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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Feiticeira

Feiticeira

Sobre o fosco céu
Um olhar que vagueia
Um rosto no feitiço do calor
Um sorriso meu

À luz da lua cheia
Na procura de uma feiticeira
Com a poção do amor

José Alberto Sá

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Um gesto vários sorrisos.


Um gesto vários sorrisos.
Projeto da Casa do Povo de Espinho, apresentado pelo responsável da Cultura José Alberto Sá, na presença do vice-presidente Sr. Napoleão e pelo Presidente da Junta de Freguesia de Anta Sr. Manuel Rocha.

José Alberto Sá

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Igualdade


Igualdade

A preto e branco
Cor da união entre povos
Sorriso colorido no amor mais franco
Um rosto de igualdade entre velhos e novos

José Alberto Sá.

Procuro-te no caminho


Procuro-te no caminho

Caminho na estrada de corpo em brasa
Labirintos onde me perco na tua procura
Revoltas sonhadas, no leito sem casa
Caminho descalço nos pés da loucura

Encontros desmarcados, cancela do medo
Perdidos e destemidos fogos sem fumo
Caminho de tortulhos venenosos, meu enredo
Azimute sem bússola no caminho sem rumo

Eis o caminho onde me encontro
Flores murchas plantadas na berma
Caminho onde cavalgo na sela que monto

Sou um ser embriagado por ti, à luz da taberna
Brilho nos olhos na procura de qualquer ponto
Saída do fogo, espero por ti, minha lanterna

José Alberto Sá

sábado, 27 de outubro de 2012

Sem fome


Sem fome

Hoje não comi
A fome estava esquecida
Queria-te escrever
Tantas imagens imaginei de ti
Querida
Queria-te absorver
Transportar-te para o meu papel
A fome, meu corpo nem deu por ela
Escrever-te é sentir o mel
Sentir em cada letra, a minha donzela
O aperto que sentia na barriga
Eu ignorava
Escrevia à mais linda e perfumada amiga
Letras nesta carta, que eu amava
Minutos se passaram em pensamentos
Minutos comidos pelo amor
Escritos com a doçura de uma flor
Em minutos onde esqueci os alimentos
Hoje não comi
Saciei-me de palavras de coração
A fome era de ti
Meu amor, minhas letras, minha paixão

José Alberto Sá

Viva a poesia


Viva a poesia

Na melodia das letras e da mente
A poesia é música de levitar
A alma sente
A voz vibra ao recitar

José Alberto Sá.

Meu olhar


Meu olhar

Olho-vos para que sinta o vosso vento
Meu olhar vos absorve e vos grava
Minha íris leva-vos no tempo
No amor do vosso olhar que me crava

José Alberto Sá.

Deste lado


Deste lado

É deste lado que sofro por ti
Sinto o mar que me quer afogar
Sinto a brisa de quem me sorri
Como perfume de quem me quer esperar
Deste lado…
Deste lado do mar
É deste lado que choro por ti
Sinto a chuva que me quer molhar
Sinto o tempo que não passou
E é por ti…
Que continuo a chorar
Deste lado…
Deste lado onde estou
É deste lado que sinto saudades de ti
Sinto a voz tão suave do teu amor
Sinto o beijo desejado da tua boca
Deste lado…
Deste lado onde te sigo, vás onde for
Deste lado…
Sinto-te menina louca
Deste lado de mim
Um lado onde bate o meu coração
Sinto os braços meus e teus
Na vontade dos momentos que virão
Deste lado…
Deste lado onde a vontade é de Deus

José Alberto Sá

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Porquê?


Porquê?

Rezo
Levanto a cabeça em direcção ao céu
Ajoelho-me na terra meu pó
Preso
Ao mundo errado que também é meu
Mundo injusto, sem dó
Meu peso
Castigo que me pertence
Pense ou não pense
Reza
Olha para cima para sentir
A tua lágrima que na face escorre
Presa
Ao abismo do nosso cair
Lágrima que não morre
Rezai
A chorar
A sorrir
Ao Pai
Os homens não se entendem
Por isso aqui estou para Te sentir
Perdoa-lhes eles não sabem…
Eles não cabem…
Eles ignoram a palavra
Fala-me... Quero-te ouvir
Meu Pai

José Alberto Sá

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Crava-te em mim


Crava-te em mim

Crava-te em meu grito
Vaza-me até que me esqueça que existo
Crava-te para que renasça
Sito-me vazada ó bem-dito
Bem dito fruto, meu chão, meu xisto
Quero servir-te na doce casta
Sou a perfeição de quem me vasa
Momento de puro amor
Êxtase de anjo, deus com asa
Cortiça, montado, louvor
Vaza-me e sente a bolha
O suor que escorre
Vontade que não morre
Se me tapas máscula rolha

José Alberto Sá

Vieste


Vieste

Ainda bem que vieste
Estava perdido num emaranhado de vontades
Mas tudo ficou diferente
Quando te conheci
Tu viste e ficaram as saudades
Um olhar teu na minha frente
O mais belo que já vi
Ainda bem que vieste
É para ti que quero dançar
Porque te encontrei
É para ti que quero cantar
Porque te quero
É para ti que quero declamar
Porque de ti tudo espero
Sinto-me um rei
Ainda bem que te encontrei
Vieste para me elevar
É para ti todo o meu amor
Porque te vi a me olhar
É para ti todo o meu coração
Porque te imagino a me beijar
É para ti a mais bela flor
Porque te encontrei na minha oração
Ainda bem que te encontrei
Porque tudo que é meu
Já é teu
É para ti este momento
Porque me fazes voar
É para mim a promessa de te querer
Te ir buscar
Que venhas no vento
Ainda bem que te encontrei, meu amor
Meu ser
Meu amar

José Alberto Sá

Tua pele na minha

Tua pele na minha

Leveza
Cortiça.
Com certeza
A vontade que me atiça

Andar
Caminhar
tactear
Em pernas de amar
A cortiça em toque feminino
Um prazer
um milagre
Meu hino

José Alberto Sá.

Desnudar

Desnudar

Desnudo-me como quem despe a cortiça.
Minha pele, minha alma
Minha vontade, tua preguiça
Tua força, minha calma

Casca que me refugia
Do pecado
Meu fado
A luz do amor, à luz do dia.

José Alberto Sá

sábado, 20 de outubro de 2012

Ser poeta

Num tempo que muda
Sol ou chuva
Um tempo que esfria
Tempo que cria

O meu vestir
Poesia.

José Alberto Sá.

Poesia

Poesia.

A poesia me provoca concentração
Saber ouvir, para saber sentir
Sinto no meu coração
Sinto a alma sorrir
Tudo é magia
Na poesia


José Alberto Sá

A multidão

A multidão

E perante a multidão
Jesus falou...
Amai-vos uns aos outros,
como eu vos amei.

Nesta reunião
Eu também lá estou
ajoelhado perante meu Rei

A natureza é pura

Foto e texto de: José Alberto Sá

Natureza

Por entre a terra, rasgo sem medo
Direcção ao céu, rezo meu credo
Oração na procura da vida e da luz
Rasgos sem medo, sem credo
Nascido no caminho de Jesus.


A natureza nos ensina.



Foto de: José Alberto Sá

José Alberto Sá

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Depois do amar


Depois do amar

D epois do amar
E spero o beijo
P artilho tudo que tenho para te dar
O lho teu desejo
I magem gravada no teu brilhar
S ímbolo da paixão

D epois de tanto amar
O momento da descontracção

A mar, somente continuar
M eu amor
O lho-te de face rosada
R azão do que me pediste

M enina flor
A mante apaixonada
I magem gravada quando te despiste
S ensível, doce e perfeita no amor

A mor, muito amor
M inha fragrância, minha essência, meu mar
O uro da nossa união
R esta-nos continuar, depois do amar

José Alberto Sá

Na minha duna


Na minha duna

A pulga saltava por entre ervas daninhas
Mordia aqui… Mordia ali… Mordia...
Vivia no seu ninho, no conforto das coisas minhas
A pulga vivia e saltava, onde eu também vivia

Saltos nas dunas, vales escorregadios
Perfumados sentidos em sobressalto
Momentos de aflição, minutos vadios
Uma visita, um namorico, o ponto mais alto

A pulga saltava, medo de ser pisada
Ser descoberta pela humidade
Pulga desorientada, pelo medo da estocada
Salta daqui… Salta dali… A ansiedade

O mundo perfeito era seu leito
Perfeito para o sangue, a mordida
Carne branca, doce onde me deito
Pulga inocente numa casa que me é querida

Pele depilada, pela lâmina e espuma
Pulga sem tecto, daqui para ali, saltou
Mas na lâmina se cortou, para mais uma…
Uma mão, algo mais… O prazer a levou

A morte da pulga, ninguém reparou
Morreu a pulga que vivia clandestina
Vivia no pecado que a mim se queixou
Na pele branca que eu amava, da minha menina

José Alberto Sá

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Amor confuso


Amor confuso

Perto de tudo, nada alcancei
O pecado escorregadio, já não fugia da minha visão
Pensava em tudo, em tudo que ainda não sei
Afastado dos seus braços, pensei em lhe pôr a mão

Achava tudo e tudo se perdia
Num chão para andar, que não andava
Perto de tudo, no vazio da minha euforia
E cego pelo querer, em nada tocava

O longe parecia uma luz tão perto
O céu no seu azul, quase lhe tocava
Um toque, um sonho quase desperto

E sujo sem sono, na cama lavada
Sentia o amor mais solto, nos braços do seu aperto
Apertado em amor, quando o amor não me levava

José Alberto Sá

Quando não durmo


Quando não durmo

Quando me custa adormecer
Sinto no escuro do meu pensamento
O teu respirar
Ar doce do meu apetecer
O sonho de te ter
e te sentir como ao vento
Quando corro em pensamento sem parar
Sem parar de olhar o teu rosto,
o lábio teu
O vermelho húmido provocante
Que a cada instante
Me recorda o beijo que se perdeu
Quando me custa te esquecer
Não durmo, não sonho… nem vivo
Queria-te agarrada a mim
Como uma cápsula na garrafa
Um rótulo que marca o meu conhecer
A embalagem apertada em retráctil… Castigo
O sufoco quando não durmo
e tão longe vejo este fim
A arrelia da vontade que me estafa
Tanto me custa não te levar
Comigo a deitar na mesma cama
No mesmo ombro e te falar
Te sussurrar como quem chama
Amor… Eu não consigo dormir
Quando me deito
Eu não te sinto a sorrir
Somente sinto teu respirar
na minha oração
Quando sozinho te chamo
para junto do meu peito
Sinto que na verdade,
és o bater do meu coração

José Alberto Sá

Acredito em mim


É tão fácil mentir, que tenho medo da verdade.
Olho com olhar de quem desconfia, não fiando, mas acreditando em mim.
É tão fácil a verdade, que tenho medo da mentira.
Olho com olhar de quem confia, desconfiando, mas acreditando sempre em mim.

José Alberto Sá

Vamos à luta


Vamos à luta

Uma palmada bem dada, vamos à luta
Abandono eleitoral, a força da mente
Batida em retirada, a massa bruta
Vontade do povo, a minha gente

Governo desgovernado, tortura insensível
Corrupção maligna, dinheiro amante
Povo unido, uma força irresistível
Pela verdade, a vontade infante

Para nos matar de fome, venha quem vier
Presidente é ser homem, ser lutador
O povo escolhe um outro qualquer

Trabalho remunerado pelo suor
A nossa vontade é paz, luz e amor
Ficar quieto é ficar pior


José Alberto Sá

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Não te escondas


Não te escondas

Vira-te
Por detrás da cortina
Fica a imaginação de algo que não sei
As rendas escondem, o pensar mais a cima
Num olhar penetrante, imaginação sem lei
Vira-te
O biombo é o medo do teu querer
Escondem o pensamento mais brilhante
A imaginação de te levar a esquecer
Cada segundo, cada gesto, cada instante
Vira-te
Já vi algo pela frente
A loucura escondida pela tua mão
Imagino o que seria de repente
A vontade do meu coração
Vira-te
Não é um pedido
É uma vontade de ver e sonhar
Imagino-te de vestido comprido
Aparecendo para me amar
Vira-te
Eu desaperto o último botão
Sonho ver o teu vestido a cair
E aí de novo imaginar tua mão
Levar a minha a sorrir
Vira-te
O momento é de aventura
Teu corpo despido junto do meu
Corpo belo, cara linda, mente pura
Musa de um tempo que já é teu
Vira-te
A cortina é transparente
O biombo já não separa o amor
Imagino-te colada em meu corpo docemente
Diva, mulher, menina… Flor

José Alberto Sá

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Tantas vezes...


Tantas vezes…

Tantas vezes amei o mar
Que me dá vontade de o abraçar
Tantas vezes… Tantas vezes o devorei
Na sombra do coito, quando o namoro
E aí ele me oferece um beijo em sais de sal
Tantas vezes…
Eu já o beijei
Debicadas quando me deito no amor do seu colo
E me deixo adormecer
Tantas vezes que não há amor igual
E quando acordo, jamais o quero esquecer
Amo o meu mar
Tão verdade como amar o meu sol
Tantas vezes como amar a minha lua
A menina nua no seu luar
Tantas vezes como amar as estrelas
Na sua cor girassol
Tantas vezes eu amo, que hoje quis descrevê-las
As minhas vontades
As minhas vaidades
As minhas saudades
Tantas vezes… Tantas como a vontade de abraçar
O tempo
O vento
A terra
A serra
… O mar

José Alberto Sá

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Quando te sonhei


Quando te sonhei

Sentado e a escrever
Quis sentir a tua mão sobre a minha
Esperei sentir o teu corpo no meu
Colocas-te as mãos no meu teclado!
Escuta…
Sentado e a ler
Quis ouvir a tua voz de menina
Esperei sentir uma voz que me enlouqueceu
Cantas-te melodia ao teu amado!
Escuta…
Sentado e a sonhar
Quis sentir no meu corpo humidade
Esperei acordar e pegar na tua mão
Ver-te sentada no mesmo lugar
E unidos, acreditar que era verdade
Escuta…
Levantei-me quando acordei
Senti que alguém me amou
O perfume era o teu, eu o recordei
Foi verdade que alguém me tocou
Escuta…
Senti meu coração a pulsar
Vi que meu corpo estava nu
Quis recordar para perguntar
Foste tu?

José Alberto Sá

As vozes que se perdem


As vozes que se perdem


Conheço vozes, como conheço esquinas
Ruas com vértices pontiagudos
Jogos de cartas, poemas sem rimas
Desmaios em caras, doentes confusos

Conheço vozes que já não chamam
Ruas caídas, monumentos abandonados
Jogos e corridas das mentes que tramam
Caídos num chão como pedintes calados

Conheço vozes que amam sem amor
Ruas cavadas como trincheiras
Jogos escondidos no poder do terror

Conheço vozes de frio, que já tiveram calor
Ruas lavadas sem dinheiro, inundadas de asneiras
Jogos perdidos em classes, que hoje jazem sem valor

José Alberto Sá

sábado, 13 de outubro de 2012

Olhai a luz


Olhai a luz

É ao olhar o imenso escuro
Que eu acredito na verdadeira luz
É ao olhar para além do mais alto muro
Que acredito na vontade de Jesus
Meu corpo, Ele o veste de alecrim
Preenche-me com aromas vindos de sua cruz
Um Deus que sabe sorrir para mim
E me dá toda a claridade do seu sofrer
É ao olhar a minha vida, que eu O amo
É ao olhar toda a minha luz, que O fico a conhecer
Olha-me Senhor
Eu para Ti olho, meu Pai
Deus de luz, do bem e do amor
Sois a luz que vive em mim e que de mim sai
Iluminai…
E fazei-me à imagem da vossa vontade
Levai-me para o Vosso caminho
Meu olhar no escuro, é sentir a luz da claridade
É olhar o muro e oferecer o meu carinho
Oferecer todos os aromas do alecrim e alfazema
Cheiros de amor em oração
Escrito e recitado na luz de um doce poema
E oferecidos com a luz do meu coração
Iluminai…
Aqueles que me vêm como ortiga
Aqueles que me falam como ingrato
A luz do meu corpo a nada obriga
Podem sentar e comer do mesmo prato
É ao olhar…
Que continuo a amar

José Alberto Sá

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

A tua voz


A tua voz

Hoje escutei a tua melodia
Quis sentir as vibrações do amor
O timbre suave de uma voz com alegria
E imaginei-me cantor
Fazes bem quando me falas
Sinto perfume nas tuas cordas vocais
Imagino-me flutuar como se fosse um anjo
E amo quando não te calas
E me fazes subir ao céu dos imortais
Com a voz florida do teu arranjo
Hoje escutei uma canção
Que só tu me sabes cantar
Meu Deus! Sinto-te em meu coração
Uma voz melodiosa que hoje quis amar
Quando quebras o meu tempo
Imagino-me levado no vento
Quando fazes parar as horas
Imagino-me a correr para onde moras
Hoje fizeste-me feliz, liguei-me a ti
Quis sentir na voz a minha senhora
A voz mais bela, a voz que me aflora
Como se fosses a única que ouvi
Quando me ligas
Acabam-se as dúvidas, tua voz é o meu lema
Acabam-se as fadigas
E imagino-me a recitar contigo
O mesmo poema
A tua voz é poesia, o meu abrigo


José Alberto Sá

Vou


Vou

Vou-te seguir
Imaginar que vou
Caminhar pelas flores
Pelo teu cheiro
Vou-te seguir
Imaginar que sou
Aquele que em amores
Te leva por inteiro
Vou-te seguir
Imaginar que vou
Encher-te de beijos com carinho
Sussurros com os lábios no queixo teu
Vou-te seguir
Imaginar que sou
Quem te rouba com jeitinho
E te leva a fazer amor junto do céu
Vou-te seguir
Porque ainda não acabou
O tempo de te levar
E contigo namorar
Vou-te seguir
Porque ainda estou
Carente do teu amar
Vou-te seguir
Para o bem e para o mal
Vou-te seguir ou vou-te sorrir
Porque é igual

José Alberto Sá

Parasitas


Parasitas

P este, ódio ou ciúme
A mente de quem me quer mal
R aízes do inferno, ventas ao lume
A voz em palavras o uivo animal
S imples acasos de psicopatia
I mitações de homens, seres do diabo
T entações de pura arrelia
A lmas sem corpo, bestas com rabo
S eres que não temo, que de mim têm fobia

D oidos e mortos pelo abandono
O s deuses do pecado, homens sem dono

M esclados à nascença
E sganiçados sem ar puro 
U ns meros parasitas sem presença

P ulhas da razão, presos no muro
E mblemas da ingratidão
N ado morto pelo ser da verdade
S alva-vidas da putrefacção
A limento dos abutres em liberdade
R atazanas da minha imaginação

José Alberto Sá

Quero o meu Portugal


Quero o meu Portugal 

São gritos mudos, o meu medo
As almas duvidosas que me neguem
Fujo pelos abismos do credo
Horas dos incrédulos que me perseguem
São areias movediças, minutos sem tempo
As fugas de informação
São sinais sem movimento
A fuga de quem não acredita, que temos uma nação
São gritos de hoje ao meu Portugal
São gritos demoníacos da corrupção
Dividas requintadas por quem nos quer bem
Fazendo-nos mal
São gritos de quem nada tem
Fujo sem destino, sinto-me perdido
Vejo correr pela estrada a confusão
São gritos sem gemido
Gargantas feridas deambulando no alcatrão
Pergunto-me para que a resposta não exista
Tenho medo de dizer como se faz
Fujo em gritos como galo sem crista
A procura de um cantinho, a minha paz
São gritos de sofrimento sem medida
Mentes do diabo que nos governa
Fujo num caminho sem saída
Grito aos copos, desabafos na taberna
E esqueço…
Por momentos quem me ultrapassa
Fujo com ventas que não mereço
Num grito por Portugal, a minha raça

José Alberto Sá

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

O amor não cai


O amor não cai

Cai a pétala de uma rosa
Cai o mundo… Lentamente
Cai a vontade da gente
Numa palavra em prosa

Cai a pétala da margarida
Cai o mundo… cai a vida
Cai a flor… Cai o sentido
Numa palavra de amigo

Cai a pétala da papoila
Cai o mundo… Cai o céu
Cai a beleza da linda moçoila
Numa palavra, um sonho meu

Cai a pétala de um jasmim
Cai o mundo… Cai o sentir
Cai o carinho nascido de mim
Numa palavra do meu sorrir

Cai a pétala do malmequer
Cai o mundo… Cai quem ama
Cai a candura de mulher
Numa palavra se não me chama

Cai a pétala da mais bela flor
Cai o mundo… Cai a poesia
Cai a paz, a luz e o calor
Numa palavra que eu não diria

Cai a pétala de um amigo
Cai o mundo seja a quem for
Cai um desejo, cai tu comigo
Mas nunca cairá o amor

José Alberto Sá