todo
Todo o silêncio que se amava
… Magia


José Alberto Sá

Por este caminho... Não!

Por este caminho… Não!

Não caminho…
Não caminho por aí
Por essa estrada,
que a lado algum,
me leva
Me leva a tudo, me leva a nada
Me leva ao caminho que não vi
Um caminho que não escrevi
Quando nasceu… Adão e Eva

Não caminho…
Não caminho por aí
Pelo paraíso
Pela estrada de amor… Mentiras, sem juízo
Pela estrada sem rumo
Pelo caminho que me trouxe
Que me trouxe até aqui
Aqui, a este caminho sem prumo

Não caminho…
Nem tão pouco pelo caminho,
que deambula cego
Caminho sem passeios
Sem pedras… Sem razão
Caminhos que nego
Como nego o caminho sem meios
Sem tolerância
Sem distância… Por aí…
Sem chão

Não caminho…
Caminho somente,
por essa estrada de alcatrão
Aquela que se bifurca ao fundo
Que engole casas… árvores e caminhos
Caminhos sem coração
Que engolem pessoas…
Más e boas
Caminhos perdidos no mundo
Caminhos sem caminhos…
E se eu aqui caminho?
... Não!


José Alberto Sá

Que me importa

Que me importa

A vida…
Que me importa
Pouca coisa nela vejo
Sombra no chão esquecida
Como esquecida é a chave sem uma porta
Como esquecida é a boca
Sem ter um beijo

A vida…
Que me importa
Nela sinto o chão onde rastejo
O amor que me olha convencida
Como se olha a luz, depois de morta
Num escuro dia que já não vejo

A vida…
Que me importa
O tempo passa… Desgraça
Eu vivo por aí, já sem saída
Fechado na dor, que o gume corta
Matando a vida que me abraça

A vida…
Que me importa
Se a fome que não passo, outros passam
Eu mato da colheita… Outros nem horta
Outros sem nada… Sem pão
Que me importa
A vida dos que sentem
Se o pão da fome
Comem… Os que mentem

A vida…
Que me importa
Sou mais um mendigo,
do meu pensamento
A vida…
Sem amor… Sem alimento
Sem coração…
É castigo

Que me importa a vida… Sem amor


José Alberto Sá

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Quem ama… Vive completamente
E completamente vive… Quem sabe amar


José Alberto Sá

Hoje estarei ausente... mas vos levo para viver.

A tua voz...

A tua voz…

Cantas sempre, tu és a voz
A lembrança do meu coração
A beleza de outra era
A razão de não estarmos sós
Na voz, como no calor de uma mão
Na voz, no abraço teu… Linda quimera

És a doce ondulação, que me namora
… Frondosa
A bela adormecida, no meu berço
Coberta por quem, por ti chora
… Maravilhosa
Que na cantiga a boca eu não esqueço

Voz que me beija
Voz que me embala… Voz encanto
Sempre alegre no timbre doce
Na loucura vibratória… Que meu olhar deseja
… Meu manto
Meu perfume preferido… Ai se não fosse!

Se não fosse, naquelas noite de aromas e cantigas
Naqueles dias de fragrâncias e açucenas
… Flor
Que na luz é a mais bela das raparigas
Que no sol é a personagem, das mais belas cenas
… Minha voz… Meu amor

Que voz… Pareces o mar
Nas cantigas que me cantas em segredo
A este ser tão pequeno como eu
Que somente te ama… Como ama o céu
Que voz… Que bom te namorar
No timbre… No calor… Sem medo

Porque amo a voz que me beija, sem despedida
Porque amo a voz que me abraça
Porque amo a voz que me fala
A voz que não me cala
A voz que me dá graça
A tua voz… Querida



José Alberto Sá

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Espinho, como eu te amo...

Espinho, como te amo…


Espinho, terra de mar… Em Portugal
Sonho contigo, com tuas ondas alegremente
Tu és… Sempre uma rainha sem igual
Terra esperança, terra amor… Da minha gente

Espinho, em ti tudo é belo e colossal
Em ti tudo é infinitamente
Espinho do meu coração, meu lugar imortal
Espinho terra de luz… Sou tua semente

Eu vivo inteiramente em teu seio
Eu vivo completamente a tua beleza
Espinho terra de amor… A ti te premeio

Espinho que meigamente se mostra à natureza
É em ti que vivo poeticamente… E a ti te nomeio
Poesia de mar… De luz… Minha alteza


José Alberto Sá

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Ser pai... José

Ser pai… José

Lá no amor profundo
Maria chorava
Lá na cabana no meio do mundo
Ali reflectia…
A sua dor que amava

Lá…
Eu nervoso, esperei
Naquela cabana onde chorava e sorria
Eu cantei
Eu dancei para Maria
Ali… Na cabana
Onde a fui levar,
à luz do dia
Uma luz… Uma estrela…
O meu brilhar

Lá mesmo no fundo
No fundo da alma
Ela chorava… Soluçava sem saber
Que o Mundo… Estava ali tão perto
Toda a vida…
Minha mão na Sua mão
Era dela a minha palma
Aquele chão

Lá no fundo da cabana…
Um coração
Que sorria…
Ela sorria por me ver
Na cabana do menino acabado de nascer

Lá no fundo… Nosso mundo
Doce e Bela… Maria
A alegria neste Mundo de esperança
E muita fé
Lá no fundo… Ela sorria para mim
Minha luz… Sua luz… Eu sou José

Lá no fundo
Na cabana… Nasceu menino
Uma estrela…
Uma luz vinda do céu
Eu te amo Maria desta terra
Sou José… Do teu céu e do teu mar
O Menino Nosso filho… Meu e Teu
É a luz da vida que veio para amar

Lá no fundo
Nasceu Jesus… Para ser o mundo


José Alberto Sá

É NATAL...

É natal…

Eu estou nas mãos de Deus
Sois a luz que ilumina o cristal,
no carinho dos céus
Já começo a ouvir os anjos que cantam
A voz que me chega em melodia
É natal…
E os sonhos se levantam
Aos olhos que me dão a alegria
Amigos que me fazem viver em amor,
É tão bom vos sentir
Vos ouvir… Amigos de cada dia
Sois a voz…Sois a luz do meu sorrir

É natal…
E o mundo continua
Na palavra, no momento e poesia
Sois a voz do meu coração
Sois o pulsar do sangue na minha rua
O caminho onde vos tenho em magia
Sois a cor, o amor e uma canção
É natal…

Harmonia, humildade e verdade
É natal…
Com amor e liberdade
Sois o chão, os amigos que conheço
Eu vos tenho, vós me tendes sem idade
Vós mereceis um abraço… Eu vos mereço
É natal…
O momento que me leva à infância
Brincadeira de menino inocente
Em vosso calor, meus amigos sem distância
Amo vos conhecer…
É natal… Vivo contente


José Alberto Sá

domingo, 22 de dezembro de 2013

Felicidades e amor... Ele virá

Felicidades e amor… Ele virá

Ele irá nascer
Novamente na nossa vida
Ele irá saber
Novamente pela voz agradecida
E quando vier, olhará para nós
Novamente será o rei
E quando ouvir minha voz
Sentirá que o amo sem lei

Ele irá nascer
Novamente em amor
Ele irá conhecer
Novamente… Que o mundo é dor
E quando vier, abraçará quem é bom
Novamente será a luz
E quando ouvir que a poesia é dom
Sentirá que o amo… Ele é Jesus

Ele irá nascer
Novamente para perdoar
Ele irá Florescer
Novamente… A terra, o céu e o mar
E quando vier, nos dará eternamente o amor
Novamente será o amor mais puro
E quando nos tocar… Seremos a perfeição da flor
Sentirá que o desejo, como vos desejo amor…
… No futuro


José Alberto Sá

Do ventre

Do ventre

Maria…
Minha mãe
… Quanto amor
Eu te devo toda a minha alegria
O meu ardor
A minha fé
Hoje dou mais valor,
ao que ninguém quer ver
Maria…
… Quanta cor
Deste ao mundo no teu viver
… Quanta magia
Como és humilde em coração
Gentil Senhora
Imagem que nos segura, neste chão
Amo-te a toda a hora
Minha mãe… Maria
Ao deitar... Ao nascer do dia

Foi do teu ventre, que nasceu
A vontade de te amar
Um Menino do tamanho do céu
A quem me vergo… Pecador
Na oração do meu pesar
Porque peco… Maria
Minha mãe…
Meu Deus… Senhor


José Alberto Sá

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

À minha estrela

À minha estrela

Minha estrela, minha amiga
Em amor dedicada
Menina de perfume asseada
Uma donzela… Doce rapariga

Quanto amor à moda antiga
Que belo é o teu saber
Que doce e cativante querer
Mestra da essência… Que a nada me obriga

Pela manhã não se sente sozinha
E mesmo pela noitinha
É todo o meu apetecer

Minha estrela… Criada e senhora
Sorrisos de luz e o mundo a sentir
Que em mim sempre dás sem pedir
O amor teu… No meu, sem demora

Sou teu eterno namorado
Jamais me sentiria zangado
Pelo rumo que me deu… Meu Deus
Este norte que me dá sorte
Nos lábios vermelhos, teus e meus

Minha estrela… Que habita minha casa
Que habita o meu coração
Senhora, flor maravilha
Rosa poesia, que sempre me arrasa
Rica… Humilde menina, da cor do pão

Trabalhadora… Senhora da minha ilha
Jurada até ao infinito dos meus dias
Minha estrela… Meu amor
Todos os dias… Em maus momentos
e alegrias… Sempre

Minha estrela, minha amiga
Sempre… Eu que o diga

José Alberto Sá


quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Chorar...

Chorar…

Queria chorar o que não sei…
O que não sei deste amor bandido
Meu amor sofrido
Meu amor que ganhei…

Queria chorar o que não sei…
Meu amor, soltar as lágrimas do perigo
Meu amor, meu castigo
Meu amor estar contigo… Ser rei

Queria chorar o que não sei…
Meu amor, meu horizonte
Meu amor, minha fonte
Meu amor, que em sonhos abracei

Queria chorar o que não sei…
Meu amor por mim amado
Meu amor por mim levado
Meu amor, tu já és lei

Queria chorar o que não sei…
Meu amor, somente te quero
Meu amor, ai como te espero
Meu amor, como te amo e amarei

E no dia que não chorar
É porque te tenho a enxugar as lágrimas do meu olhar
Eu sei o quanto te amo
Em cada segundo… A cada hora… Todo o ano


José Alberto Sá

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Menino amor...

Menino amor…

Menino da estrada
Pedia faminto… Um pouco de calor
Branco de frio, em pele enrugada
Menino amor…

Pedia somente um sorriso de luz
… Em troca de pão
Pedia o amor que sentia…
Menino Jesus
Que queria falar, do seu coração

Olhei-o tremendo
Com vontade de o abraçar
Caminhei querendo
Pão de amor… O meu abraço lhe dar

Olhou para mim, levantou uma mão
Um aceno…
Olhei os seus pés, sujos de lama
Tão pequeno…
Estavam descalços da vida...
Perdidos na mágoa daquele chão
Sem roupa… Sem amor… Sem cama
Mas com a alma sentida… Paixão

Estendi meu querer
Para o fazer entender, que o amava
Soltou um sorriso
E sem que fosse preciso
Iluminou a berma da estrada

Senti impotência… Nada tinha para lhe dar
E quando se levantou
Para mim olhou
E disse: Obrigado por estar aqui
Seu carinho… Eu sempre o vivi

Fechei os olhos naquele momento
Senti o sol… O céu e o vento
E quando abri… A luz que fazia era Celestial
Não tinha menino…
Mas tinha dentro de mim um sorriso, cheio de cor
Aquele menino…
Era o menino do meu Natal
… Era o menino… Menino amor


José Alberto Sá

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Amor bonito

Amor bonito

É o que desejo
É a vontade de sair
Sair por aí correndo
Sair dizendo
Que nos lábios dei um beijo
Na língua fiz-me sumir
No abraço… Tudo me lembro

Lembro…

Pelo teu corpo… Que é meu
Pelo teu lábio… Que é o céu
Pelos teus seios… Onde sorri
Pelo teu ventre… Onde senti

Foi no desejo… Que te chamei
Foi na vontade… Que fui levado
Saí dizendo… Que sempre te amei
Saí morrendo… Sentido amado
Beijo de amor
Língua de cor
Abraço cheio de fervor

Fervor…

Pelo teu corpo… Que é luz
Pelo teu lábio… Que reluz
Pelos teus seios… Sabor de mel
Pelo teu ventre… Amor pastel

Desejo… Sempre que te vejo
Vontade… Sempre pela verdade
Sair… Correndo pelo beijo
Na língua com vaidade
O abraço que desejo

Desejo…

Pelo teu corpo… Que é paz
Pelo teu lábio… Cor carmim
Pelos teus seios… O sorriso satisfaz
Pelo teu ventre… Para mim

Eu te amo… Até ao fim
Eu te amo… Até ao infinito
Eu acredito… Em nosso jardim
Adão e Eva… Amor bonito


José Alberto Sá

Deixei sem vontade de deixar

Deixei sem vontade de deixar

Deixei de pensar… Não em ti
Porque em ti é impossível
És infinitamente a luz que me acorda
Deixei de pensar…
Sim… Num corpo que senti
Tão perto… Tão apetecível
Que me sufocou várias vezes…
Numa forca sem corda

Deixei de correr pelas loucuras infinitas
Sempre corridas na vontade de te ganhar
Mas…
Sempre que te revelavas…
Nas minhas palavras…
Te desejava
Num mundo que não acreditas
E eu sempre em ti acreditei… Para te amar
Sempre em palavras te levava
E tu não vieste sentir o veludo de cada palavra

Deixei de olhar com estes olhos lacrimejados
Sempre procurando o momento
Carícias de umas mãos perfumadas
Sopros de uma voz… Tua…
Meu sustento
A perfeição de um amor-perfeito…
Corpos apaixonados
E no diálogo de palavras eroticamente sonhadas
Vivemos o fim dos nossos desejos
Não eram somente beijos
Era tudo que existe dentro do meu peito

Deixei de aprender o que me ensinavas
Pois…
Não basta sofrer pela cegueira do vazio
Eu amo completamente
Tão completamente que sempre me entreguei
Tu tocavas
Tu soltavas no mar teu navio
E eu…
Eu ancorava a âncora tão docemente
Que deixei… Deixei de sofrer
Porque te quis ao amanhecer
Te quis ao anoitecer
E tu…
Simplesmente não deixaste acontecer

Deixei porque nada tinha… Palavras que dissemos
Deixei porque nada tenho… O silêncio sem tuas curvas
Deixei porque nada terei… Ficará a vontade ao que viemos
Deixei porque nada terás… Teu corpo são águas turvas
Onde me deixaste sonhar
Onde tudo me deste, sem nada para me dar


José Alberto Sá