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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Levo-te comigo


Levo-te comigo

Eu sei...
O que devo levar
Levar comigo no coração
As lembranças d’um ano passado
Porque sou um apaixonado
Amante da sedução
Eu sei...
E aí vou levar tudo que lembrar
As palavras que disseste
Os gestos que me deste
O olhar que me levou
O sorriso que me raptou
Eu sei...
O que devo levar para o ano que vem
Levo tudo
Tudo que me deste e isso foi imenso
Meu coração estava vazio, agora tudo tem
Eu sei...
Que comigo levarei
Os momentos que passei a teu lado
O amor, a paz, a tua companhia
A luz de um olhar, momento de magia
Quero levar tudo que falei
O mal, já não sei...
Penso que nunca usei
Basta levar-te comigo e já levo o mundo
O mundo que idealizei
Eu sei...

José Alberto Sá

domingo, 30 de dezembro de 2012

A vida continua


A vida continua

Olho para trás e o caminho foi longo
Tracei atalhos com histórias de encantar
Os dias que me devoraram eu os sinto no corpo
Neste corpo que quer viver
Viver, somente quero ser o espelho que me avisa
O reflexo de um rosto capaz de amar
Quero ser o trilho que comecei a traçar
Não importa se pelo caminho me atropelem
Agarrem-me, atirem-me, olhem-me sem luz
Quero seguir o meu caminho a minha cruz
Olho para trás e agradeço a vida que carreguei
Por vezes sozinho, sem espaço, sem carinho
Olho as mãos e nelas sei ler a minha sina
Os calos que tenho marcam a linha aonde cheguei
Longo será o próximo caminho a percorrer
Vontades por mim acima
Olhares de iluminados sentires
Céus de azul celeste serão o meu testemunho
O meu baú secreto, onde guardo a minha palavra
A terra continuará a ser pisada por mim
Mãos firmes fechadas em punho
Serão a força de um coração que em mim lavra
Olho para trás e sinto-me poesia
Bastou um simples olhar
Para que em palavras a vida me fizesse renascer
Um olhar de magia
Uma luz que me quis conhecer
Agora vou dar mais um passo, seguir na minha saudade
Poder conhecer a luz que me ilumina
Uma luz que virá ao meu encontro pela verdade
Olho em frente e espero um novo ano
Serei forte porque te sinto
Não me engano...
Serei no próximo ano um quadro que hoje pinto
A tela de mil cores
O arco-íris que beija a chuva, num dia de sol e em mim reluz
Um jardim que sente na entranha as flores
Como eu sinto a tua luz

Desejo um ano de paz, luz e amor

José Alberto Sá

sábado, 29 de dezembro de 2012

Um olhar no meu contar


Um olhar no meu contar

Pareço contar o tempo
Não sei porquê
Sinto na brisa do vento
Palavras que ninguém vê
As horas contam o passado
Esqueço alguns momentos da vida
Sinto na voz do pensamento
Vozes de algum pecado
Que viveram comigo lado a lado
Tempos sem ponteiros, sem medida
...
É o contar de um olhar de luz
O crepúsculo no sonho que ficou
A palavra pregada na cruz
A contagem de quem nos amou
Pareço contar o tempo
Não sei porquê
Sinto o frio da água da chuva
Falta contar, o segredo a quem me lê
A quem me sente,
como quem mastiga um vago de uva
...
O tempo continua
Mais um ano chega ao fim
Lá fora, o tempo passa por cima da rua
Cá dentro, és tu... Dentro de mim
O meu contar
O desejo de te ter
No ano que vai voltar
Eu a escrever, tu a ler
Na mesma contagem do tempo
O meu tempo num louco contar
Não sei porquê
Será que alguém vê
Como eu vejo a luz do luar
Olha-me e deixa-me contar
O tempo sem tempo
Sem vento
Sem nada... só eu, tu e teu olhar

José Alberto Sá

A tua cor


A tua cor

Qual a cor...
A cor que define o teu sonhar
Qual a cor do teu sentir
Talvez a cor do meu mar
Talvez a cor do teu sorrir
Uma cor por definir
A luz do teu olhar
Qual a cor...
A cor da vontade
A cor da pureza
A cor da verdade
Qual a cor da tua beleza
Azul? Sim, o tom mais suave
Vermelho? A cor elegante
Verde? Sim, leveza de uma ave
Ou branco? Como a neve brilhante
Qual a cor...
A cor que define o teu amor
A cor que te aconchega
Talvez o preto
Uma cor escura que não nega
O difícil colorir do quadro que prometo
Qual a cor que define a emoção?
O Rosa de uma flor?
A cor laranja do diospiro?
Sentido na cor do suspiro
Pintura de um coração
Qual a cor...
Talvez me deixes definir... Eu sei!
É a cor do arco íris, a luz do teu olhar
Igual à cor do céu
Belo como o amar
A tua cor, num beijo meu

José Alberto Sá

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Conta-me


Conta-me

Conta-me agora como me vês
O tempo passa
Os dias se definham
Conta-me só desta vez
O segredo que tens e me abraça
A luz que reflectes
Nos dias que se avizinham
Acordo pela manhã com tua visão
Durante o dia, a minha companhia
Ao chegar à noite, o luar do meu coração
Ao deitar, a minha alegria
Por isso conta-me
Conta-me como me vês, no teu segredo
Conta-me como me sentes
E aponta-me
Um raio de luz sem medo
E fala tudo que trazes na tua vontade
Aromas ardentes
Fragrâncias de ansiedade
Perfumes de um olhar
Conta-me e com certeza poderei voar
Conta-me este ano, no outro não sei
O tempo não fala
A hora passa e eu sinto o apetecer
Segundos sem lei
Suspiro de quem não me cala
Tu...
Conta-me agora e faz-me saber
Que não és só a luz de um olhar
És mais, muito mais que amor
És Musa, Diva do meu mar
Rainha do meu deserto, deusa flor
Conta-me... Por favor
Meus olhos brilharão
Meus lábios te sentirão
Meu corpo me abandonará
E a ti chegará, pela minha mão
Conta-me...

José Alberto Sá

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Mais um ano


Mais um ano

Mais um ano
...Terminar...
Eu sinto que nem começamos
O tempo passa
Tempo de olhares que engano
A cada meu olhar
Visão da luz onde nos encontramos
Onde o tempo se escassa
O fim...
Talvez não pareça
Mas tudo se acaba
Para mim
É o tempo na vontade que desapareça
Mas tudo se nos crava
Velhos os momentos passados
Dizem novos os ditos revoltados
É mais um ano que se vai
Perdas, ganhos, derrotas ou vitórias
Tempos reais
Contos de fadas, mundos de agora... Histórias
Mais um ano se perde... Eu ganhei
Mais um tempo que passou
Tempo que sonhei
E na realidade ficou
Vivi por momentos glórias
Olhares que não esqueço
Amores e loucas memórias
Um tempo que me fala
E não me cala
Porque o mereço
Mais um ano da minha juventude
Mais um ano, que jamais esquecerei
Mais um momento, na espera que mude
Que mude o céu, como eu mudei
Mudar a vida... Nem eu sei

José Alberto Sá

domingo, 16 de dezembro de 2012

Natal 2012


Natal 2012

É natal!
Quase esqueci!
As luzes lá fora já enfeitam a rua
As árvores se vestiram de verde
Eu já as vi...
Mas sinto... A vida tão nua
Mesmo assim, retirei musgo do verde chão
E fiz meu presépio, com o menino
Nossa senhora de rosto triste,
mas doce de coração
E eu... Tão pequenino
Olhei o menino
Que bom... Ele existe
...
Os reis do oriente
Chegaram pela minha mão
O anjo também apareceu
A cabana de palha, do trigo... Semente
Ouro, Mirra e Incenso pelo meu coração
Jesus deitado o seu rosto ergueu
As luzes da minha árvore piscaram
Lá fora a neve caía
Os anjos em redor de mim... Dançaram
Sorri de contente, quanta alegria
Era natal e eu quase esquecia
Momentos difíceis na minha visão
Coisas incríveis de quem nos faz mal
Meninos do mundo, do meu coração
Demos as mãos, porque é natal!


José Alberto Sá

sábado, 15 de dezembro de 2012

Do ver... Até sentir


Do ver… Até sentir

Revirei mais uma vez o papel
A carta, onde falava de ti
Cada letra, arte na melodia do pincel
O traço onde elas dançavam
Sonhos, fantasias e ali
Te amei...
Eras ali o meu vício
A minha droga… Heroína
A fuga do precipício
Amor na jangada pelo rio acima
Ali... Acarinhei-te
Ao tocar no papel… Doce
Caramelizado sentir
Como se fosse
O sol no horizonte a me sorrir
Tua face da cor do sol
Estampada na folha da minha carta
E as letras brilhavam,
como chuva cor de prata
Amei-te
Ao reabrir aquela carta...
Eras tu...
Que ali estavas
E me abraçavas
Eu sei
Num papel... Branco e nu
Que nunca enviei...


José Alberto Sá

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Natal !!!

Natal!!!
Lembro o tempo de criança...
Era magia
Igual?
Fica a lembrança...
Talvez um dia

Por um Natal de luz, paz e amor


José Alberto Sá

Inesquecível...


Inesquecível…

Penso em ti
Corres… Corres… Imagino-te a correr
Para meus braços… Suavemente
Penso em ti… Vontade louca de te ter
Quando em palavras avanças livremente
E sinto-te correr por entre desejos
Mil danças, mil abraços, um milhão de beijos
Penso em ti
Chamo baixinho
Sussurro para não te ferir
E digo… E quero… E peço
A doçura que vi
A melodia em carinho
Por isso não tenho medo de sentir
O que de ti desejo e não esqueço
Do teu olhar… reflexos de amor
Num dia que nasceu
Para ser meu destino
Meu céu
Meu jardim sem pudor
Para ser o primeiro a plantar
No jardim a mais linda flor
O mais belo olhar
E nesse dia…
Será verdade
Direi como que magia
De nossa liberdade
E contigo correrei
Pela areia do mar
De mãos dadas, pelo mundo sem lei
Infância recriada pelo amar
Enamorados pela vontade
És mulher… Menina… Mãe
És tudo… Perfumes reais
Te quero também…
E contigo… Tudo será mais…
… Muito mais…

José Alberto Sá

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Não desisto


Não desisto

Procurava sentir na pedra fria
O quente afago de uma pena
Procurava...
Pela noite e pelo dia
Alma suave, melodia
A leveza da bela pequena
...
Procurava sentir na água molhada
O seco da minha boca
Procurava...
Pelo mar, pelo rio de madrugada.
Um beijo... Mais nada
Perdido numa mente louca
Sem encontrar a minha amada
Procurava... Uma coisa tão pouca
...
Um olhar somente
Procurava...
Na terra pisada... Revirada
Pelo suor de toda a semente
Querendo encontrar
Seja onde for, seja no fogo,
na água ou no ar
Procurava...
Queria encontrar
...
Aquele... Olhar verde Fluorescente
Eu procurava novamente
Na ave que voava sobre o mar
Pedra fria, onde senti
A pena caída
E sem despedida
Procurava por ti

José Alberto Sá

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Onde moras...


Onde moras…

Quero-te contar
A mensagem de amor
Que mescla o meu coração
Quero-te contar… Como sinto o luar
E pela madrugada… Como sinto o nascer de uma flor
Quero-te contar… O que é a sensação
De sentir um abraço que nunca cheguei a dar
As palavras de saudade… Por não te falar
A porta fechada… O abrir à solidão
Quero-te contar
Que não sou imune ao sentir
Que não sou imune a te pedir
O estender de uma mão
Um olhar mais quente que o sol
Maior que o mar
Mais belo que a sedução
Quero-te contar
Que já senti… o rasgar da roupa
Pelas mãos que nunca me tocaram
Que já ceguei… no olhar de tua boca
Desejo de um beijo, lábios unidos
Que nunca se tocaram
Quero-te contar
Que continuo a sonhar
E quando acordar…
Quero de novo adormecer
Na vontade de te encontrar
E aí… Tudo pode acontecer
É tudo que quero contar…
O meu coração já sente o teu morar

José Alberto Sá

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

VIVO...


Vivo…

Existo…
Porque sinto a tua falta
E não resisto
Na procura do som do teu sorriso
No álbum das tuas fotos
Vivo…
Porque sinto o teu olhar
Os raios do teu sol
E persigo sem parar
O amor daquilo que sou
A contagem do tempo
Em que tudo parou
Naquele momento
Vivo…
Porque existo…
Para ti
Mistério… Talvez
Um grão de cada vez
Uma partícula de pó
Assim nasceu o mundo
Assim nascerá o nosso amor
Existo… Vivo…
Mas já não me sinto só
Sinto no odor
Na brisa das palavras
Saídas de ti, uma flor
Hoje desejo ser teu amigo
Amanhã um pouco mais
Vivo… Existo, para contigo
Partilhar como pessoas normais
Porque no dia do nosso sorrir
Serei teu calor
Seremos amor
Serás meu sentir

José Alberto Sá

Gota de um olhar


Gota de um olhar

Um escorrido lacrimal
Uma gota de chuva
Um fio escorrido de desejo
Quando em ti tudo vejo
...
Soberbo sentir, olhar fatal
Num vago de uva
Um escorrido, bem espremido
Quando te bebo…
E aconchego, como vinho dentro da cuba
...
Vontade que por mim escorre
Procuro-te na corrente do medo
Porque em mim o amor não morre
Bebo-te, serás meu credo
Um escorrido pelas telhas do meu telhado
Um escorrido de champanhe
Bebido a dois, trago apaixonado
Amado pelo olhar, desejo que me acompanhe
...
Bebo-te na cascata
No banho de mel… Teu corpo ondulado
Tu és o escorrido que me mata
Bebido com amor, olhar verde
Um escorrido em mim pingado
Que saciou minha cede

José Alberto Sá

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Só mais um copo...


Só mais um copo...

Hoje me embriaguei...
Senti que a rua me fugia
Os passeios eram abismos
Os carros! Já nem sei!
Sei... Que sentia alegria
Pensamentos em autoclismos
Me embriaguei!
...
Hoje quis fugir à verdade
E menti...
Eu te quero
Quero...
Cambaleando atravessei a rua
Pensei! Talvez no desespero
Mas a minha visão!
Sentia-te nua
Embriagado no meu coração
Hoje não sei sentir
Não sei mentir
A verdade me destrói...
Corrói...
Mas embriagado te sinto
Olho teus olhos
Olho na imaginação de teus folhos
E pinto...
Um quadro meu e teu
Da cor do céu
Porque hoje sinto o que vi
A falta de ti...

José Alberto Sá

Vindo de ti


Vindo de ti

O brilho é das estrelas
L embro que a luz é pura magia
H onra e orgulho são caravelas
A lmas da cor da minha alegria
R aios de luz e flores amarelas

V erde é a cor da esperança
E mblema da natureza
R ima com teu olhar, na minha lembrança
D iva que brilhas na minha certeza
E ao sol superas no olhar de criança

A mim tatuaste mil raios de sol

M enina brilhante da cor do astro rei
I mã que atraiu o perfume de girassol
N o iluminado sorriso de devorei
H umilde música, clave de sol
A imagem do amor que comigo levei

C ativa-me saber que tudo continua
O lhar do teu silêncio, me vais falando
R oliços desejos, que vou devorando

O meu caminho, a vontade tua

M imosa flor que conheci
E m paz, luz e amor, tudo brilhou
U m momento hipnotizador

A mor, a essência num olhar vindo de ti
M emória gravada, num coração que parou
O lhar puro, singelo, demolidor
R aio da luz, vindo de ti e me inundou

José Alberto Sá

Olha-me


Olha-me

Olha-me… Jesus Nazareno
Faz-me sentir na suavidade do vento
Faz-me olhar na imensidão do mar
Pois eu sou tão pequeno
Na contagem do Teu tempo
Faz-me sentir o luar
Olha da mesma forma,
na mesma delicadeza, com que eu sinto o amar
Leva-me pela íris do meu sonho
Faz-me estender uma mão e levar
Levar um sorriso, como só vi uma vez
Olha-me Jesus de Nazaré
Faz-me levitar no mundo risonho
E serei no leve olhar
A doçura da timidez
Olha-me Jesus, mostra-me como é
Como é sentir o perfume de alguém
De uma flor, uma deusa… Uma musa
Faz-me reflectir sobre quem tem
Um olhar verde e sedutor
Uma luz de amor… Palavra confusa
Mas que te peço
… Esse amor
Olha-me Jesus… Penso que mereço
Pela pureza do meu ser
Pelo olhar de branco de linho
Faz-me merecer
… Esse carinho

José Alberto Sá

domingo, 9 de dezembro de 2012

Ao acordar


Ao acordar

Era manhã
Lembrei-me de ti
Queria te amar naquele momento
Ao frio, ao vento
Mesmo ali...
A neve cobria o verde do teu olhar
As flores continuavam a dormir
Os pássaros tinham parado de voar
O frio era dono do meu sorrir
Era manhã
A neve, era a noiva de branco
Casada com o céu
E eu...
Olhava pela íris do meu sono
Aquele manto...
Fundia-se com luz do meu sentir
Na vontade de não estar sozinho
Espreitava dali o meu abandono
Escrevi este poema, queria-me abrir
No caderno frio do meu carinho
Era manhã e eu acordava
Era manhã e eu espreitava
Na ansiedade de descobrir,
o verde do teu olhar
Era manhã e o dia iria vir
A noite chegaria... Teria de esperar
Sem pressa... Mas com pressa
De te amar...
E quando o sol apareceu
Eras tu... Vinda do céu

José Alberto Sá

Da janela


Da janela

Canta comigo
Canta... Abre a janela
Canta...
Consigo ver-te, sentir-te através dela
Dança a melodia do teu sorriso
E canta para mim
Sinto o teu corpo de cetim
Menina tão bela
Canta... Que eu deste lado
Te farei companhia
Serás à janela a candura do fado
Serás na canção a minha alegria
Canta...
Olhos de luz... Clave de sol
Dança na tua canção
Que eu cantarei à flor girassol
Menina de olhos verdes
Que da sua janela,
me encanta cantando
Uma linda canção
Melodia onde navego
Nas ondas que correm do sangue,
do meu coração
Canta... Dança...
E junto comigo, canta a nossa canção
De um amor que eu não nego

José Alberto Sá

sábado, 8 de dezembro de 2012

Quadro de luz


Quadro de luz

No meu canto me silencio
Quadro emoldurado
Olhos fixos porque me penitencio
Boca fechada... Mas só por um bocado
...
Amo falar...
Amo gostar...
Amo viver...
Amo acordar...
...
O quadro da minha vida na luz
A janela onde espreito
O lado que conheço... A minha cruz
A noite que me espreita, quando me deito
...
Quadro de amor
Olhar que brilha quando ama
Na janela uma flor
Olhar verde cor da rama

Até amanhã

Sonhos de luz
Deitar suave
Acordar de ave
Ao sol de Jesus 

José Alberto Sá

Vontade


Vontade

Apetece-me cavalgar
Em palavras, sem ter medo
Apetece-me correr pelo mar
Dizer o que me vai na alma
Agarrar-me às algas do meu toledo
E não ter medo de me afogar
Amo a noite… Contigo estou
Amo o dia… Comigo estás
Amo o tempo daquilo que sou
Apetece-me te amar, não olhar para trás
Quero sorrir, mesmo que sejam lágrimas
Apetece-me cair aos teus pés
Doce menina, que meus olhos
teimam sentir
Amo ler os teus sons silenciosos…
Assim tu és
Amo o relevo da minha intenção
Um cegar na intensidade do teu sorrir
Por isso derreto em ti o meu coração
Somente quero olhar a sombra da tua luz
Um verde olhar
Um quente sol, que me faz partir
Pelo caminho das palavras do teu partilhar
Assim sossego para te ouvir
Assim sufoco a vontade de fugir
... Para te amar

José Alberto Sá

Porquê? Porque te amo...


Porquê? Porque te amo…

Eu não sei porquê
Porque desespera o coração
Eu não sei porquê
Qual a sua razão
Eu não sei porquê
Que só penso em ti
Meu amor…
E eu hoje sei
Que vivo feliz
Um segundo talvez
Um minuto… Uma hora
Um dia de cada vez
O amor talvez…
Seja a razão
Meu amor…
Minha paixão
Eu não sei porquê
Que a voz me falha
Queria gritar
Como quem me ralha
Meu amor…
Eu não sei porquê
Que te quero amar
Sinto o aperto
A falta de ar
Eu não sei porquê
Que só penso em ti
Desde o dia em que te vi
Meu amor…
Diz-me porquê?

José Alberto Sá