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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Fala-me


FALA-ME…

Novamente regresso,
ao pensamento escondido
No desejo de sentir,
os pensamentos do teu baú
Um silêncio que teima
Em acender o olhar que me queima
E peço…
Que não me escondas esse sentido
A minha vontade… És tu
Novamente escrevo para o vento
Na esperança que te chegue
Um grito meu silencioso
Que te abrace, no silêncio do momento
Que trepe por ti, como heras na parede
Fala-me desse teimar grandioso
Dessa vontade que ao acordar
Te fez recordar
Que tens um silêncio que fala
Fala e me faz levitar
Por favor…
Deixa-me olhar o teu desejo
Agarrar o teu sorriso de flor
Sentir nos lábios doce beijo
E talvez… O silêncio se chame amor
Eu disse talvez…
Não abro sem autorização a tua fragrância
Essa vontade que teima em me falar
Novamente regresso, perdido na distância
Numa luz que jamais irá parar
A luz que de novo voltou
A teimar…
Contigo…
Comigo ficou

José Alberto Sá

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

No silêncio de mais um dia


NO SILÊNCIO DE MAIS UM DIA

Esqueci o barulho do mar
Apaixonei-me pelo silêncio
O silêncio que a tua voz me oferece
Até os pássaros que chilreiam
… Perturbam-me… Quero-te imaginar
e embalar nas palavras que não me deste
Não consigo esquecer
O perfume do silêncio que em mim mora
E me faz escrever
Palavras sobre o teu ser
… Teu olhar comovente
Sinto que o meu relógio não pára
O tic-tac bate forte
Oiço o tempo e ele não mente
Tu és o segundo, o minuto, a hora
No silêncio do suspiro,
quando se namora
Não retiro um único sentimento
Pedi que falasses, talvez um dia…
Sou paciente
Vivo no silêncio do teu tempo
Mais um dia sem palavras… Poucas
Mais um dia e nem um segundo por ti,
me foi roubado
Bocas…
Bocas caladas, deitadas comigo para dormir
Sonhei… Imaginei que me dizias
Estou aqui… Cheia de vontade de falar…
Mas nada…
Somente sorrias
Pergunto… Serão dias?
Hoje, espero o silêncio quebrar
Vou esperar
Mais um dia, o silêncio… Tua poção
Mais um dia de ti, sem palavras para me dar
Escrevo-as no caderno da minha imaginação
Lê e sente… Podes falar…

José Alberto Sá

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Em silêncio, tudo disseste


Em silêncio, tudo disseste

Sem palavras…
Disseste tudo o que eu queria ouvir
Não vi tua boca mexer
Mas ouvi o sussurro do teu sorrir
Na candura do anoitecer
Senti o crepitar da labareda
Num fogo do meu coração
Senti uma vontade, brilhante como ceda
O aveludado gesto de tua mão
Que bom ouvir esse teu silêncio
Onde somente teus olhos falam
… E me roubam
Mesmo sem palavras, não dormi
O sono diluiu-se
… Contigo
No escuro olhei vezes sem conta
Para ti
Sem palavras…
Silêncio…
Imaginei ver-te entrar pela porta
Pela janela do meu sonhar
Sei lá… Por onde te vi entrar
Só sei que não dormi e pouco me importa
Se me sinto exausto durante o dia
Se durante a noite, eu quis amar
Sem palavras…
Foi lá que tudo eu disse
Foi lá que tudo disseste
Sem palavras…


José Alberto Sá

terça-feira, 27 de novembro de 2012


Levo comigo as cores da amizade
Acordarei feliz
Pela vossa claridade
Sabendo que a luz das minhas cores
São vocês... Meus amigos

José Alberto Sá

Um olhar


Um olhar

Olhaste-me…
Senti-me partido pela terra
Estilhaçado pelo enigma da vida
Pedaços de mim pelo mar
Pela serra…
Nacos de desejo, água na boca
Renasci, queria gritar
Oh, menina marota!
Olhaste-me… Senti em mim, fragmentos
Montículos de palavras
Sentimentos...
Havia portas fechadas sem dobradiças
Janelas quebradas
Vidros foscados, na nitidez da minha vontade
Eu entrei…
Achado no vento
Na íris de um olhar penetrante
Olhar teu… Que me castigou
Frios arrepiantes, olhar hipnotizador
Ansiedade…
Olhaste-me e teu brilho em mim ficou
O momento… Mágico instante
Estava eu… Partido a teu lado
No prefixo do amor
Olhares de poesia sem pontuação
Sem cor… Mesclado
Partido pelo sentir… Nas batidas do coração
Oh terra…
Oh mar…
Amor…
Pétala de Flor
Brilhante a água desse mar
O teu olhar
De salgado ondular
Curvas da Serra
Partido sim… Sem vontade de me colar
Caco de barro, jamais sozinho
Contigo…
Amante do amar
Partido antes de te encontrar
E achado no teu olhar
Sorriso perfumado que vi
Olhar teu, também ele partido
Olhar apetecível
Em mim querido
Olhar em mim tatuado inesquecível


José Alberto Sá

segunda-feira, 26 de novembro de 2012


Boa noite

Verde esperança.
Qual quer cor serve.
A lembrança...
São vocês na noite que me descreve
Os amigos acordarão comigo
Na luz de mais um dia
Para todos boa noite
Paz e alegria

José Alberto Sá

Uma flor sozinha


Uma flor sozinha

Tenho consciência, por isso hoje chorei
Sou mãe…
Fui ontem, sou hoje e sempre serei
Sou a mãe que te levou à escola, tarefa que amei
Lembras-te da mão macia que te pegava
Do sorriso e gargalhadas
O amor que me davas
O amor que te dei
Digo que dei…
Lembrança... Por isso na saudade, chorei
...
Filho vem e sente a novamente a minha mão
Lembras-te da pele macia que tinha
Hoje a pele está enrugada
Sou a mesma mãe, o mesmo coração
A mãe das histórias e da adivinha
A mãe que orgulhosa contigo andava
...
A mãe que hoje chorou de saudade
Quis olhar e dizer… Filho
Era só mais um beijo...
Lembras-te da comida que te fazia
Comida da mãe… Da mãe da verdade
Era para ti todo o amor… Meu desejo
Hoje chorei… Queria mudar o dia
Que o amanhã, fosse no meu colo
Hoje peço que não me faças sofrer
Quero muito te ter
Novamente para te beijar
Filho do meu lar
...
A casa ainda é tua
Meu coração ainda é teu
Hoje ao chorar, senti-me nua
E... Sem carinho… Desejei o céu
Lembras-te filho?
Eu lembro-me perfeitamente
Quando me chamavas mãe
Meu coração ainda te ouve, te sente
Querendo que me ames também
Vem…
Não vou mais chorar
Se sentir na minha porta o teu bater
Se ouvir lá fora teu chamar
Se de ti um beijo mais absorver
Se novamente te olhar
E me disseres...
Mãe

José Alberto Sá

sábado, 24 de novembro de 2012

Filho

Um filho, a alma gémea do amor.
O meu, é no meu jardim a única flor.

José Alberto Sá.

Abóbora

Cabeça de Abóbora
Sim...
Mesmo de mil cores
Abóbora até ao fim.

Boa noite.


Foto de:
José Alberto Sá.

Personagem dupla


Personagem dupla

Flor ou espinho
Amor ou amizade
Loucura ou Toledo
Casa ou ninho
Mentira ou verdade
Filme sem enredo
A flor que te olha
A flor sem escolha
Pedida nos afetos
Flor ou espetos

José Alberto Sá

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Hoje ofereço


Hoje ofereço

Ofereço
O meu sorriso
Meu azul do olhar
Coisa sem preço
Paraíso
Amor de amar

José Alberto Sá

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Sente meu perfume


Sente meu perfume

Ergue-me do chão
Olhar singelo da luz que me refletes
Ergue-me desta solidão
Com a magia das íris do teu olhar
Ergue-me com tua mão
És imune ao meu espinho
Olhar penetrante
A quem o amor eu adivinho
Ergue-me até teu coração
Sente o vermelho da rosa
Ergue-me... Serei milagrosa
Nos braços do teu clarão
Ergue-me sou tua
Mesmo no meu chão...
Nua
Veste-me com teu olhar
Ergue-me e nos teus olhos
Leva-me a voar
Não soltarei, gemido ou queixume
Ergue-me...
E será teu o meu perfume

José Alberto Sá

Além...


Além...

No horizonte do meu olhar
Vos encontro
Não sou o cisne... Mas quero voar
No horizonte da minha vontade
Vos quero
Não sou o cisne... Mas quero liberdade
No horizonte do meu ser
Vos amo
Não sou o cisne... Mas é o meu apetecer
No horizonte do meu amar

José Alberto Sá

Cabelo cor de trigo


Cabelo cor de trigo

Hoje vi o teu sorriso
Estavas gravada nas nuvens de neve
No céu da minha imaginação
Porque és única…
O vento fará de seu juízo
E te trará de volta, suave e leve
Aí te vou abraçar, sentir teu coração
Porque és perfeita…
Hoje quero sorrir contigo
Sentir a nuvem descer
Até ao céu da minha boca… Desejo
Porque és pura…
Quero sentir teus cabelos da cor do trigo
Na seara de um louco apetecer
Rebolar pelo ouro da terra, dar-te um beijo
Porque és linda…
Hoje quero que me comovas… Menina
Quero esquecer as horas de desunião
Deixa-me sonhar com o teu céu
Porque és musa…
Olha como estou, quando olho a neblina
Nuvens de esperança, reconciliação
Hoje direi que quero ser teu
Porque és querida…

José Alberto Sá

domingo, 18 de novembro de 2012

Semeia para colher


Semeia para colher

Pobre é a imensidão do campo
Quando tem terra sem semente
Pobre é o coração do homem
Quando ama pouca gente

Pobre é a seara sem trigo
Fraco é o pão sem fermento
Amor é saber manter o amigo
Ser verdadeiro a todo o momento

Fraca é a alma sem coração
Pobre é o amor somente com riso
Fraco é a mente sem emoção

Pobre sem amor e sem juízo
São os perdidos na imensidão
Semeados no pensar, que ter amigos não é preciso

José Alberto Sá

És a minha luz


És a minha luz

Uma luz me acordou
Branca e suave
Sem medo
Pela madrugada
Veio numa mão que me tocou
Uma pluma macia de ave
Um bom dia muito cedo
Uma luz apaixonada

Era domingo, dia de paz
Dia de amor
Perfumada, uma flor
Senti o seu aroma
Intocável numa redoma
A luz da minha vida
Querida

Tu és luz, claridade
Um raio
O colo de um abraço
Os braços do meu desmaio
O laço
Que me faz viver
Simplesmente o meu ser

És tu, linda e perfeita
Luz ao deitar
Luz ao acordar
Sempre... No beijo
Onde o amor se deita,
numa luz que desejo


José Alberto Sá

sábado, 17 de novembro de 2012

Vem a caminho


Vem a caminho

Vem a caminho
Dezembro
E se bem me lembro
É o mês do menino
A neve
O frio
O amor
Puro e leve
A luz, o brio
Será Natal
O nascer do salvador
Alguém que nos amou
Que nos ama
Que nos amará
Eu aqui estou
Hoje
... Talvez amanhã


José Alberto Sá


Amor sem medo


Amor sem medo

Por um mundo igual.
Onde as cores se misturam
Onde as raças se abraçam
Os olhos se cruzam
As mãos se tocam
Sem pobreza, sem fama
Mundo sem mal
Uma vontade de quem ama


José Alberto Sá

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Gatos da vida


Gatos da vida

Os gatos miam nos telhados cor do fogo
Olhos de vidro, na transparência do medo
Vultos de várias cores
Atravessam nas ruas, onde vive a angústia do povo
Gatos que se esgueiram pelos buracos do credo
Gatos…
Achados nos dias de sol, perdidos nos mios da noite,
os amores
Miam pela fome, pela desconfiança
São o reflexo nosso em olhos reluzentes
Gatos vadios no mundo em cobrança
Que miam pelo cio
Gatos…
Crianças que miam em canções comoventes
Na ânsia felina, na procura do mio
Gatos negros, à luz da lua
Gatos…
Olhos hipnotizadores, mios predadores
Na noite escura
Noite nua
Onde miam como quem chora na solidão
Miam como recém-nascidos
Na estrada que me atura
Olhos de vulcão
Lava que derrete nos telhados do pecado
Onde explodem nas noites, como gemidos
Gatos…
Garras afiadas, olhos fixos, sós
Odiados ou amados
Como nós
Gatos da vida, do tempo
Da chuva, do sol, do vento
Gatos…

José Alberto Sá

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Falsidade


Falsidade

Sinto meus pés queimados
Não preciso caminhar lá fora
Cá dentro o caminho são brasas do sofrimento
Tresloucados...
São mentes que na palavra usam a mentira
Sinto minhas mãos tremulas
Sem precisar mostrá-las à relíquia que mente
Ira...
Revolta nos olhos que se embaciam
Sem precisarem da água putrefacta com que vos lavais
Meus olhos nunca se negam, são de gente
Encandeiam...
Luzes sem brilho de um rosto meu apagado
Não preciso mostrar as rugas da luta por ti
Luz, mar, porque me queres ver afogado
Desocupado...
O abandono da verdade, ser palhaço
Não o faço...
Nem que me pintem de negro
Eu não me apego
Sou o estilhaço de uma granada que não rebenta
Aguenta!
Aguenta para que não se ria de ti
Mentira é a sua dor
Porra!
Morra!
Porque mentem as pessoas que dizem não ser
A mentira, a falsidade
Não quero crer
Sinto os pés queimados
Não preciso caminhar lá fora
Cá dentro em meu coração
Nem o pé, nem a mão
Caminham ou tremem pela mentira
Porra!
Morra!
Verdade... A quem a admira


José Alberto Sá

Meu elixir


Meu elixir

Hoje sinto-me aconchegado
Aberto pelo perfume
Amado
Hoje sinto-me no lume
Essência
Calor
Minha existência
Amor.

José Alberto Sá.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Para renascer


Para renascer

Isolei-me porque me deixaste
Hoje podes gritar
Eu não te vou ouvir
Nem o relógio da igreja me anunciará a hora do dia
As suas batidas não fazem parte do meu tempo
O meu relógio parou de contar
Isolei-me…
Hoje podes chamar
Eu não te vou sentir
Nem o mar revoltado me fará companhia
As ondas não fazem parte do meu isolamento
O meu amar parou de ondular
Isolei-me porque me deixaste
Hoje podes amar
Eu não te vou impedir
Nem o desejo de ti me provoca magia
O prazer não faz parte do meu convento
O meu coração parou de pulsar
Isolei-me…
Hoje podes rezar
Pois nem o pecado me vai fazer sorrir
Nem a vontade me levará a falhar
O corpo não faz parte do alimento
O meu querer parou para pensar
Isolei-me porque me deixaste
Amanhã nascerei novo, purificado
Lavado pela oração
Procura-me nesse dia
E me podes gritar, chamar e amar
Depois do perdão
E se vieres… Serei alegria
Irei aparecer
Amanhã… Tudo pode acontecer

José Alberto Sá

Cubo




Cubo mágico
Não pelo conteúdo
Mas pelos vértices e arestas
Lados sorridentes
Um olhar de miúdo
Viver...
Para os amigos em magia
O meu ser...
Poesia...

José Alberto Sá.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Vícios

Vícios

No fumo de um vício
Precipício
Me diluo pela sombra do fumo
Uma vida saudável

Pelo amor com rumo
Sem álcool e sem droga
Só um vício que me afoga
O amor...

José Alberto Sá.

No sono


No sono

Mesmo no sono, fico por perto

No teu dormir de flor
Em teu sono fico desperto
Porque te amo, amor

José Alberto Sá.

Espero-te


Espero-te

As cartas chegam à escura caixa do correio
Não as deixo perdidas
Devoro-as assim que chego, quero sentir
E ao abrir…
Não sinto teu cheiro
Queria devorar palavras sentidas
Em cartas perdidas que nunca recebi
Vou todos os dias ao correio espreitar
Folhetos de compras
Contas para pagar
Mas tu… Nunca me escreves
Deixaste de me falar
Deixaste a nossa amizade
Não me queres aceitar
Mas não desisto de te esperar
Na caixa preta da minha castidade
O frio ou o calor
A chuva, o sol ou as estrelas
Que me importa o tempo
Se não recebo o teu amor
Não desisto, as tuas palavras me fazem falta
Espero-as na passagem aromática do vento
Aceita…
Escreve…
Fala…
A tua indiferença, o teu silêncio, o teu sossego
É a carta que me rejeita
A saudade de quem já te teve
Numa voz que em mim não cala
Espero-te, nem que seja a última vontade
Espero-te na caixa do correio
Espero-te no meu mural em liberdade
És a luz em tudo que escreves
És o meu meio
A mim… Nada me deves

José Alberto Sá

domingo, 11 de novembro de 2012

Como a vida é um puzzle, não percam pedra alguma.

José Alberto Sá

Sede

Sede

Para apagar a sede felina.
No reflexo do ar
Na imagem da piscina
No meu rosto... Meu amar

José Alberto Sá.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Sou eu...


Sou eu...

Mesmo quando me sinto estranho
Sou eu...
Mesmo se estou diferente
Sou eu...
Sou eu do mesmo tamanho
Sou eu a mesma semente
Sou eu...
Mesmo quando não me querem
Sou eu...
Mesmo quando não me amam
Sou eu...
Sou eu puro e sereno, para os que me ferem
Sou eu paciente para os que reclamam
Sou eu...
Sempre o mesmo
Sou eu quando vivo acordado
Sou eu quando durmo, mas vivo no sonho
Sou eu...
Sou eu sempre do mesmo lado
Sou eu no mesmo olhar, que em vós ponho
Sou eu...
Quando de costas voltado
Sou eu...
Igual ao poema a vós dado
Sempre eu, sempre igual
Sou eu no bem...
Sou eu sem mal
Sou eu...

José Alberto Sá

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Sugo e bebo


Sugo e bebo

Elevo-me quando trepo paredes
E abro alicerces com profunda verdade
São momentos de um salivar, por vezes
Escorridos de uma boca
Ou de uma louca
E ternurenta pura vontade
Amo o chão que segura o mural
A parede por onde trepo, onde me seguras
Imaginação de pregos sem mal
Pregados nas tábuas de um corpo que aturas
Sugo…
Sugo e bebo
Néctares de sentida persistência
Numa parede de escorridos sem tinta
Parede onde o gozo é a inocência
Alicerce que rasgo, para que sinta
A tudo me atrevo
Sentidos gemidos nos gritos do meu trepar
Muros, buracos, obstáculos… Paixão
Paredes de amar
Cimento humedecido por minha mão
Em tresloucado suspiro
Batidas de mais que um coração
Numa pele de suaves tons diospiro
Fruta doce, numa parede agreste
Eu e tu, trepando na temperatura do corar
Penetração quando quiseste
Satisfação… Meu devorar
Ilusão, sonho transparente
Dilúvios numa parede
Quente…
Saciada pela nossa sede

José Alberto Sá

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

A noite

O tempo passa
Passa e não esqueço
Nem a cor nem a raça
Sou para todos amigo

Eu me confesso
Abrigo!
Para vós em abraço
De mim em amor
Noite de paz, meu laço
Noite de luz, muita cor

José Alberto .

Entre...

Entre...

Rasgo-me pelas entranhas
Sem medo da vida
Sem medo do espinho aguçado
Rasgo-me fugindo das manhas

Do tempo numa fugida
Sem medo do deus amado
Rasgo-me pela terra
Rasgado pelos picos da verdade
Sem medo da serra
Mas com medo da saudade.

José Alberto Sá